fevereiro 21, 2004

21 de fevereiro

Chegamos na Praia de Pipa abaixo de mau tempo. Não. não estava chovendo. Ocorreu uma confusão entre a agência que planejou a nossa viagem e a gerência da pousada. Resultado: não tínhamos reserva nenhuma. CANCELADA! Preciso dizer que fiquei furiosa? Claro que não.

Resolvido o problema, saímos para passear. E, depois de dois anos (estivemos aqui em 2001), constatamos milhares de mudanças. A impressão que tenho é de que todos os pedreiros do Rio Grande do Norte estão trabalhando aqui. Dezenas de construções estão modificando a paisagem. A praia está super urbana. E cheia de gente também. Agora, além de um terminal rodoviário, a rua central da Pipa (que continua bem estreita) conta com uma linha de transporte feito por vans, que ligam a praia até a cidade de Goianinha.

Desta maneira, mesmo sem carro, estamos muito tranqüilos, revezando as praias:

Quarta, sexta e domingo: Praia do Amor.
Quinta, sábado e segunda: Praia do Madeiro (a minha preferida e uma das mais bonitas que eu conheci - sem dizer que é emocionante estar nadando no mar e ter um golfinho a menos de três metros de distância).

Demorei a escrever novamente no blog pois a Internet é muito cara aqui. 10 minutos = R$ 2,50. Aliás, tudo aqui é bem mais caro que em Natal.

Mas estamos nos divertindo. E já em contagem regressiva. Terça-feira à noite chegaremos em Porto Alegre, com muitos presentes, lembranças e 120 fotografias. Até!

16 de fevereiro

Depois da adrenalina dos passeios, nada melhor do que relaxar. Esqueci (ops..) de mencionar que o nosso hotel também é um SPA (três letrinhas mágicas).

Descansamos na piscina e aguardamos a chamada. Fiz uma sessão de shiatsu e o Elio fez uma massagem ayurvédica. Agora sim eu fui até os confins do relaxamento.

...

17 de fevereiro

O dia foi de passeios. E aqui tudo tem interação. O freguês escolhe: com ou sem emoção. E isto vale para tudo, do espaguete com frutos do mar, até o passeio de buggy.

Vale ressaltar que tudo nós fizemos com emoção. Passeamos com o Ricardo, um bugueiro camarada e cheio de histórias. Com ele fomos às praias do litoral norte de Natal e às lagoas de Jacumã, Jenipabu e Pitangui (a com melhor infra-estrutura e apropriada para o banho). Andei de skybunda (duas vezes e com muita emoção - precisei ir uma segunda vez pois na primeira o Elinho se atrapalhou com a máquina fotográfica) e de aerobunda. Todos com aquele grito característico do pavor pela alta velocidade.

Também andamos pelas dunas móveis e pelas fixas. O bugueiro fez manobras inaceitáveis para os seres urbanos que somos. Me apavorei tantas vezes que afirmo com veemência: este não é um programa para cardíacos.

16 de fevereiro

Ok. Vou confessar. Saímos de Natal (Ponta Negra) e chegamos em Jenipabu em grande estilo. O hotel em que estamos hospedados - Genipabu Hotel - é um dos mais bonitos que eu já fiquei. Ele está situado no alto de uma colina. Da sacada de cada apartamento é possível ter uma vista total da praia de Jenipabu. É lindo. Com direito a rede e soninho.

A piscina é absurdamente magnífica (!!!!). Estamos no quarto Pititinga. Todos os quartos têm nome de praias da região.

A tarde foi de um trabalho incansável. Primeiro almoçamos no Bar 21, um quiosque construído exatamente entre o fim de uma duna e o mar. É paisagem de cinema. Depois caminhamos tranqüilos pelas dunas, até o estacionamento dos "dromedários".

Enfim, "trabalhamos" tanto que a solução foi sentar no alto de uma duna e aguardar o pôr-do-sol.

fevereiro 15, 2004

13 de fevereiro

A chuva parou pela manhã. Enquanto estava nublado, fizemos algumas compras no Praia Shopping.

O tempo aqui é engraçado. Chove forte por um período (às vezes, minutos). Mas depois o sol sai pra valer, mesmo com várias nuvens no céu.

Agora um bronzeado legal está começando a aparecer.

Obs: nota do dia - 15 de fevereiro - passamos o dia na praia. Não sinto o meu corpo da cintura para baixo. E não reconheço mais meu rosto no espelho.

12 de fevereiro

Além do turismo rico, outra riqueza potiguar é a culinária. Depois de três dias comendo camarão, fomos jantar em um restaurante típico. O Tábua de Carne é um dos mais conhecidos.

Escolhemos o filé e o carneiro de carne-de-sol à moda da casa. O prato inclui arroz, feijão verde (que é o feijão branco colhido antes de crescer), macaxeira frita, pirão de queijo, paçoca, vinagrete e manteiga de garrafa.

Um delícia! O garçom ainda ficou um tempo na nossa mesa nos explicando os outros pratos típicos da região, como caranguejada, jerimum, galinha à cabidela, sarapatel, arrubacão e baião-de-dois.

12 de fevereiro

Aproveitamos o falso nublado (o mormaço por aqui é violento) e fomos andar de ônibus. De linha. Um potiguar nos indicou errado a parada dos ônibus 46 e 56. Ficamos 20 minutos torrando no sol. Acertando a parada (depois de perguntar para várias pessoas), pegamos uma lotação e descemos no centro de Natal.

Nosso destino era do Centro de Turismo, antiga casa de detenção da cidade. Cada cela foi transformada em loja (um total de 36 lojas). Fizemos compras para a família e voltamos para Ponta Negra.

Ainda conseguimos dar uma caminhada na praia e a chuva desabou novamente. A solução foi voltar para o hotel e curtir uma piscina de hidromassagem ao ar livre no mirante do quarto andar. Te mete!

11 de fevereiro

Choveu hoje à noite. Um mundo de água.

11 de fevereiro

O dia foi novamente tumultuado. Acordamos às 6h30min e uma van nos pegou. Fizemos city tour por Natal. O passeio inclui paradas na Fortaleza dos Três Reis Magos (construção datada de 1598) e em mercados de artesanato. Incrível como Natal possui bases a áreas militares.

No fim da manhã um passeio pelas praias do Sul de Natal, como Pirangi, Búzios e Tabatinga. Fizemos uma parada em Camurupim, praia que possui uma barreira de recifes que protege quase toda a extensão da areia (funcionando como um muro e formando piscinas naturais).

A viagem terminou com uma visita ao Cajueiro de Pirangi (o maior cajueiro do mundo e que conta com patrocínio da Petrobras). Lembram do Tom do Cajueiro? Ele é daqui. A árvore conta com uma copa que mede 10 mil metros quadrados e tem entre 100 e 110 anos.

Nota do dia... 15 de fevereiro

E a chuva começou. A nossa irritação também. Mas como as coisas são lentas por aqui (bem lentas para falar a verdade) temos tempo de fazer a programação. O sol sai no céu, passamos protetor e vamos correndo para a praia. Horinhas depois, a chuva vai se aproximando... aproximando... e..., quando está bem pertinho, corremos para o quiosque mais próximo. Ok. Confesso. É divertido. Beijos para os meus manos, para a Kemi (tudo bem aí, colega?), para papai e mamãe e para o Marcelo e a Adri.

Amanhã deixamos a Ponta Negra e seguimos para Jenipabu. Até!

fevereiro 11, 2004

10 de fevereiro

Ainda estou branca. E com muito medo deste sol do Nordeste.

10 de fevereiro

Passeamos de buggy hoje. Em duna fixa, com vegetação e passeio sem emoção. O final do passeio foi no alto de uma duna, com uma vista privilegiada de Jenipabu. Depois conhecemos a praia de Jacumã, repleta de recifes e restaurantes. Algumas nuvens apareceram no céu. Mas nada de chuva. Ainda. O telejornal diz que semana que vem chove.

10 de fevereiro

"Eles falam inglês?"

Esta foi a primeira pergunta que a recepcionista do hotel fez para a guia de turismo quando nos enxergou. Pensei que seria coincidência. Não foi.

Passeando pelo calçadão de Ponta Negra, todas as pessoas que fizeram convites para que jantássemos em determinado restaurante (ou até mesmo aqueles que só entregam folhetos) falaram conosco em inglês.

"Hey! Little friend!"

10 de fevereiro

O que aprendi hoje:

- O caranguejo é escasso em todos os meses do ano que possuem a letra R. Portanto, quem quiser comer um caranguejo bem gordinho deve passar por aqui no período de maio a agosto.

- Todos os anos com final 4 são muito chuvosos. Esta é a explicação para a quantidade de chuva dos últimos meses na região. O povo potiguar cita as chuvas de 1994, 1984, 1864 como marcantes.

- Um negócio rentoso por aqui são as fazendas de camarões. Somente na região de Natal vi cinco fazendas. A maioria dos restaurantes são abastecidos por estes cativeiros, que criam camarões bem grandinhos.

- Stayin' Alive, do Bee Gees. Versão em português, em ritmo de forró. A coisa mais engraçada que vi por aqui.

- Genipabu é com J e não com G. Então: Jenipabu.

- Existem vários tipos de dunas: fixas, móveis, brancas, amarelas, bronzeadas, com emoção, sem emoção. É só escolher!

fevereiro 10, 2004

09 de fevereiro

Rápidas...

- Caipirinha é a bebida da viagem.

- Não vou bater o recorde de atualização do blog. 10 minutos=R$ 1,00.

- Estamos curtindo uma lua-de-mel.

09 de fevereiro

Ambulante é o que não falta na Ponta Negra. O tipo mais comum (e mais espaçoso também) é o vendedor de CDs. Piratas na maioria. E de axé (é claro...). O inusitado é que todos eles saem pela calçada ou pela areia, empurrando um carrinho de duas rodas, equipado com bateria, alto-falante e aparelho de CD. A próxima missão é investigar o preço, a procedência e a qualidade. Enquanto isto, três músicas "grude" tomaram conta de meus pensamentos.

09 de fevereiro

Se a nossa viagem a Natal pudesse ser classificada de 8 a 80, o dia de hoje seria o exemplo perfeito. É isso aí: acontecimentos para todos os fregueses!

Ponta Negra, praia de Natal onde estamos, é bastante urbana. Mesmo não acostumada ao cenário, a adaptação é facilitada pela simpatia do povo. Na beira-mar existem cadeiras e guarda-sóis controlados pelos quiosques espalhados ao longo do calçadão.

O axé porcaria impera. Mas encontramos o quiosque 14 sintonizado na Rádio Cidade de Natal. Diferente da de Porto Alegre, a emissora toca clássicos do pop e do rock internacional. Um alívio para os ouvidos.

Terminamos o dia jantando no Samô, um restaurante especializado em frutos do mar. O Camarão à Jacumã foi um prato dos deuses. O camarão era tão grande, que eu fui obrigada a cortá-lo com o garfo para comer.

fevereiro 09, 2004

Oi!

Chegamos em Natal. Nosso hotel fica na praia de Ponta Negra. E, bem em frente, encontrei um cibercafé montado em uma barraca na beira da praia. Portanto, acredito que conseguirei mandar mensagens e novidades.

Passamos o dia na praia, bebericando e beliscando coisas. O Elinho provou o caranguejo. Na realidade, atacou a mareteladas o bicho já cozido. E à noite comemos o camarão mais maravilhoso que já provei.

Não estou acostumada a escrever nestes computadores públicos. Volto outro dia, com mais paciência.

Pai, mãe e manos: Estou bem! Grande beijo.

fevereiro 08, 2004

A mala já está arrumada. Eu também estou pronta. Ainda faltam pequenos detalhes. Aqueles que sempre lembramos minutos antes de sair de casa. Então é isto: embarcamos amanhã (09 de fevereiro) para Natal (Rio Grande do Norte).

Este blog ficará de férias até o dia 25 de fevereiro. Se encontrar um cibercafé por lá, escrevo algumas notinhas.

Um grande abraço!

janeiro 31, 2004

Eis o resumo do meu destino, no período de 09 a 24 de fevereiro:

Sua data de fundação é 25 de dezembro de 1599. Possui uma área de 172 quilômetros quadrados e 712 mil habitantes. Possui clima tropical, precipitação pluviométrica regular e temperatura média de 28 graus. Está a 4.066 quilômetros de Porto Alegre e conta com tradição no artesanato e muitos prédios históricos. Também é conhecida como a Cidade do Sol e tem o ar mais puro das Américas. Mar e lagoas. Dunas e dromedários. Sol, sol (e mais sol!), bebidinhas e camarões. Ah! E meus dedinhos na areia.

Alguém quer alguma coisa de Natal (RN)?

janeiro 29, 2004

Notícia relâmpago do dia (eu, segurando um megafone, avisando a cidade inteira): já estão disponíveis os regulamentos dos dois concursos da Casa de Cultura Mario Quintana.

O 2º Prêmio CCMQ vai premiar obras inéditas. A categoria escolhida para o concurso literário deste ano é conto. O vencedor assina um contrato de edição (mil exemplares) com a Editora Nova Prova, parceira do projeto.

E a segunda edição do Prêmio CCMQ de Fotografia vai selecionar projetos de fotógrafos radicados no RS, premiar com uma exposição na Casa de Cultura e conceder uma bolsa-auxílio mensal de R$ 1.500,00.

Os regulamentos estão disponíveis no site da CCMQ.

Prezados leitores,

A novidade do dia não é mais novidade. Não foi no ano de 2003. E parece que não será no ano de 2004.

Não tenho mais tempo para atualizar este blog.

Além de estar organizando uma viagem com o Elio (15 dias de férias - as primeiras férias oficiais da minha vida. Viajo no dia 09 de fevereiro, Ed!), parece que tenho que resolver em duas semanas todo o ano que ainda está por vir. Toda a equação dos últimos dias, mesmo que eu altere os fatores o máximo possível, dá o mesmo resultado: trabalho, trabalho, trabalho. É o chicote no lombo da jornalista aqui, representando em laudas e mais laudas, produzidas durante a manhã, a tarde e a noite.

Tudo certo. O dinheiro está entrando. E isto é o que importa, mesmo me sentindo uma tarturuga (ai, como doem as minhas costas...), depois de horas forçadas na frente do computador.

Aguardem novidades (êpa!) e novas atualizações. Talvez o fim das reclamações. Talvez uma descrição especial das praias em que ficarei, do maravilhoso sol que queimará minha pele e das areias em que enfiarei meus dedinhos do pé.

Ah! O regulamento está ficando pronto. Ainda nesta semana, iniciarei a divulgação da nova edição do Prêmio Literário Casa de Cultura Mario Quintana. Neste ano, a categoria é conto. Em breve, notícias no site, clicando no Mario nos links deste blog à esquerda.

Ainda tenho duas matérias para escrever. Volto quando for possível.

janeiro 23, 2004

Smoke Kills. É verdade... hehehe

janeiro 15, 2004

Minha intenção era escrever todos os dias. Os pensamentos estão fervendo em minha cabeça. Enquanto lavo a louça, lavo a roupa, arrumo a casa. O fantástico mundo das lidas domésticas. Mas, tudo acabou ontem. Larguei as tarefas e planos, e passei a noite toda tentando salvar o meu computador. Não consegui. E não existe uma justificativa racional para os problemas que surgiram. Parece que, simplesmente, a mudança não agradou meu micro. Ele se nega a trabalhar na nova casa. Um simples clique do mouse é uma missão impossível. Mas com certeza, posso afirmar: nem o Tom Cruise vai salvar meu Compaq nos próximos dias. A formatação se aproxima e é urgente. Agora, além dos problemas, preciso também salvar minha reputação: virei motivo de risos quando descobriram que eu ainda uso o Windows 98. Droga!

janeiro 12, 2004

O Sonho, A Verdade

Há noite em que o dia nos parece escuridão
Há dias em que a noite nos parece a pior imensidão

Há sonhos em que os pesadelos são reais
E nos pesadelos, todos os sonhos são iguais

Na luz do dia, a escuridão parece tão distante
E em plena noite, a lua brilhando no horizonte

E quando o real encontra a imaginação
Imagine achar por si mesmo o fim ideal...


Lazarus, uma das minhas paixões.

janeiro 11, 2004

Me dei conta agora... Hoje é o aniversário da minha formatura...

Cinco anos!

Talvez este seja o momento ideal para escrever o primeiro post de 2004. Produzido diretamente do meu quarto (que não é mais meu quarto) situado na minha casa (que não é mais a minha casa). Nos primeiros dias do novo ano, estive encarregada de fazer a minha mudança para o apartamento do Elio. Esta era uma missão já planejada e esmiuçada desde outubro de 2003. E graças à folga conseguida nos dois empregos, pude passar três dias carregando caixas de um lado para o outro.

Primeiro o balanço: coloquei toneladas de coisas fora. Surpreendida, me dei conta de que não joguei quase nada fora nos últimos três anos. Isto mesmo: encontrei recibos de compras de 1996, folhetos recebidos nas sinaleiras, camisetas (diversas camisetas promocionais de tamanho G ainda guardadas em seus respectivos saquinhos). O que não foi doado, foi para o lixo.

Depois de levar quilos sobre os ombros, a hora de descarregar é a mais desesperadora. Por um segundo, o apartamento aparenta ser menor do que já é. Os armários vão ficando abarrotados e o conteúdo das caixas não diminui. Depois do domingo de uma tremenda faxina, tudo ficou certo em seu lugar. Aprendi a tomar choque no chuveiro, a pensar na janta, a sair de ré da garagem.

É isto. Vida de casado tem as suas dificuldades. Mas tem mais maravilhas ainda. Antes de completar uma semana, a lista de aventuras aumentava:
- fiquei terrivelmente doente. Uma gripe sufocante. Não conseguia falar, trabalhar. Mas...
- mesmo doente, tive que comparecer ao trabalho. As folhas começam a se acumular na minha mesa. Na labuta diária...
- aprendemos a lavar e a secar a roupa (mesmo que no apartamento não tivesse lugar para nenhum dos dois). E, sem solução,...
- o choque no banheiro ainda me incomoda :-)
- e para fechar a primeira semana com chave de ouro: na quinta-feira à noite, meu amado foi demitido. Dormimos do jeito que foi possível. Acordamos com as caras amassadas. Nos despedimos com beijos nervosos pela manhã. E, antes do meio-dia da sexta-feira, ele foi readmitido. Tensão, né?

Pois é... Assim que a gripe me deixar, e que eu puder coordenar melhor as minhas idéias, estarei de volta. O próximo post será produzido no novo lar, doce lar.

dezembro 25, 2003

De todos os desejos que poderia enviar aos meus queridos amigos neste período de fim de ano, só restou um. Sincero, singelo, nobre, completo:

Mantenha os olhos bem abertos.

Somente desta maneira é possível enxergar todas as coisas boas que existem, todas as pessoas maravilhosas que estão ao nosso redor, todas as mãos estendidas, os olhares carinhosos e as oportunidades imperdíveis.

Esta é a atitude que faz da vida o instrumento perfeito para dar e receber. Idealizar e construir. Olhar e sentir...

Lembre-se: estou sempre aqui ao lado... Feliz Natal e um ótimo Ano Novo. Mãos à obra! Vamos fazer de 2004 um ano inesquecível.

Grande beijo!

A realidade pode ser infinitamente mais assustadora do que qualquer (qualquer!!!) filme de terror. Este relato pré-Natal é, além de assustador, o resultado de seqüelas de estresse e da loucura do ser humano que esquece que é humano e pensa ser um super-herói de histórias em quadrinhos.

A tarde da véspera da véspera do Natal começou bem. Um pouco de trabalho para ser colocado em dia e depois, um mar de tranqüilidade (aquela exterior, pois no interior restam somente os escombros...) Fui embora da Casa de Cultura carregada: um livro, uma garrafa de champanhe, um vaso com plantinha, minha bolsa, e.... e um caderno com todas (TODAS, TODAS, TODAS!!!!) as minhas anotações sobre o trabalho de 2003 na Casa de Cultura Mario Quintana (isto mesmo: aquele caderno em que anotei todos os nomes, todos os telefones, todas as atividades, todas as discussões das reuniões do Conselho Consultivo, contatos, atividades, relatórios... enfim... tudo mesmo).

A burrice da criatura está no fato de que, depois de receber trabalho para fazer na folga do Natal (tem chefe que não dá desconto - hehehe) e ter as mãos lotadas para carregar presentes, ainda insiste em levar o caderno para casa... O decorrer dos fatos é óbvio: sem mãos, sem paciência e sem prestar atenção, coloquei algumas coisas dentro e carro, e outras NÃO!

E atenção: foi justamente o caderno e o livro presenteado que eu esqueci em cima do teto do carro. O caderninho valente ainda resistiu à descida em curva de treze andares da minha garagem gigante. Agarrou-se à lataria do automóvel e gritava por socorro. Não ouvi os pedidos desesperados. E, mesmo depois de ouvir o caderno cair do carro (já na rua) e olhar pelo espelho retrovisor e ver várias folhas voando no chão, tive total falta de critério ao pronunciar a seguinte frase ao meu carona:

- Esses estudantes! Olha só, Napp. Jogaram um livro contra o meu carro!!!!!

A verdade, caros amigos, é que depois de chegar em casa, preparar meu banho e descansar a cabeça, é que a ficha caiu:

AQUILO ERA O MEU CADERNO!!!!!!!

O que se seguiu é mais óbvio ainda: desesperada, chorando, me chamando de burra, estúpida, cretina, desatenta, estressada, tomei banho de qualquer jeito, vesti a primeira roupa e saí correndo para a garagem... No meio do caminho encontrei o pai, que me impediu de sair feito uma enlouquecida e bater o carro no primeiro poste.

Chegamos no centro em 10 minutos. Uma hora depois de deixar o caderno cair, aterrissamos na esquina e eu vi uma folha no asfalto. No meio da rua, com a marca de dois mil pneus estava o pacote com o livro. E, perto de um muro, estavam as folhas do meu caderno (todas destacadas) e todas as miudezas que estavam armazenadas em um envelope plástico. Aliviada, mas não satisfeita, fui questionar um morador de rua que fica por ali... E, pelo modesto valor de uma cervejinha, recebi de volta o regimento interno da CCMQ. Ele solicitou minha identidade, para comprovar que o material era meu.

Voltei à vida... Recuperei todas as minhas informações. Tentei voltar ao normal (?!?!) e desacelerar. E o Elio resumiu toda a história: "Joga tudo, de qualquer jeito, dentro do carro!!!!". Anote aí, por favor, meta para o próximo ano...

dezembro 21, 2003

Festas de fim de ano poderiam ser extintas. Quanto menos intimidade existe entre os convidados, mais bizarra parece ser a cena que se constrói depois de meia centena de latas de cerveja. E você, que não bebe, parece ser o único na platéia. Os colegas, antes comportados e polidos, gritam ao mesmo tempo, sambam, se xingam, derrubam (obviamente) todos os copos de vidro disponíveis no chão. O colega que passou o ano inteiro calado vai fazer questão de recuperar o tempo perdido em apenas 30 minutos. Uma televisão saída do nada exibe o show do rei, no volume máximo que o aparelho e os ouvidos podem suportar. Gritos, mais gritos e mais gritos. No meio do histerismo, mais gritos de crianças, agora machucadas com os braços e pernas raladas depois de correrem feito loucas e se arranharem nas pedras do calçamento. Nada faltou: sessão de piadas, imitações (algumas reais) de bêbados, brigas de namorados, conspirações mal planejadas, fumaça da churrasqueira improvisada invadindo a garagem. No meio da confusão, de forma estúpida, você, que está ali quietinha, inventa de passar o relatório para o chefe sobre a tarde de trabalho. “Sem visitantes, tudo vazio. A colega não foi no plantão. Deve ter acontecido alguma coisa. Mas ninguém apareceu para visitar o setor em que ela...” Em menos de dois segundos, toda a situação dá duas voltas, e tu passa de colega querida que tentava justificar o injustificável a dedo-duro filho da puta... Mal com a situação, resolve pegar um ar rua, e acaba prensada contra a parede por um velho careca e tarado. Antes de terminar toda a função, ainda enxerga mil bocas em mil ouvidos, falando baixinho, comentando... Eu juro... Só queria ir para casa. Para repetir a mim mesma todas as minhas mentiras.

dezembro 13, 2003

A CAIXA. O ESPELHO. A LU.



Algumas vezes me divirto muito na Casa de Cultura. Em outras, me divirto mais ainda. Estou em período de compras e brincadeiras. Volto na segunda.

dezembro 11, 2003

Agendas de fim de ano são complicadas. Acabei de fazer o primeiro esboço da minha. A definição é: desesperador. As comemorações aparecem e pipocam no meu e-mail a cada minuto. E os espaços vagos somem, somem, somem. Amigos que ainda não marcaram a festa: Agilizem-se!!!!! Amigos que já marcaram: Não mudem as datas, por favor!!!

Esta é a prévia da semana que antecede o Natal: dia 15 (amigo secreto ao meio-dia), dia 16 (amigo secreto à noite), dia 18 (confraternização ao meio-dia), dia 20 (confraternização à noite), dia 21 (tradicional bacalhau) e dia 23 (confraternização à tarde).

Estou cansada previamente... E eu pensando em fazer minha mudança neste período... Assustador...

*adendo (13/dez): dia 19 (confraternização à noite). As fichas estão acabando.

dezembro 10, 2003

Grande show. O Blues faz Cem Anos. Grande show com Fernando Noronha & Black Soul na noite desta terça-feira na Casa de Cultura. Entrada franca e muita gente. Legal conhecer o pessoal da banda - Fernando Noronha, Xico Preto, Luciano Leães e Ronie Martinez. Cheios de sorrisos e brincadeiras, eles não foram somente para tocar. Foram para se divertir... E ver o Teatro Carlos Carvalho COMPLETAMENTE lotado foi muito bom... Quem não conseguiu pegar senhas, não perdeu. Ao contrário de outros lugares de Porto Alegre (que não permitem estas coisas), deixamos a galera sentar no chão, ficar de pé... Abrimos as portas e, mesmo quem ficou realmente de fora, pôde ouvir do corredor. Depois coloco algumas fotos aqui.

dezembro 08, 2003

LuElio



dezembro 06, 2003

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!
....
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
...
Que dia estressante...

dezembro 03, 2003

Estou na fase do "Aguardem!". Sei que é chato. Mas, inevitável. Resultado das somas dos fatores: acúmulo de trabalho+compras de fim de ano+gastos surpresa+tarefas de última hora+confraternizações do minuto.

Então: AGUARDEM!!!

Em breve, O Diário da Mudança...

Comprei um celular. Ele me dá oi, toca musiquinhas e se despede com um tchau! Sincero e dedicado como um amigo. Conversamos a noite inteira sobre tecnologia e dependência... Sobre loucura e imaginação. Sobre solidão e lançamentos de toques para download...

Com licença. Ele está me chamando neste momento.

dezembro 01, 2003

Estrela, estrela
Como ser assim
Tão só, tão só
E nunca sofrer

Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se é

No corpo nu
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos

E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer

É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs

Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui

Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão

Eu canto e sei
Que também me vês
Aqui, aqui
Com essa canção

novembro 30, 2003

Eu sumi... Estou correndo. Vou até ali e já volto. Esperem um pouquinho. Tenho novidades.

novembro 25, 2003

Bem-vindos à vida moderna!

Um dia eu acreditei que, realmente, a Internet banda larga era o melhor negócio. Instalei no meu micro e passei a me divertir, a trabalhar, a vadiar... Sem olhar desesperadamente para o telefone... Sorrindo ao imaginar as cifras desaparecendo de minha conta mensal.

Um dia me apresentaram todas as outras facilidades. E assim lá fui eu: entrei em terrenos perigosos, freqüentei barras pesadas, vendi a alma do meu computador por um punhado de canções, deixei as portas abertas para trocar algumas palavras com os amigos.

Um dia os sinais começaram a aparecer. Pequenas pop-ups, janelas, portas, vidros, tapetinhos. A casa veio completa. E eu perdi a tranqüilidade. Coloquei vários programas para fora. Não adiantou. Seu fantasmas e suas sombras permaneceram.

Apelei, então, para o mais cruel dos recursos: instalar um caçador implacável. Em menos de dez minutos, foram encontrados mais de 140 espiões em meu micro, spywares, pequenos instrumentos de investigação suja e não-autorizada. Foram todos para o lixo.

E hoje, por toda a futilidade cibernética que me cerquei, me sinto invadida. É como se, ao apagar as luzes para dormir, 140 pares de olhos surgissem de buraquinhos na parede do meu quarto. Mexendo-se de um lado para o outro. Me vigiando. Esperando o próximo passo.

Ou o próximo clique...

novembro 24, 2003

Esqueci tudo o que ouvi ou li sobre Matrix Revolutions. O filme é maravilhoso, muito bem feito, explica várias coisas e (sim!) deixa várias portas e possibilidades abertas. Mas isto não é uma falha. A vida é assim. Nunca poderemos ter certeza de nossas escolhas... Optar ou não pelo emprego certo... Ou aceitar determinada proposta... Ou planejar algo novo... Nesta trajetória toda, somente alguns sentimentos são definitivos... Como o amor (e neste caso defendo com unhas e dentes esta teoria... Como apaixonada que sou).

Matrix não é um filme que se encaixa no perfil The End ou E foram felizes para sempre. E isto faz com que eu admire ainda mais a trilogia.

novembro 21, 2003

It's okay to cry for a moment
When promises shatter
But don’t waste your tears for too long
Because soon it won’t matter
Promises made, they were lost
But don't bother grieving

We will find good days for us
The sun will shine brightly
Live our life, if only for just
A moment

novembro 19, 2003

Now I know it's right, from the moment I wake up till deep in the night
There's nowhere on earth that I'd rather be than holding you tenderly

Eu estava cética. O Nasi publicou esta dica no blog dele. Fiz três perguntas. "No way!" 'Of course!" "Yes!" O Omniscient Baby não errou uma.

novembro 18, 2003

Já pensou, realmente, no fato de que a tua casa passará a ser minha casa também? E que, todos os dias, antes de dormir, te desejarei boa noite?

Eu sei. Às vezes sinto um frio na barriga.
.

novembro 17, 2003

Echo & The Bunnymen na segunda-feira.

Eagle-Eye Cherry na quinta-feira.

Trabalho? Que trabalho, que nada...

Quando a tia comentou sobre a faxina executada no fim de semana, o brilho saiu dos olhos de Helena como faíscas radioativas. Depois de limpezas, quando eram abertos os baús da família, é que apareciam as coisas mais fantásticas. A tia prometeu uma boneca. Ela não era mais criança. Mesmo assim alimentava a fantasia pueril de receber presentes antigos, que guardavam lembranças, sentimentos de uma época em preto-e-branco.

Todo esta fantasia acabou sumindo. Evaporou no momento em que Helena viu a tão sonhada boneca da tia. No lugar de cachinhos e bochechas rosadas, a mulher carregava a boneca mais feia já vista. Não, ela não era feia. A roupa era clássica, muito limpa, um vestido bem costurado. O cabelo estava no lugar, a porcelana se encontrava em perfeito estado. O problema eram os olhos. Um par de olhos negros que imprimiam um ar maligno ao ser inanimado. Se o mal possuísse uma espécie de materialização, aquela boneca seria o símbolo máximo.

Helena aceitou o presente. Levou a boneca para casa, sentindo o peso de uma maldição e a onda de azar que impregnou como uma fumaça negra. Tudo começou a dar errado. Helena era recepcionada pela boneca todos os dias. Abria a porta e encontrava a nova dona de todo o espaço, ajeitada no sofá, o olhar fixo, a fisionomia séria. Passou dias sem dormir, ouvindo barulhos estranhos, enxergando sombras. Imaginando as vinganças que seriam impostas caso ela, simplesmente, jogasse a maldita no lixo.

Ficou com medo. Consultou algumas pessoas e a salvação indicada parecia ser a mais óbvia: “Abandona a boneca, mas faz isto em uma igreja. Pode ser mais seguro. Por via das dúvidas...” Como havia planejado uma visita à mãe, traçou todo o plano. Largaria a feiosa na igreja mais próxima. Só esqueceu um detalhe importante: a igreja mais próxima era a Catedral Metropolitana, um prédio histórico da cidade, freqüentado dia e noite por religiosos de todo o estado. Mesmo temerosa, resolveu levar o plano adiante. E foi com a respiração presa e com um movimento do braço esquerdo, que tirou rapidamente a boneca da sacola plástica e a colocou grudada no banco de madeira. Não esperou mais nada. Foi embora.

Depois de dar cinco passos, em plena Catedral, começou a ouvir o burburinho, que aumentou na medida em que mais e mais pessoas chegavam perto do banco, para analisar aquele criatura branca de porcelana, sentada, com aqueles mesmos olhos. Alguns fizeram o sinal da cruz, outros olharam ao redor e começaram a chamar os suspeitos. Uma criança começou a chorar.

Quando alcançou a rua, Helena correu. Correu o quanto pôde, o mais longe possível. Longe daqueles olhos ameaçadores. Não sabe o que foi feito da boneca. Se ela está guardada, se foi destruída ou se perambula infinitamente pelas ruas próximas da Catedral. Até hoje, adormece de olhos abertos. E promete a si mesma esquecer toda esta história.

"Sempre serei como um menino para tantas coisas, mas um desses guris que desde o começo carregam consigo o adulto, de maneira que quando o monstrinho chega verdadeiramente à idade do adulto ocorre que, por sua vez, carrega consigo o menino, e no meio do caminho se dá uma coexistência poucas vezes pacífica de pelo menos duas aberturas para o mundo."

Julio Cortázar

Descansei no fim de semana. Ontem, fiz uma das mais falidas incursões à Feira do Livro. Chovia muito, os esgotos entupidos jorravam água fétida. Encontrei grandes e caros livros. Espero que, com a aproximação da 50ª edição do evento, a Câmara Rio-Grandense do Livro repense a questão dos descontos. A Praça da Alfândega é linda e maravilhosa. Mas os preços da feira perdem longe para a concorrência das grandes livrarias dos shoppings. Uma pena.

Saí de lá com a calça e sapatos encharcados. E, de uma certa forma, feliz com a vitória do Donaldo Schüler, que seria anunciada no início da noite. Mas, naturalmente, os comentários circularam por todas as barracas, a mil por hora. RBS é realmente sinônimo de polêmica nos dias atuais.

novembro 10, 2003

Vencedor do Prêmio Literário CCMQ - 2003


Sessão de autógrafos amanhã – 11 de novembro, às 16 horas – no Pavilhão de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre.

Amigos, compareçam! Prestigiem o autor e prestigiem esta amiga de vocês (que, com muita honra, escreveu a quarta capa do livro).

...

Quem parte, parte contente,
Quem fica, fica chorando...
Quem parte, vai vendo gente;
Quem fica – pergunta – quando?

Quem parte, parte chorando;
Quem fica, fica contente...
Quem parte, vai tiritando...
Quem fica, fica no quente!

Quem parte, parte chorando
Quem fica, vida não tem...
As duas almas se trocam,
Mas sempre querendo bem!

...


Simões Lopes Neto

Blog abandonado. Vejo o mato crescer por todos os lados. E viro o rosto para a bagunça que se instalou no meu quarto.

Por favor, me alcance aquela enxada ali.

novembro 07, 2003

Estou na correria.

Mas uma correria tão boa, tão divertida... Como eu gosto de toda esta função da Feira do Livro. Hoje passei o dia acompanhando o Edmundo e o Walter (ilustres visitantes da CCMQ) em entrevistas e passeios pelos estandes. Os dois são uma companhia excepcional, divertidos, engraçados. É muito bom trabalhar assim, com pessoas sensacionais...

Estou em êxtase.

Elogios realmente fazem muito bem... E hoje eu recebi vários. Ah! E uma dedicatória linda do meu vizinho Paulo Bentancur no exemplar que eu comprei da obra completa do Simões Lopes Neto.

Quero contar tudo com detalhes. Volto quando o tempo permitir...

novembro 05, 2003

Estou me tornando uma contadora de histórias. Para cada ocasião, eu tenho um relato a fazer. Hoje, a Diana mostrou uma boneca antiga, que ela vai doar para o Museu do Brinquedo da CCMQ. Na hora me lembrei de um caso: uma boneca, uma maldição e a Catedral Metropolitana. Aconteceu com uma amiga minha. Mas vou contar para vocês no blog com mais calma. Hoje estou com sono... Aguardem.

Hoje o dia inteiro foi uma correria. Maravilhosa, eu confesso. Às vezes, adoro trabalhar muito... Confesso, também, que em alguns momentos me estressei. Mas isto faz parte de todo o processo. E, enquanto colocava em dia todas as tarefas, os minutos voavam, montados em um cometa, dando voltas ao meu redor e me deixando tonta.

novembro 04, 2003

Depois de amanhã, em Curitiba. Esta é uma da série "Ajudando os amigos e aguardando o lançamento em Porto Alegre".

LANÇAMENTO MUNDIAL DIA 6 DE NOVEMBRO, NO BETO BATATA!


Polêmico, engraçado, instrutivo e arrasador. O crítico literário Paulo Polzonoff Jr. mostra em O Cabotino com quantos neurônios se faz um literato. Não que sejam necessários muitos.

novembro 01, 2003

Há algum tempo não escrevia aquelas histórias tragicômicas da minha vida. Me lembrei de uma hoje, passeando pelo shopping, prédio no qual entrei para comprar um celular e saí com uma sandália da Datelli... Bem, não envolve a minha pessoa. Naturalmente, a história é ainda mais engraçada porque eu não estava junto...

Seis anos atrás, estavam no shopping, passeando em um dia de chuva como hoje, meu pai, minha mãe, uma de minhas irmãs e meu irmão. Ao final de um dos corredores, encontraram um famigerado Túnel do Terror. Contaminados por um espírito adolescente, compraram três entradas. Meu irmão se negou a participar, achando tudo uma idiotice... Mas os três integrantes da equipe que desbravaria o túnel consideraram o momento perfeito. A habitual horda de adolescentes barulhentos tinha escolhido outro lugar para se divertir no sábado à tarde. Portanto, os três poderiam passar vergonha, mas seriam vistos por poucos.

Entraram...

O que se seguiu foi o maior fiasco da história. Minha irmã era a primeira, seguida pelo pai e, por último a mãe. Na retaguarda, a mãe jurou que estava mais segura que os outros, mas acabou levando um jato de gelo seco diretamente no rosto. Tonta, desesperada e com início de uma crise de claustrofobia, começou a empurrar o meu pai, que empurrava minha irmã, que tentava se equilibrar de qualquer jeito...

Todos gritavam com todos e a tensão aumentava, pois nenhum dos “monstros” aparecia. Iam caminhando pelo escuro, sufocados pelo gelo seco, e nenhum “monstro” aparecia. Minha mãe atingiu níveis insuportáveis de nervosismo, contagiou o pai, puxaram a minha irmã e, em um instinto, decidiram que melhor do que derrubar a parede do túnel para escapar, era entrar em uma PORTA!!!!!

Não sei como encontraram a maçaneta. Sei que atores, maquiados, que tomavam café no camarim improvisado, levaram o maior susto quando aqueles três entraram esbaforidos pela porta. O menino da entrada esqueceu de dar o sinal para que todos entrassem em cena. E a minha família fez o show sozinha.

Os atores ainda sugeriram uma nova tentativa, desta vez com tudo certinho... Não toparam. Até hoje não esquecem a fisionomia de pavor dos monstros... Saíram pela entrada e não voltaram mais...

A 49ª Feira do Livro de Porto Alegre iniciou. Com a usual chuva, é verdade. E os jornais não esperaram os três dias de tolerância para publicar o clichê jornalístico desta época: leitura à sombra dos jacarandás. Vivi uma quase repetição do ano passado, quando no dia 1º de novembro, sexta-feira de abertura do evento, eu estreava meu uniforme de pingüim e mal sabia o que me aconteceria no decorrer dos mais de 15 dias da feira. Neste ano, eu estou do outro lado... Mas as novidades sempre pipocam de todas as direções.

As minhas antigas companheiras de equipe choraram as pitangas. O uniforme da feira é feio (feinho... para ser mais camarada...). Imita a roupa dos brigadianos e é mais justo do que roupa de ginasta (para não fazer uso de outra comparação... e sendo camarada de novo...). O bottom deste ano é bonito - hehehe. Eu adorei o fato de estar na Praça da Alfândega usando a minha amada e inseparável calça jeans...

As discursos das autoridades foram longos. Eu estava contando os minutos para que a chuva desabasse. Na realidade isto aconteceu somente depois da meia-noite...

E os loucos voltaram com tudo. Enquanto eu tentava ouvir o discurso do patrono Walter Galvani (ver é impossível...) fui empurrada contra um estande. Por um louquinho... Sim, não me digam que é normal uma pessoa que empurra a outra dizendo: "Não encoste em mim! Eu sou uma árvore! Não encoste em mim! Estou cheio de folhas! Sou uma árvore"...

Eu e o Napp chegamos atrasados na solenidade. Conversamos dois minutos com cada conhecido. E fomos trabalhar. Com o release do Falar e do Um Certo Rumor de Asas atacamos todos os jornalistas presentes, marcamos algumas entrevistas e deixamos todo o resto engatilhado. A bala vai ser disparada a partir do dia 7 de novembro. Por falar nisto, convocação 50kg: todo mundo na feira nos dias 10 e 11 de novembro.

DIA 10 DE NOVEMBRO: Palestra no Santander Cultural - Sala Oeste - 16h30min, com os dois autores e jurados do Prêmio Literário CCMQ.

DIA 11 DE NOVEMBRO: Sessão de Autógrafos no Pavilhão de Autógrafos da Feira - 16h. Apareça e peça um autógrafo do Edmundo e do Walter.

É isto. A feira é uma bagunça, é uma alegria. Definitivamente, o mundo dos livros é lindo... Sim, vou me endividar este ano... de novo...

outubro 28, 2003

Pensamento do dia, enviado pelo chefe Napp:

"Aquele que, ao longo de todo o dia, é ativo como uma abelha, forte como
um touro, trabalha que nem um cavalo e que, ao fim da tarde, se sente
cansado que nem um cão, deveria consultar um veterinário. É bem provável
que seja um burro!"


Pois é... Tenho uma veterinária na família. Talvez consiga consultas com descontos - hehehe...

outubro 26, 2003

Cuca rápida

Ingredientes:
– 4 xícaras de açúcar
– 4 ovos
– 4 colheres (sopa) de manteiga
– 1 colher (sopa) de fermento rápido
– 1 xícara de leite morno
– raspas de limão

Ingredientes da cobertura:
– 1 xícara de açúcar
– 1 xícara de farinha de trigo
– 3 colheres (sopa) de margarina
– canela em pó
– raspas de limão

Modo de preparar
Bata as gemas, a manteiga e o açúcar até obter um creme. Acrescente a farinha, o leite e as raspas de limão. Misture bem e, por último, coloque o fermento e as claras em neve. Ponha a massa em uma forma untada e cubra com a cobertura, que deve ser feita misturando os ingredientes até formar uma farofa granulada.

outubro 25, 2003

Foi então que tudo vacilou. O mar trouxe um sopro espesso e ardente. Pareceu-me que o céu se abria em toda a sua extensão, deixando chover fogo. Todo o meu ser se retesou e crispei a mão sobre o revólver.

Fechei os olhos. E sonhei com argumentos, defesas impossíveis. E novamente aqueles olhares. Perante aqueles olhos, me senti pequena. Como uma criança, que prevê a mão pesada, treme o corpo inteiro, e fecha os olhos. Cerrados, somente para evitar enxergar o inevitável. O tapa. Que dói. Deixa uma marca que leva tempo para desaparecer. E uma dor que não desaparece nunca. E acordei.

Chega a ser cansativo andar entre as diversas gôndolas de frutas dos supermercados. Muitas opções, muitos corredores, frutas frescas e variadas para todos os lados. Só fica na combinação banana/maçã quem quer. E para quem, assim como eu, gosta de ir além, tenho uma dica perfeita.

Conheci ontem o Seu Bruno do Melãozinho. Ele mora em Sapiranga e já foi assunto de matérias de jornais e entrevistas na televisão. O que ele faz? Simples: cultiva frutas exóticas. Frutas lindas, com um perfume maravilhoso, um visual incrível. E nomes: uchuva, tamarillo, maná, moranguinho de árvore, banana chinesa, magostão, e muitas outras.

Bruno Waschburger tem 58 anos e se dedica, há 10 anos, a trocar mudas e sementes de frutas e legumes com outros países. E fez disto uma profissão rentosa. Seu antigo sítio foi vendido com uma supervalorização. Graças à centena de árvores e mudas plantadas na área. Ele também recebe muitas visitas de escolas e vende mudas e frutas.

Sabe... Fiquei pensando em comprar um sítio.

Passei por três dias muito difíceis. Não consegui segurar, e acabei escrevendo algumas coisas aqui no blog. Também perdi o foco e pensei em abandonar algo. Tenho como filosofia de vida acreditar (e muito) que tudo o que faz mal não deve continuar. Os acontecimentos seguiram uma trilha escondida no meio da mata. E, ontem no início da noite, entre quatro pessoas, com quatro paredes, resolvi meu dilema. Vou continuar. Mais segura. Mais decidida. E algumas coisas irão mudar. E isto é o melhor dos conflitos. As coisas mudam. Neste caso, acredito que para melhor...

outubro 23, 2003

Tristeza é uma destas coisas do mundo que não deveriam existir...

outubro 22, 2003

Eu estava pensando. Um dia, estarei tomando banho e não ouvirei mais as vozes ao meu redor. Não acompanharei de longe a discussão de quatro pessoas, conversando sobre quatro coisas diferentes. Não precisarei mais encarar o silêncio das minhas irmãs. Ou esconder as minhas próprias palavras quando as encontro. Não abrirei os olhos. A falta de ruídos será minha companhia constante. Talvez também o som do meu radinho de pilhas 2.400 watts. Porque, um dia, acordarei ainda noite. E esconderei minha cabeça no travesseiro, medrosa, covarde. Porque a luz do dia estará se aproximando. E tudo começará novamente. E as palavras não cessarão. E continuarão saindo de outras e inesperadas bocas, e fazendo mal... O silêncio magoando, os olhares rasgando mais do que o metal afiado, as palavras queimando a pele... Tudo uma repetição infinita, de uma dor que aparece sempre, sem ser convocada... Indesejada, estragando tudo o que é bom, fazendo cair. Fruto de um sentimento terrível que, geralmente, aparece quando se está lá em cima, quase tocando o céu...

Cryin' on the corner, waitin' in the rain
I swear I'll never, ever wait again
You gave me your word... but words for you are lies

Darlin' in my wildest dreams, I never thought I'd go
But it's time to let you know....

I'm gonna harden my heart
I'm gonna swallow my tears
I'm gonna turn... and... leave you here...

Oh let those guitars play
Play for me, play for me
Oh let that song ring out
That's how it's meant to be

Whenever dark has fallen
you know the spirit of the party
starts to come alive.
Until the day is dawning
you can throw out all your blues
and hit the city lights.

'Cause there's music in the air
and lots of loving everywhere
so gimme the night. Gimme the night.

outubro 21, 2003

Este blog tem recebido visitas ilustres. Novos amigos, com certeza (tanto dos lados do RJ quanto de MG). Além disso, pessoas que admiro profissionalmente. Então eis que um novo fator (que não a constante falta de tempo e a grande quantidade de tarefas) impediu novos e numerosos posts: estou nervosa...

Que alívio. Agora que falei, peço mais alguns dias. Depois volta tudo ao normal. E, antes que venha a dúvida, respondo: sim! Estou enfrentando uma carga excessiva de trabalho nesta semana. Pelo volume que carrego nos meus ombros, bem que o nome deste blog poderia ser 100 kg. Meu peso pluma está exausto.

outubro 18, 2003

Sempre tive uma impressão sobre sextas-feiras. Sempre me foram mais simpáticas do que outros dias da semana. As sextas-feiras, para mim, parecem feitas para acontecimentos inusitados e bons, diversão, novidades, mudanças de rumo, aqueles sorrisos de conquista...

Pois é. Assim foi meu dia ontem.

Eu voltei, agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei


outubro 12, 2003

Terminei o livro. Um sentimento de vazio, uma sensação de entardecer repleto de terror nas entrelinhas. Tentei aliviar a cabeça e procurei algo na estante ao meu lado. No meio dos livros, encontrei um bloquinho. Novo. Uma única folha rabiscada. Me conheço. Escrevi isto em alguma madrugada, para liberar os pensamentos antes de dormir. Não me lembro o dia. Talvez neste ano. Leio... Para pensar em outras coisas...

Mas assim como meus sentimentos atuais, despertados ou não pelo livro, este texto também permanecerá secreto. Não quero escrever, nem falar.

Desde quinta-feira estou envolvida em uma empreitada de estudos e preparativos. A Feira do Livro está chegando. E os dois vencedores do Concurso Literário da CCMQ já confirmaram presença. Portanto, nada mais natural do que começar este trabalho todo pela leitura dos originais.

Iniciei pelo Falar, escrito por Edmundo de Novaes Gomes, de Belo Horizonte. Confesso: as primeiras páginas me fizeram mal. E fiquei ainda pior quando resolvi pular e ler as três últimas. Mas como leitora obsessiva que sou, continuei a leitura. Não largo um livro iniciado, nunca.

O que seguiu foi uma gangorra. Em alguns momentos, achava genial. Em outros, me revoltava muito. O livro é muito bem pensado, em todos os seus capítulos. Aprecio isto, um planejamento contínuo, a escolha de palavras ou de frases. Este é o principal mérito, que fez com que minha atração pela obra aumentasse. No entanto, o assunto é pesado, as experîências relatadas são fortes, escatológicas, repugnantes.

E eu, como receptora de toda a idéia, fui levada para diferentes caminhos e enganada muitas vezes. Procurei a causa, e encontrei uma personagem que pode ser qualquer pessoa. Já enxerguei diversas Ana's na rua. Eu já fui uma Ana, como a personagem do livro. É isto que assusta.

Me afetei por tudo. Como um monólogo, Falar assume um tom de confidência levado ao limite. Pensei em tantas coisas nestes últimos dias. Assumi também um comportamento confidente perante a minha vida. E decidi me afastar do blog por uns dias. Tudo o que pensei não poderia ser escrito aqui.

Faltam dez páginas. E posso dizer: este livro vai dar o que falar quando for lançado. E eu, para exorcizar tudo isto, preciso, urgentemente trocar idéias com alguém.

outubro 08, 2003

Eu sei. Vocês não fazem idéia. Estou no meu quarto. Ouvindo música. E na sala, dois ensandecidos, gritando, xingando o juiz e os jogadores. Torcendo muito. Eu tenho um colorado de estimação. Mas gosto tanto destes dois gremistas também... "Empate depois da m. que o Roger fez?" "VAI! VAI! VAI, DROGA!!!" "E ainda o azarão de fazer um gol contra!!! Senhoras e senhores, apresento meu pai e meu irmão.

Carreto

Amar é mudar a alma de casa.

Mario Quintana

outubro 07, 2003

Algumas vezes, encontramos ouro quando garimpamos a Internet atrás de um bom blog ou site. Eu tive sorte. Há alguns meses encontrei o blog do Gabriel Renner. Ele está lá embaixo, nos links à esquerda. Tão escondido, que achei legal fazer uma referência.

Visitem Pinel Comics. Gosto muito do trabalho dele. E sou fã da Duda.

outubro 06, 2003

Já perdi a conta... De quantos casamentos compareci... Quantos buquês foram atirados... E quantas taças de champanhe bebi...

Mas uma de uma coisa não existe dúvida: em cada um me emociono mais. Sábado, no altar, durante a cerimônia de casamento do Cristiano e da Clarissa, me emocionei bastante. Aquelas coisas gradativas que aumentam com a idade. Ano que vem terei 27. "Agora agüenta, coração..."

Ontem eu estava quietinha. Depois de viver muitas emoções, fico assim... Com uma saudade extrema de tudo o que vivi um minuto atrás. Tentei me desconcentrar. Pensar em outras coisas. Não adiantou. Quanto mais fugia dos pensamentos nostálgicos, mais minha nuca e cabeça latejavam. Como era impossível, tive que tomar uma daquelas atitudes drásticas (como aquele parrudinho que apanhava, apanhava e, depois de muito apanhar, abria a lata de espinafre). No meu caso, não era a salvação. Era uma ferramenta desleal, algo que não gosto de fazer. Mas fiz: coloquei em ordem todas as minhas contas e pagamentos dos últimos dois meses. Realmente. Saldo de conta corrente é algo que coloca qualquer sonhador de volta à Terra.

outubro 03, 2003

Amar é crescer. É divertimento. É cumplicidade, companheirismo, amizade. É fechar os olhos e ter a certeza de que a pessoa ao teu lado sorri, te achando uma boba maravilhosa por estar em estado de graça. De tanta paixão. De tanta vontade de permanecer para sempre abraçada... De tanto desejo de atingir o infinito, a eternidade. O peito chega a doer de tanto sentimento. E todo o cenário parece um paraíso sonhado décadas atrás.

E alcançado.

Há quatro anos.

É muito bom te amar, Elinho...

setembro 29, 2003

KOZO. hehehe. Isto me lembra algo. Não sei o que...

Clica e aumenta o volume!

setembro 28, 2003

O aniversário de um ano deste blog, no dia 20 de setembro, passou despercebido. Mas, como setembro é um mês cheio de comemorações, quero (e faço questão) de destacar um outro aniversário. No dia de hoje (28 de setembro), a minha empresa, o Estúdio de Conteúdo, está completando dois anos de existência. Dois anos de muita força de vontade e trabalho, um tempo de plantio constante. A colheita está começando a aparecer. E, se depender da minha dedicação, vai aumentar cada vez mais.

Os jornais da Capital estamparam a notícia como manchete neste domingo. Um carro não parou no canteiro de um trevo da BR 290, em Charqueadas. Acabou colidindo com um ônibus. Os cinco jovens que estavam no automóvel morreram no local. Fiquei sabendo da notícia no sábado. Conhecia uma das vítimas. Andréia, 18 anos. Trabalhávamos juntas no Conselho de Administração. Eu no terceiro andar, na Comunicação. Ela no segundo, no Financeiro. E como é impossível não pensar: quando foi que a vi pela última vez? Eu lembro. Foi na quinta-feira, dia 25 de setembro. Ela estava de pé, perto da mesa. E eu e a Kemi háviamos separado a justificativa para pagamento de uma toalha de banquete que foi queimada. Sua tarefa era buscar esta carta para efetuar o ressarcimento. Ela ficou quieta o tempo todo. Sorriu quando entregamos um outro material incompleto. Agradeceu. E foi embora.

setembro 27, 2003

Eu estava devendo o balanço completo do concurso de literatura da Casa de Cultura. Ontem, o diretor da CCMQ, Sergio Napp, comunicou o resultado aos vencedores. Os dois autores estavam emocionados. E um deles em especial. Bem, segue a nota completa.

A primeira edição do Prêmio Literário Casa de Cultura Mario Quintana (Edição 2003) recebeu 103 originais de romances (categoria deste ano) vindos de 12 Estados do Brasil.

O concurso pré-selecionou 6 obras, altamente recomendáveis ao mercado editorial. Por decisão da Comissão Julgadora, o prêmio foi dividido entre duas obras:

FALAR - Autor: Edmundo de Novaes Gomes - Belo Horizonte (MG)

UM CERTO RUMOR DE ASAS - Autor: Walter Moreira Santos - Vitória de Santo Antão (PE)

Desta forma, a Editora Nova Prova, apoiadora do projeto, imprimirá 500 exemplares de cada um dos romances, dividindo entre eles a quantidade estabelecida no regulamento (1.000 exemplares). Os autores também dividirão o prêmio de R$ 3 mil, possibilitado pela Caixa Estadual S.A. / Agência de Fomento – RS, outra apoiadora do projeto.

As duas obras vencedoras terão lançamento oficial na 49ª Feira do Livro de Porto Alegre, no mês de novembro.

A Comissão julgadora do Prêmio Literário – Edição 2003 foi formada por:
Charles Kiefer, representando a Editora Nova Prova
Homero Vizeu Araújo, representando o Instituto Estadual do Livro
Nóia Kern, representando a Casa de Cultura Mario Quintana

E devido à grande qualidade das outras obras pré-selecionadas, a comissão do concurso optou por divulgar os dados dos autores. Estas obras são altamente recomendadas para edição pela Comissão Julgadora do Prêmio. Três dos autores são de Porto Alegre e da Região Metropolitana.

DIGITAL STACKUNDER - Alexandre Mesquita (Porto Alegre – RS)
FLA-FLU - Roberto Assis Oliveira (Goiânia – GO)
PONTES NA CIDADE - Gibran Tschiedel Dipp (Gravataí – RS)
SOB O CÉU DE AGOSTO - Gustavo Souza Machado (Porto Alegre – RS)

A Casa de Cultura Mario Quintana agradece a participação de todos os concorrentes e convida para as próximas edições do prêmio. Em 2004, a categoria será conto; em 2005, literatura infanto-juvenil; e em 2006 será a vez da poesia (em homenagem aos 100 anos do poeta Mario Quintana).

Locais de origem dos romances:
Porto Alegre (RS) - 45 títulos (2 RECOMENDADOS PELA COMISSÃO)
Outras cidades do RS - 16 títulos (1 RECOMENDADO PELA COMISSÃO)
Minas Gerais - 14 títulos (1 VENCEDOR)
São Paulo - 10 títulos
Santa Catarina - 04 títulos
Rio de Janeiro - 03 títulos
Distrito Federal - 02 títulos
Rio Grande do Norte - 02 títulos
Pernambuco - 02 títulos (1 VENCEDOR)
Ceará - 01 título
Paraná - 01 título
Goiás - 02 títulos (01 RECOMENDADO PELA COMISSÃO)
Bahia - 01 título

setembro 25, 2003

Hoje foi aniversário da Casa de Cultura. 13 aninhos. Uma adolescente. 25 de setembro de 1990 é a data em que a CCMQ foi aberta ao público. Resumo o dia de hoje: uma completa, desgastante, desesperadora e apaixonada loucura.

Inauguramos uma placa na sala da Associação de Amigos da CCMQ, em homenagem à ex-presidente Maria do Horto, falecida no mês passado.

Assinamos um convênio com o Banrisul, que passa a ser o patrocinador oficial da programação da Casa.

Anunciamos o vencedor (ou melhor, os vencedores) do Concurso Literário Casa de Cultura Mario Quintana (este serviço estará completo aqui amanhã e no site da Casa. É só clicar no Mario lá embaixo, à esquerda).

A noite foi finalizada com um "Parabéns" coletivo e a apresentação genial da banda Trem 27, especializada em bluegrass, aquele estilo musical caipira norte-americano das décadas de 40 e 50. De graça, na Travessa dos Cataventos.

Fiquei feliz com o público que compareceu.

Parabéns a você. Nesta data querida. Muitas felicidades. Muitos anos de vida.

setembro 24, 2003

Frase que ficou comum para mim nos últimos dois meses: esta semana está corrida. Muito trabalho, muito gasto e muito estresse.

A notícia ruim é que estou bastante gripada. Uma narina de cada vez, é verdade. Mas uma gripe de boas-vindas à primavera, que só irá embora no início do horário de verão (só para ter certeza de que a minha pele vai pegar um pouco de luz este ano. Do sol, não somente a que sai da tela do computador).

A notícia boa é que já estou agilizando a ressureição do blog da Feira do Livro. Fechei parceria com algumas pessoas para a produção de textos e matérias. Acho que vai estar legal.

setembro 22, 2003

Tenho notícias atualizadas da Zanele.

Hoje, ao meio-dia, um funcionário do Hotel Elevado a acompanhou até o Banco do Brasil. A comunicação com a equipe estava mais fácil, pois o proprietário do hotel fala inglês. Segundo me foi informado, eles passaram por três diferentes setores do banco. Depois de esperar alguns minutos, Zanele conseguiu fazer a retirada do dinheiro.

Voltou para o hotel, pagou as duas diárias que devia e, quando perguntada se ficaria mais alguns dias, ela respondeu que não sabia. Subiu para o quarto, arrumou as coisas e passou pela portaria. Carregando a mochila. De acordo com a descrição do Marcelo, funcionário do Elevado, acredito que carregava a mesma mochila grande que estava com ela no domingo.

Zanele não se despediu. Não disse uma única palavra. Somente levantou a mão, como quem dá um aceno sem vontade. Pedi que me ligassem caso ela retorne ao hotel. Acredito que isto não vai acontecer.

setembro 21, 2003

Um fim de semana atípico. Depois de muito tempo, um fato exterior ao meu mundo me afetou fisicamente. Passei mal ontem à noite. Vou relatar aqui no blog a causa. Acredito que sempre ajuda.

Eu estava no meu plantão da Casa de Cultura. Cheguei um pouco cedo, como de costume. E logo me deparei com uma situação de emergência. Minha colega, a Rô, procurava auxiliar uma moça (que aparentava pouco mais de 30 anos). Como não entendia uma palavra de inglês, as duas estavam sendo intermediadas por um rapaz mineiro, que estava na CCMQ para assistir uma sessão de cinema. Foi no meio deste caos que eu cheguei.

Acabei assumindo toda a responsabilidade do caso (por saber inglês e por estar de plantão no Setor de Turismo - aquele que auxilia estrangeiros e visitantes). E uma história muito estranha começou a se esboçar na minha frente. O nome da moça é Zanele Anne. Ela tem 34 anos, é natural da Zâmbia, mas mora atualmente em Londres. Havia chegado em Porto Alegre na sexta-feira. E o motivo pelo qual ela estava insistentemente dizendo 'Help! Help! Help!" para todos na Casa de Cultura é o seguinte: ela está sem dinheiro, não tem onde ficar e está com fome.

Confesso que me assustei. Perguntei se o caso tinha solução. Zanele respondeu que sim. A família havia enviado dinheiro e ela precisava ir ao banco com urgência. "Impossível. Os bancos não abrem no sábado. Além disso, hoje é feriado aqui". Ela fez uma expressão de quase desespero. O que se seguiu foi uma via crucis.

Liguei para a Porto Alegre Turismo, serviço da Prefeitura de Porto Alegre no aeroporto. O atendente Pedro me forneceu várias dicas e preciosos telefones. Liguei para o Banco do Brasil e descobri, para alívio dela e meu, que o dinheiro já estava disponível. Ela poderá pegá-lo na segunda-feira. "Onde ela vai dormir as duas próximas noites?". Perguntei se tinha algum dinheiro. "Yes. Three real". Então liguei para dois consulados (Grã-Bretanha e Gâmbia) e nenhum deles atendeu. Seguindo a dica do Pedro, fui procurar alguns pensionatos. Achamos melhor entrar em negociação direta com hotéis.

Encontramos um folder do Hotel Elevado (na Farrapos, próximo do viaduto da Conceição). O estabelecimento possuía quartos com diárias de R$ 16,00. Liguei para lá. Eles me explicaram que não teriam como aceitar a hóspede somente com a garantia de que ela pagaria as despesas na segunda-feira quando recebesse o dinheiro. Sem ter alternativas, me ofereci como garantia. O gerente Nedi topou. Informei meus contatos e telefones e disse que se ocorresse algum problema, pagaria a conta.

Saí da CCMQ acompanhada da Zanele e a conduzi no meu carro até o hotel. Chegando lá, fizemos todas as tratativas, deixei algum dinheiro para que ela pudesse almoçar e voltei para o meu plantão. Agora posso confessar: não consegui mais trabalhar. Estava com uma dor de cabeça do tamanho do mundo. Passei o resto do dia e da noite sentindo uma angústia no meu peito. Fiquei com a sensação de ter feito a coisa certa. Mas nunca sabemos, né?

Pensei que só teria notícias da Zanele amanhã. Me enganei. Durante a tarde de hoje, um senhor chamado Clóvis ligou procurando por mim. Foi atendido pela minha mãe, pois eu e o Elinho estávamos no aniversário do Marcelo. O Clóvis, que pertencia a alguma igreja do centro da cidade, não estava entendendo o que a Zanele dizia e ela mostrou o meu cartão. Segundo ele, ela estava nervosa e pedia um contato comigo. Quando fiquei sabendo disso me apavorei. Às 19h, liguei para o Elevado. O pessoal do hotel estava preocupado com as andanças da Zanele e me pediram que falasse com ela sobre os perigos da região. Foi o que fiz. Disse que ela deveria se acalmar, que eu já tinha feito o que podia. Ela, então, me pediu dinheiro¨para sair do hotel e pagar a diária que devia. Aconselhei que esta não era a melhor solução. Não conseguiria hotel mais barato e dormir na rua poderia ser muito perigoso.

Ela agradeceu a ajuda. Disse que irá ao banco amanhã e pagará a conta no hotel. Mas não me disse o que fará depois. Com certeza, mesmo com o dinheiro depositado no banco, não terá condições de voltar para a Inglaterra. Ou para a Zâmbia. Tentei contatar com a Delegacia de Estrangeiros, mas eles funcionam somente em horário comercial. Acho que a Zanele está precisando de ajuda. E, mesmo fazendo tudo o que estava ao meu alcance, não consegui ajudar em tudo o que ela queria.

E a pergunta que ela não respondeu fica martelando na minha cabeça: o que ela está fazendo no Brasil? Sem dinheiro? Sem trabalho? Com uma mochila enorme nas costas?

Eu não sei. Se alguém tiver algum conselho ou dica, me envie. Por favor.

setembro 18, 2003

Balanço pessoal do 10º Porto Alegre em Cena...

A PAIXÃO SEGUNDO G.H.
Foi um sufoco comprar o ingresso. Eu plugada na Internet. O Elio plantado na fila da bilheteria. E valeu cada minuto, cada centavo. Cada nervosismo sentido até o momento em que a voz da atriz Mariana Lima foi ouvida em uma das salas do imenso e gelado Hospital Psiquiátrico São Pedro. Este texto de Clarice Lispector é um dos que mais mexeu comigo, nas leituras da minha vida. Uma interpretação estrondosa. Falas fortes, nervosas, descontroladas. Um desespero total que levava para a redenção. De G.H. e de todos nós. Saí de lá com a alma cheia de orgulho, querendo me encontrar ainda mais e com milhões de lágrimas prontas para saltarem dos meus olhos e ganharem o mundo. Este meu depoimento pode parecer subjetivo e sentimental demais. Clarice Lispector para mim é exatamente isto. Ela pulsa dentro do meu coração.

CAFÉ COM QUEIJO
Montagem do grupo paulista Lume. Entrei meio sem querer no Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura (sim, ali pertinho da minha sala). E que surpresa boa. Sem roteiro ou enredo definido, a produção foi criada a partir de personagens absolutamente reais. A base para o texto da peça foi retirada de uma série de depoimentos colhidos por diferentes estados do Brasil. Depois de um início regado a cachaça (toda a platéia também experimentou), aparecem os compadres e comadres. Aquelas senhoras com mais de 100 anos, os senhores que insistem em contar as aventuras inesquecíveis, a mãe que enfrenta a solidão depois de perder dois filhos ainda bebês. A seca. A humildade. A sinceridade. O sorriso. A inabalável fé em Deus. E, principalmente, as canções. A interpretação e a interação com o público certamente foram pontos altos. Muita qualidade e criatividade.

setembro 17, 2003

Está entrando em sua fase final a primeira edição do Concurso Literário Casa de Cultura Mario Quintana. As inscrições se encerraram no dia 15 de agosto, e a CCMQ recebeu mais de 100 originais de romances (categoria escolhida para este ano), vindos de diversos lugares do País.

No próximo dia 19 de setembro, será divulgada no site da Casa (www.ccmq.rs.gov.br) a relação dos primeiros colocados. E no dia 25 de setembro, às 19h, no Espaço Mario Quintana (térreo da CCMQ), acontecerá o anúncio oficial do vencedor.

Durante os últimos três meses, tenho recebido mensagens de apoio de várias pessoas, parabenizando pelo projeto. Agradecemos a ajuda de todos, pois atingimos até mesmo os mais remotos Estados do Brasil. Nos próximos anos, o concurso terá continuidade. Em 2004, a categoria escolhida é o conto. Em 2005, a literatura infanto-juvenil. E em 2006, a poesia.

Ah! A obra vencedora será lançada na 49ª Feira do Livro. Um abraço a todos.

setembro 14, 2003

This magic music grooves me
That dirty rhythm moves me
The devil's gotten to me
Through this dance

I'm full of funky fever
A fire burns inside me
Boogie's got me in a
Super trance

Don't blame it on the sunshine
Don't blame it on the moonlight
Don't blame it on good times
Blame it on the boogie

Os últimos dois dias estavam inspiradores. Como não conversava com o Elinho há quase uma semana, colocamos nossos papos em dia. Tive idéias para diversos posts, divertidíssimos, engraçados, inéditos. Finalmente conseguiria recuperar o abandono deste blog e aparar o matagal que já estava tomando conta de todos os espaços. Filosofia barata, piadinhas rápidas e novidades trocadas durante nossa ida para Tapes e durante o jantar.

Pois é... Esqueci tudo.


TODO O TRABALHO ÁRDUO SERÁ RECOMPENSADO.

Frase que acompanhava o biscoito da sorte que eu comi ontem. Estou muito cansada. Estou trabalhando muito. Estou feliz. De verdade.

Novos vizinhos.

Viamão Lotado (blog do Vinicius, que encontrou o 50kg graças a uma procura desesperada por uma palmilha de gel) e Plunt Plact Zum (blog do Nando, meu colega da Casa de Cultura, que estuda história e é baterista como o Mano).

Abandonei meu blog. Em determinado sentido, me abandonei também durante a semana passada. Muito trabalho, muitos eventos, mais trabalho e outros eventos. Uma retrospectiva rápida apontou que o último dia em que realmente estive no meu quarto e não no meu "dormitório" foi segunda-feira, dia 8 de setembro.

Ontem eu estava contando as horas para curtir o meu cantinho. Que saudade. Não, o Cony eu não abandonei. O livro é realmente maravilhoso.

setembro 07, 2003

As folhas voavam para todos os lados. Pareciam douradas, contrastando com o negro do céu e da tempestade que se aproximava. Abrigada no carro, pude observar a hora mágica. Olhei para a frente. E vi. O homem mais lindo que já vi na vida. Folhas, ventos e sorriso. Ele veio na minha direção.

setembro 04, 2003

Sempre fui uma mulher elástica. Se é que posso explicar a situação desta maneira. Certa vez, em plena consulta médica, um fisioterapeuta solucionou minhas (então) freqüentes crises com o jornalismo: se não funcionasse na redação, eu poderia "tranqüilamente trabalhar em um circo". É. Isto mesmo. Como contorcionista.

Eu, cética. Ele utilizou por dois segundos o meu braço direito e fez uma manobra típica do clássico aviso: "crianças, não façam isto em casa". Fiquei boba. E toda esta consciência corporal e muscular adquirida é, atualmente, proporcional ao meu desespero. Cheguei à conclusão de que estou perdendo a minha habilidade circense.

Todo o tempo gasto em imensos trabalhos na frente do computador e estresse acumulado nos ombros estão me enferrujando. Estou virando sucata. E os sons são inevitáveis: um novo estalo a cada dia. Viro a cabeça. CLACK! Levanto a perna direita. CLACK! Me estico toda para girar a manivela (SIM!!!) que fecha o vidro do lado do carona no meu carro... CLACK!CLACK!CLACK!CLACK!CLACK!

Eu sei. Em 2007 farei 30 anos. É daqui a pouco. RESPEITÁVEL PÚBLICO!!!!!! ESTE É O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA!!!

Trabalhei muito esta semana. Nem vi o Elio. Não vi nada para falar a verdade. E ainda inventei de comer, na terça-feira, uma torta-recheada-de-merengue-e-nozes-e-tudo-aquilo-que-me-dá-muita-muita-muita-dor-de-cabeça. Passei mal. Depois melhorei. E ontem, depois de uma faxina básica, munida de HTMLs e GIFs, me sinto bem...

Valeu pelos elogios, Marcelo. Nem precisava. Estou aqui para ajudar. E como é estranho ler as percepções das pessoas sobre a gente. Às vezes acho que meu silêncio sempre passa despercebido. Às vezes acho que devo falar mais. E captar menos sinais. Às vezes, procuro ser mais satélite do que parabólica. Acho que esta é a fórmula. Um dia eu consigo - hehehe...

setembro 01, 2003

Sábado à noite, assistimos Tempo de Recomeçar. Um filme diferente, mas que segue uma fórmula já utilizada por muitos outros (sem, no entanto, abandonar a dose necessária de realismo). O fato é que o filme tinha terminado, o Elio estava apagado ao meu lado no sofá... Nem notou que eu chorei. E que dormi chorando. O filme me fez perceber algo que eu tenho feito na vida, e que adoro fazer: abraçar meu pai e minha mãe, sempre. Fiquei nostálgica, com saudade de tudo. Com saudade até mesmo do que ainda não aconteceu. E o melhor de tudo é perceber que quando chego perto dos dois, eles já estão esperando pelo meu carinho... Já sabem que, no fim do dia, sempre tenho reservado para eles um sorriso e uma história engraçada. Isto é muito bom.