maio 22, 2006








Fotos: Chegada em Gramado no dia 17 de maio
James Hunter
Equipe da comunicação
Abertura do evento no Hotel Serra Azul
Marco Aurélio Ferreira Vianna
Pausa para chimas e pão-de-queijo
Kleiton e Kledir
Ana Maria Rodrigues
Café e lareira
Fim de evento no sábado

maio 15, 2006

Essa é a minha mensagem da garrafa. Com a minha carta desabafo, jogada no mar virtual. Às vezes, acho muito fácil me apegar ao universo do quase não-existente para resolver os meus problemas. A verdade verdadeira é que, seguidamente, enlouqueço. Os primeiros sinais aparecem quando começo a publicar muitas bobagens no blog. "Merdas", como diz o meu irmão. E a verdade verdadeira real é que não pode ser fácil levar a vida que eu adotei pra mim. Nunca pensei que seria. Minha idéia era estar totalmente adaptada em seis ou sete meses. De cara não consegui. Acordo cedo, vou para o primeiro trabalho. Saio correndo dez minutos antes do meio-dia. Às 12h, chego no segundo trabalho. Ligo o computador, olho algumas mensagens importantes e saio para almoçar. Correndo um pouco, pois tenho que estar de volta perto das 13h, para trabalhar até 19h (nos dias de yoga), 19h30min, 20h... Vou seguindo... Seguindo... Dormindo um pouco mais, um pouco menos. Tentando equilibrar tudo isso com as agendas do Mr. Flag, da família Thomé, dos amigos, do pós-graduação, dos trabalhos da minha empresa... Em alguns dias, trabalho manhã, tarde e noite. E ainda assim, não consigo cobrir o buraco negro da minha conta corrente. Em algumas noites, eu acordo de meia em meia hora. Me lembrando de tarefas do dia-a-dia, fazendo discurso, defendendo o que eu acho certo e eliminando o que eu acho errado. Quem pode dormir com dois milhões de idéias na cabeça? Quem pode relaxar e deixar tudo pra depois? Eu não. E ainda tento escrever novos textos/contos nesses intervalos que eu não tenho. Já pensei em largar tudo. Pedir demissão dessa vida, avisar os amigos e me mudar para um lugar calmo, tranqüilo e com uma praia só minha.A minha casa está um caos. Há meses eu não organizo meus papéis, e os livros seguem empilhados em diferentes lugares conforme a finalidade dos mesmos. Vou viajar amanhã e me dei conta de que esqueci totalmente de levar minhas roupas na semana passada. O que é isso? A minha mensagem na garrafa. Socorro...

maio 13, 2006

Meu curso de pós-graduação está me ensinando muitas coisas. Principalmente, está me mostrando como me conhecer, antes que eu possa conhecer outras pessoas para produzir seus perfis, biografias e histórias de vida. É como uma esponja que a gente passa na alma. Bem de levinho, sem esfregar. Porque não precisamos ferir a alma. Às vezes, basta um carinho. Ontem à noite, passei a esponja num dos meus demônios do passado. Minha querida colega Lorena, de Santana do Livramento, me fez relembrar um pesadelo. O nome dele: Ingo. Estilo germânico, rígido e muito mal humorado. Olhos escuros, careca opaca, calças de abrigo, camiseta e o temido apito. Ele foi meu professor de educação física durante a faculdade de jornalismo. Uma cadeira que não me ajudaria em nada para o meu trabalho na redação do jornal. Mas, verdadeiramente, foi uma matrícula do estilo "pague para entrar e reze para sair". E eu rezei. Para que a tortura interminável nas aulas de ginástica acabasse. Para que chegasse o dia em que ele não me repreenderia por coisas como o meu tênis, minha calça e meu completo ódio por abdominais. Sempre tive uma barriguinha. Ela faz parte da minha trajetória, e eu exigi respeito por isso. Ele achava impossível que eu aceitasse continuar a vida com aquele pequeno acúmulo de gordura. No entanto, esse acúmulo era "eu", e "eu" não podia aceitar a padronização da minha pessoa. Nunca faria parte do seu exército de esqueletos sem cérebro, mas com muitos músculos. E ele me castigou por isso. Me deixou em recuperação. O meu primeiro G2. Me fez correr inúmeros quilômetros num dia de inverno e chuva. Até alargador nasal eu usei. Achei que teria um treco. Se tivesse, uma colega já estava orientada a chamar a polícia e a imprensa. Eu queria ver o professor atrás das grades. Torturado, talvez. Terminada a prova, eu ainda fui humilhada por ele em público e recebi 5,5 como nota final. Até hoje, eu nunca mais corri. Caminhando, a paisagem é muito mais bonita. O senhor perdeu isso. A paisagem. Sabia, professor?

maio 12, 2006

Feliz aniversário, Elinho!




A semana acabou. Acabou. Estou cansada. Foi quase uma gincana do mal, com muitas tarefas, missões quase impossíveis. Estou gripada. Meu corpo todo dói. Minha cabeça lateja. A semana acabou. Acabou. Fiquei feliz quando me dei conta que hoje foi sexta-feira. Puxa, foi difícil essa semana. Confesso. E tchau.

maio 11, 2006


Porque meu ouvido virou extensão do telefone. Meus dedos vivem para o teclado. E meus olhos só vêem o que é monitor. Estou virando um robô. Um robô que usa camiseta, brincos de pérola e bracelete... E só se enxerga através de fotografias.

maio 09, 2006

Em semanas de muito trabalho, sobrevivo a partir de listas com itens e mais itens de tarefas. E meu oxigênio é riscar uma a uma. Risquei mais de 20 tarefas hoje. Um dia movimentado, ainda mais se levar em conta que o telefone toca a cada dez minutos, que eu troco algumas idéias pelo MSN, que pessoas entram na sala e perguntam coisas, que outras pessoas entram na sala e pedem coisas e que, como ninguém é máquina, o intervalo do café é sagrado. Portanto, foi com muita risada que, no meio dessa confusão toda, recebo uma mensagem no meu celular. Uma frase que já virou lenda urbana entre meus colegas na Casa de Cultura. Algo que só pode ter sido proferido por um gênio, e que todas as gerações futuras devem saber. Algo muito importante. Prestem atenção. A mensagem dizia o seguinte:

"Tua vó tá no super".

É... Eu mereço...

maio 08, 2006


Rascunho do conto que produzi na tarde de sábado. No meio da aula de pós. Na maior empolgação. Olha a rabiscalhada geral! U-hu!

maio 07, 2006

53 ou 54 quilos. Até tomar alguma atitude, esse deverá ser o nome provisório do blog. Todo o processo da cirurgia nos olhos, o estresse do último mês e o friozinho batendo por aí despertaram o meu desejo pelas delícias da comida. Porque eu não podia deixar de comer três pratos de feijoada na sexta-feira. Embora o Napp tenha me carregado para a minha sala na Casa de Cultura, pois passei um pouco mal. Porque quando faz frio, tomamos café no lanche da tarde. A Sassá comprou cuecas viradas, e eu não podia negar essa gentileza. Porque eu não posso deixar de compartilhar com os meus colegas de pós-graduação e não comer as delícias que a nossa colega e editora do caderno de gastronomia da Zero Hora, Bete Duarte, faz para os nossos intervalos. Biscoitos diversos, bolo de chocolate, bolo de abacaxi. Porque eu não podia negar o convite do Mr. Flag para comer batatas-suíças na fria noite de ontem. Claro, mesmo depois de ter comido cachorrinhos-quentes no aniversário de um aninho do Pedro Henrique. Porque eu não posso negar que adoro quando a mãe faz almoço no domingo. E eu capricho no pratão, pra mostrar isso pra ela. Porque é uma dádiva quando, no fim de tarde do domingo, eu descubro que sabor tem a Bolacha Maria de Chocolate. E, nesse caso de descoberta, comi mais de dez, para ter certeza que estava gostando. Vai uma bolachinha aí?

Interessante o que eu encontrei no dicionário de filosofia do meu professor.

A separação entre loucura e saúde mental é difícil de situar: aparecendo como particularmente permeável à luz de alguns exemplos ilustres (Hölderin, Nietzsche, Artaud), questionada pelo surrealismo, é objeto na antipsiquiatria de uma espécie de inversão de perspectiva, por exemplo, quando D. Cooper evoca o "louco presente em cada um de nós, embora a pessoa totalmente normalizada só carregue em si mesmo o cadáver de seu próprio louco assassinado".

maio 06, 2006

A aula do pós-graduação dessa semana me trouxe lembranças e sentimentos recorrentes da minha adolescência. Um deles forte: sempre tive horror da tabela periódica. Medo mesmo nas aulas de química. E muito mais do que isso: era uma completa extraterrestre nas aulas de física. Assistia a matéria, ou tentava. Achava mais interessante acompanhar o discurso sobre vetores e cálculos como se fosse aula de grego. E me divertia muito com os comentários dos meninos sobre a multifuncionalidade da bengala do professor. Segundo eles, além de servir de apoio, a bengala tinha um compartimento secreto, acessado pelo adorno, que armazenava líquidos. Algo que ele, possivelmente, bebericava nos intervalos. Uísque ou cachaça. Essa informação nunca foi muito precisa. Exata era a nota que eu tirava na matéria. 7. Na média. Dose e medida certas para conseguir escapar sem que aquele maldito trem, andando a 68 quilômetros por hora, e carregado de enxofre e carga atômica, passava por cima de mim em "X" fatais minutos.

maio 04, 2006

Eu tenho vizinhos. E como não tê-los? Alguns são fofos. Minha vizinha do lado esquerdo acorda em Buenos Aires todos os domingos. Ela e os seus maravilhosos tangos. Meus vizinhos do lado direito são tantos que eu acredito que, a cada semana, alguém diferente mora ali. No térreo, a Dona Lúcia me apresenta às flores do jardim todos os dias. E uma outra ilustre e distinta senhora do segundo andar me lança olhares de ódio pois ela acredita que eu é que odeio o animal de estimação dela. Pobre cachorrinha. Mesmo considerando a personalidade e os hábitos de cada um, nada supera o mistério que envolve a vizinha do apartamento superior ao meu. Durante mais de um ano, se comportou como um fantasma. Eu sabia que ela estava lá, mas, às vezes, suspeitava de um certo dom de flutuar dos seus pés. Ela ficava lá, fazendo doces de figo, pêra e abóbora. Eu ficava aqui, assistindo tevê, lendo meus livros e ouvindo música. Passamos verão, outono, inverno e primavera. E, aí, tudo mudou. Fiquei mais de um mês sem encontrá-la pelo prédio. E, de repente, eis que surge um salto alto. "Péc, péc, péc, péc". Por toda a casa. Por toda a noite. Desde às 7 da matina "Péc, péc, péc, péc" bem na minha cabeça. Tinha duas alternativas. Imaginar que ela, de namorado novo, abandonara as pantufas e os pijamas coloridos. Ou ter a certeza absoluta de que ela fôra seqüestrada por uma mulher de cabelo chanel, levemente encaracolados, salto agulha, bico fino e chicote afiado. Porque todas as mulheres más são assim mesmo... E descobri o impossível: externando a idéia sobre a vizinha, os acontecimentos cessavam. "Mr. Flag, está ouvindo esse barulho?". Não estava. E o salto parou, o terror aumentou e a curiosidade quase me matou. Nos quatro meses seguintes, ela acompanhou minha rotina pela casa. Se eu estava na cozinha, lá ia ela e começava: "Plic, plic, plic, plic-plic". Como centenas de parafusos batendo no chão e quicando um pouco. "Ah, deve estar arrumando algo em casa..." Mas toda a noite? Com todos esses parafusos? Um milhão de parafusos fazendo "plic, plic, plic" bem na minha cabeça. Aí falei. Pra alguém. E parou. E digo: tenho certeza que, depois, começou a espalmar o chão. Forte. "Plát, plát, plát, plát". Uma mãozona na direção da cerâmica. Às vezes, eu mal ouvia a tevê. As palmadas aumentaram. E cessaram por alguns dias. Hoje, enquanto escrevo, ela está correndo pela casa, e jogando coisas num canto da sala. Instrumentos pesados, eu acho. Acho, inclusive, que está batendo mais forte dessa vez. Estranho. Ouço mais barulho. Acho que aquilo ali no teto é um buraco. Isso aqui no chão são pedaços de concreto. Estranho... Poderia jurar que, daqui onde estou, enxergo um salto envernizado...

O corpo cresceu. A cabeça também. Mas o cabelo... tá igualzinho!

Meus padrinhos (Paulo, Simone, Ana e Jaca) e eu.

maio 02, 2006


Querida Moni,
Tu estás longe. Com a Tess. Coisas mais ricas desse mundo. Aqui, tudo continua a mesma coisa. Bem, com algumas pequenas mudanças. Aprendi a fazer meu próprio chimarrão. Já era tempo. Comprei também uma mateira e uma bomba. E, agora, percorro a cidade atrás da cuia perfeita. Está difícil. Mas assim que fechar um conjunto, mandarei pelo correio uma bomba e uma cuia pra ti, gaudéria! Não é só porque estás em Rondônia que vai abandonar o chima. Estou trabalhando novamente a mil. Recuperei a visão nos dois olhos. Quer dizer, 90% dela. O suficiente para ficar mais de dez horas na frente do computador, como o habitual. Voltei a ler com vontade. E já fiz todos os planos de leituras do semestre. Até junho termino a trilogia do futuro, com Laranja Mecânica, 1984 e Admirável Mundo Novo. Sigo firme no curso de pós-graduação em Jornalismo Literário. Quem sabe não apareço por Ji-Paraná e aproveito para fazer uma matéria especial sobre um personagem lendário daí? E toda essa evolução, fez com que eu voltasse a escrever. Muito! Palavras, palavras e frases na minha cabeça. No domingo, fiquei com inveja de ver tua imagem no vídeo. De blusa de alcinha. Aposto que estava também de bermudas ou saia. Sabe quem voltou ao Rio Grande? O frio. Sim, estava previsto. Nunca acredito nessas previsões. Mesmo assim, saí hoje de casa com duas blusas, um casaco e um chapéu para esquentar a cabeça. O inverno chegou antes do cabelo crescer. Daqui a duas semanas, congelarei meus pezinhos já frios por natureza em Gramado. Tem um evento do Conselho e vou ficar por lá uns seis dias. Frio, fondue, frio, vinho, frio, comida italiana!!!!! O Mano diz que estou escrevendo muita bobagem no blog. Eu concordo. Mas não podia deixar de fazer um post especial para dar boas-vindas a uma das minhas leitoras mais cativas. Tô com frio, Moni!!!!


maio 01, 2006


Na sexta. Trabalho normal. Fome anormal. Batata-frita no almoço. Torrada no lanche da tarde. Aula à noite. Muito boa. Sono desesperado.
No sábado. Aula às 8. Bufê italiano ao meio-dia. Aula até às 18. Ainda melhor. Heróis e heroínas. Passeio na Casa de Cultura com a profê Denise e com a Ângela. Picadinho a Maria Luiza no jantar com Mr. Flag.
No domingo. Arcade Fire na hora do banho. Brique da Redenção com a Denise e a Ângela. Chimarrão, chimarrão. Compras. Almoço com a família. Janta no apê. Sem festa. Sono desesperador de novo.
Na segunda. Bloc Party na hora do banho. Café da manhã com meus pais. Almoço cedo. Café aromatizado de sobremesa. Chimarrão. Temperatura baixa. Boina na cuca. São Leopoldo depois das 16. Padre Reus. Roscas de polvilho em Novo Hamburgo. Fotos no carro. Franz Ferdinand no fim da tarde. Trabalho no notebook. Besteiras para o blog.

abril 27, 2006

Liguei o computador e ele logo apareceu. Parecia piscar pra mim. Uma paquera? Um desafio, com certeza. Ele se mostrava e sumia pelo branco profundo da tela. Aparecia e sumia, aparecia e sumia. Levei a sério a brincadeira. Ninguém poderia me provocar dessa maneira e sair impune. Persegui-o por todo o espaço. Tentei recordar todas as lembranças, todos os bons momentos, as gargalhadas que eu dei e que o mundo todo deveria saber. Puxei a memória. Enxerguei meu rosto no espelho como se eu fosse Luana, Camila, Tatiana, Vanessa, Juliana... se transformando em Carlos, Manoel, José, Sérgio, Adriano. Quase o alcancei. Ele continuava correndo, aparecendo e sumindo, e conseguindo escapar quando eu estava sempre quase lá. Contei nos dedos todos os bons livros que já havia lido. E falei, falei, falei sem parar sobre Lispectors, Bettegas, Kafkas, Perecs, Quintanas. Falei sobre livros que contavam a história de pessoas que eu achava que eram eu mesma, e que foram mais longe do que eu sequer sonhei. Falei de sons e de música, rock mesmo. Tentei o convencer de que era realmente necessário sacudir o corpo e gritar, gritar de verdade, se fosse preciso. Porque temos uma voz, porque temos várias vontades. E dancei um pouco. Achava que, se fosse divertido, ele desejaria parar. Mas não parava. Continuava aparecendo e sumindo, e eu perseguindo, perseguindo. Buscando ter todas as novas idéias possíveis em um mínimo milésimo de segundos. E ganhamos o mundo. Passei por terras que não conhecia, vi paisagens que eram ainda mais perfeitas de olhos fechados. E cansei. Fui parando bem devagar, curvando o corpo, me encolhendo, bem redondo. E me aninhei numa grama fofa meio rosada. Adormeci. E estou acordando agora desse sono...



"Fala da gente no blog! Por favor, por favor, por favor!!". Não resisti aos pedidos. E falo aqui das minhas queridas amigas jornalistas e companheiras de saídas nas quartas-feiras (às vezes nas terças-feiras e também às quintas-feiras). Na foto, a mais recente confraternização do Xanadu (alguém lembra que chegamos a chamar o grupo assim? hehehe), na noite de ontem, no Riverside's. Risadas, chopps, refris, muita comida e fofoca de todo mundo. Beijos para Fer (Fernanda), So (Sónia) e Marrí (Maria), e um pra mim... Pô, eu também mereço...

abril 26, 2006

Como será o mundo em 30 anos? Bem, a FIAT me convidou a pensar no futuro. Sério! Tudo bem, eu ainda não estava careca e ainda usava óculos. Portanto, esse já é um vídeo que faz parte da minha história. Bem, o mundo? Com certeza deverá ser um lugar repleto de amigos. Que convidam os amigos para participar de projetos como esse. E de lugares como a Casa de Cultura, que aparece ao fundo da cena. Que fazem o cenário perfeito para depoimentos como esse. Então é isso: meu vídeo é um entre centenas de quadradinhos coloridos que formam um mapa mundi no site FIAT 30 anos. Falei sobre vida, amigos, literatura (livros... Sim, eu disse que os livros poderiam ser impressos no céu no futuro...). Mas eles gostaram de uma coisa que eu falei sobre Jornada nas Estrelas. Quer conferir? Acessa o link direto AQUI. E nos encontramos lá.

abril 25, 2006

As minhas manhãs de terça-feira são sempre divertidas. Eu fico no meu computador na Casa de Cultura, tentando sobreviver à enxurrada de 400 e-mails que recebo depois do fim de semana. Muito lixo, é claro. A sabedoria está em garimpar os e-mails verdadeiramente preciosos no meio de tanto spam. Atrás de mim, com a porta aberta, o Sergio Napp fica olhando os e-mails da Direção da CCMQ. Uma média de 250 mensagens. Vai me chamando, me dando tarefas, imprimindo contatos de jornalistas de outros Estados que eu terei que responder. Assim, seguimos a manhã, colocando em dia as novidades / fofocas / livros / DVDs. Lá pelas tantas, ele me chama: "Lu, acho que esse é importante. Como abro o anexo dessa mensagem 'Me Veja Peladinha'?". Tá bem. Saio correndo para evitar o estrago. Alarme falso... O Napp está descolado nesses vírus. Era uma brincadeirinha... Só não consigo evitar que ele estrague a impressora tentando usar uns papéis velhos. Tudo pára... E a gente aperta RESET. Eu sei... A vida também é assim.

abril 24, 2006


Ele é um baterista fera. Bate o tambor nas matinês como ninguém. Tem o cabelo ruim (isso é verdade) e inventou de colocar uns piercings nas orelhas. Mas tem um sorriso de derreter o coração de qualquer (qualquer!) uma. Tem tatuagens iradas, que ele mesmo desenha. E camisetas fashion, que alguém de muito bom gosto indicou pra ele. Menino do rock, é um dos amores da minha vida. Meu companheiro de exibições de DVD, sessões de cinema e café na Livraria Cultura. Comentarista assíduo do 50kg. E baixador oficial das bandas novas que descubro na Internet. É um garoto faceiro, que tem umas tiradas hilárias, um mau humor do cão e que, às vezes, se finge de brabo. É lindo, lindo, lindo... Está de aniversário hoje. Dois patinhos na lagoa. Qué, qué!!! E é meu irmão. Parabéns, Mano! Te amo!




A partir de hoje, sou a mais nova proprietária do DVD duplo do Franz Ferdinand. Esse é o primeiro DVD da banda e contém mais de 40 músicas de shows em cidades como Brixton, São Francisco, Londres, Los Angeles, Bélgica e Glasgow. E mais: o DVD traz vídeos para karaokê. Propaganda mais do que feita, aviso: sessão de estréia "Lá em Casa" essa semana. Habilitações pelos comentários abaixo. Ah! Esse ainda não é o DVD que terá cenas do show do FF no Circo Voador no Rio de Janeiro. Mas vale mesmo assim.

abril 22, 2006

De tanto leva frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o que?
Taubua de tiro ao álvaro
Não tem mais onde furá

Teu olhar mata mais do que bala de carabina
Que veneno estriquinina
Que pexeira de baiano
Teu olhar mata mais que atropelamento de automover
Mata mais que bala de revorver

abril 20, 2006

Meus olhos ainda estão secos. O alívio durou poucos dias. Hoje, tanto esquerdo quanto direito estavam perseguindo com afinco ideais de Saara. Em alguns momentos, sinto o êxtase da liberdade. Por um minuto ou dois, minha visão torna-se normal e a sensação de pressão no olho diminui. Essa é a hora em que o cérebro não entende nada. Me acostumei rápido a não enxergar e, quando enxergo, ele emite sinais para a mão direita que, rapidamente, se dirige para o espaço entre a testa e o nariz para acomodar um óculos que não existe mais. Parei de dirigir por uns dias. E isso foi barbada. Complicado é lidar com essa imperfeição visual. Me perguntaram: "Como é enxergar como tu enxerga agora?" É como estar presa dentro de mim mesma. Pois a audição ficou mais apurada. E os olhos, por mais que procurem, não encontram nada. Virei um personagem de Réquiem para um Sonho. E, naquela seqüência clássica de imagens rápidas e sons cadenciados, eu abro a bolsa, pego o frasco, sacudo, abro a tampa, aperto a embalagem, arregalo os olhos, pingo o colírio e solto um suspiro relaxado.

Prosa Pequena

Pequenas narrativas, ficções instantâneas, imagens, descrições, notas, quase o diário afetivo de uma convivência com a paisagem, humana e não-humana, que me cerca. É dessa forma que consigo responder ao que vejo e sinto. Falar de coisas secundárias quando há tantas coisas fundamentais. E por que falaria de coisas fundamentais quando há tantas coisas secundárias?


O Amilcar Bettega está com coluna no Terra. E isso é uma maravilha.


Foi deflagrada, no dia de ontem, a campanha Lu Thomé Careca para Sempre. O movimento teve sua origem a partir do depoimento de diferentes pessoas de diferentes segmentos da vida dessa jornalista visionária. Em nenhum momento, qualquer uma dessas pessoas soube da intenção das outras. O que prova que, definitivamente, é um projeto original e nascido a partir da essência da beleza, das máquinas que raspam cabeças e da quase total falta de cabelos. Exposta toda a magnitude dessa ação, esse é o momento de participar. Insira no link abaixo o seu depoimento, sua declaração, sua opinião. Somente assim poderemos clarear as idéias sobre essa linda bobagem.

E aí? Careca? Meio careca? Cabeluda? Moicano, talvez?!?!?!? Ai, ai...

abril 19, 2006

Pense bem. Pense comigo. O nosso dia-a-dia é inteiramente formado por reunião de fatores. Acontecimentos que, quando juntos, podem fornecer interpretação feliz, bizarra ou aterrorizante. Dito isso, acompanhe a equação do meu dia ontem.

- Mr. Flag viajou para o Rio de Janeiro (vulgo Cidade Maravilhosa) na segunda-feira às 18h.

- Nos falamos na segunda-feira à noite, por telefone, e tudo estava bem.

- Na terça-feira, trabalhei normalmente, como boa operária que sou.

- Às 18h, me dou conta de que Mr. Flag não deu notícias. O dia todo.

- Relembrei a nossa conversa, principalmente a parte que ele disse: "Lulis, meu vôo de volta é às 12h".

- Da lotação, a caminho de casa, tentei ligar para o celular dele pela vigésima vez. Sem sucesso, liguei para a redação do Correio e perguntei para a primeira pessoa que atendeu: "O Flag está na redação?". Não estava.

- Chegando em casa, resolvi relaxar e fazer minha janta.

- Um minuto antes de comer, o telefone tocou e a gravação disse: "Você tem UMA mensagem nova"... Ai, ai, ai...

E atenção: agora vem o fator terror...

- Era uma mensagem de uma pessoa do banco que o Mr. Flag tem conta, pedindo que ele entrasse em contato urgente, pois o banco queria conferir uns débitos estranhos no cartão.

- Foi exatamente nesse momento que EU SURTEI! Fiz todos os cálculos de quanto tempo o vôo poderia demorar. E já fiquei me desesperando, pensando que ele poderia ter sido seqüestrado no Rio e que, inclusive, alguém já tinha usado o cartão dele.

- Liguei para a redação do Correio. De novo! E incomodei o Chico com essa história, até não poder mais. O Chico me pareceu calmo. E daí eu fiquei ainda mais desesperada.

- Liguei pro meu pai. Pra minha mãe. Pro bispo... Esse último não pôde me atender, e eu deixei um recado com o assistente. Resolvi esperar até às 22h. Daí pensaria em alguma coisa.

- Às 21h15min, Mr. Flag liga da redação do Correio, perguntando se eu já tinha ligado para o advogado para providenciar o divórcio.

E é aqui que vem o fator "dããã"...

- Ele disse que pode ter se confundido com o horário da volta... Não era às 12h. Era às 18h...

- Ah, mas quase não tem diferença, querido...

abril 17, 2006

Então é isso. Hoje pela manhã, fiz a segunda consulta médica depois da cirurgia. Após ter desistido de ter uma visão perfeita (enxerguei muito mal durante toda a Páscoa), já fui perguntando para o médico quando faríamos novamente a operação. "Quero zerar o grau". Ele, imediamente jogou um balde na minha cabeça. Água fria. "Be cool, careca", ele disse. Segundo o doutor, meu grau está zerado, mas o olho está mais seco que o deserto. Parece o Nordeste, com todo aquele solo rachadinho. Por isso eu não enxergo direito. E por isso ainda posso ficar assim uns seis meses. "Hummm", pensei. A primeira coisa que fizemos depois do habitual teste do "A P Z H" (não contei pra ele que já sei a tabela de cor, mas que mesmo assim não estou trapaceando...) foi grudar uns papeizinhos brancos com tabelinhas nas pontas para avaliar o índice lacrimativo luthomeniano. Foi horrível, fraco mesmo. Fui reprovada com louvor. A felicidade de estar sem óculos é tanta que esqueci até de chorar. "Sem problemas", ressaltou o doutô. Já foi abrindo o armário e tirando umas coisinhas que eu mal enxergava. Eram dois objetos, quase no formato de um funil. "Não te preocupa. Teu corpo vai absorver isso"... E antes que eu pudesse perguntar, ele obstruiu meu canal lacrimal com esse funil. Um em cada olho. E o alívio foi imediato. Mesmo assim, saí do consultório com inúmeras recomendações. E com amostras grátis de um gel lubrificante para as noites (não as de amor... é pro olho, meu...) e com as legítimas lágrimas de crocodilo para as tardes (à beira do lago Ar-condicionado no Conselho), além de mais doses dos dois colírios que eu já utilizava... Agora vai!

abril 13, 2006

Eu choro quando assisto séries americanas na tevê. Principalmente durante aquelas que se passam em hospitais. Eu grito com os personagens. Falo com eles. Em inglês, é claro. Eu solto gargalhadas que só eu e meus vizinhos escutamos. Eu digo "Oh, no!" quando assisto algo nojento. Eu dou um sorrisinho bonitinho quando vejo uma cena bonitinha. Eu fico minutos chamando pelo Rúben, o garoto propaganda do Panamá no Canal Sony. Como se ele estivesse ali na cozinha. Rúúúúúúúúben! Rúúúúúúúúben! Rúúúúúúúúúúúúúúúben! E eu acho simplesmente impossível não achar o Grissom um charme.

abril 11, 2006


Os olhos (mesmo operados) continuam os mesmos. Mas os cabelos...

abril 10, 2006

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês

Aiiiiiiiiiiii... Tô perdida. Tô desesperada. Tô perdendo a visão do olho esquerdo. E não sei o que fazer. Alguém liga pro Super-homem e passa meu celular. Preciso que ele me salve!!!

abril 09, 2006

Nossa... Alguns dias de reflexão. Na quarta-feira, durante o processo pós-cirúrgico, meditei muito. Precisava ficar de olhos fechados e, desconhecendo como dormir de barriga para cima, apenas relaxei durante quatro horas. Também conversei bastante com a mãe. Na quinta-feira, visitei a Adri. E conversei mais ainda. A Malu (linda, linda, linda...) sorria para mim. E saía, com os bracinhos suspensos pela avó, andando pela casa. Um passinho após o outro. Estou reavaliando tudo. Sinto falta dos meus óculos. Ainda é um choque abrir os olhos pela manhã e enxergar o mundo. Agora ele está aqui, parece muito mais próximo. Talvez até mais assustador pois, de olhos novos, estou prestando mais atenção. E não conto com a alternativa de me esconder apenas num tirar de lentes. Na sexta-feira, o meu demônio tomou conta de mim. Sim, a tirinha do Laerte publicada semanas atrás aqui não era uma referência solta. Eu perdi o controle. Fiquei estressada. Fui grosseira. Mais de uma vez. Num período de alguns minutos. E odiei. Esqueci de respirar. E saí do Conselho com o corpo tremendo. E me sentindo mal. E sentindo culpa, culpa, culpa. Nesses momentos, sei que tenho que ser fiel a mim mesma. Mas quem sou eu? Quem estou eu? Fiz mudanças tão radicais nos últimos seis meses. Como a construção de um novo eu. A solução para todo esse desencontro pode ser aliar exorcismo e cimento. Acho que era isso que faltava. Olhar com mais serenidade e carinho a cor desses meus novos tijolos. Sei que ainda falta muito... Mas... Respira, Lu Thomé. Isso é viver.

abril 08, 2006


Eu me senti o Alex. Com todo aquele aparato prendendo o meu olho, com as luzes me cegando, com as imagens distorcidas no momento do corte. Só faltou o Beethoven. Estou lendo Laranja Mecânica. E foi inevitável que as referências do filme de Kubrick não me deixassem um segundo sequer durante a cirurgia. O Dr. Alexandre conversava comigo. E eu apertava as mãos, bem apertado. E mexia os pés. De resto, fora a agonia, foi tudo traqüilo. Já comecei a enxergar na sala de cirurgia. Saí do hospital enxergando. Na quarta-feira, fiquei de molho. E na quinta, retomei parcialmente a rotina. Dirigi e arrumei a surdina do carro (depois de um mês com problemas). Quando voltei para casa, ele estava ali, em cima do aparador, me perguntando: "e agora?". Agora é história, óculos querido. Tirei fotos do meu óculos até cansar. Como uma cerimônia. E fiquei nostálgica. Ah, estou feliz. Mas me lembrei de tudo o que enxerguei através dessas lentes (grossas, diga-se de passagem). As pessoas me encontram na rua e dizem: "Ué! Tem alguma coisa diferente". Dou um sorriso de canto de boca. AMIGOS: obrigada pela torcida. Um brinde com meus três colírios a estes novos olhos redescobrindo os cenários do meu cotidiano. Saúde!

abril 04, 2006

O blog vai entrar em um pequeno recesso. Farei uma cirurgia amanhã. Mandem vibrações positivas. Volto na sexta-feira.

abril 03, 2006

Há quase um ano, desisti de chegar tarde em casa e batalhar por uma vaga no estacionamento coletivo do prédio. Resolvi ter meu próprio box. No posto da esquina. Box número 14. Mal sabia que um pouco menos de dinheiro no mês e um retângulo entre duas faixas amarelas poderiam render tantas histórias. Teve a noite em que o Ronaldo caiu em sono profundo. As buzinadas acordaram a vizinhança toda. Depois da meia-noite. E o cara não mexeu o dedinho. O taxista sugeriu que eu passasse pela fresta da grade. Não fui. Tremi o corpo inteiro só de pensar que, no lugar de um boné e um cabo de vassoura, eu podia encontrar mesmo o Ronaldo. Petrificado na cadeira. Tem a filha do dono da garagem. Eu não sei o nome dela. Mas, todos os dias, ela me abana como se fôssemos colegas de colégio. De uniforme e tudo. Tem o cafezinho carioca da loja de conveniência. Ótimo para as manhãs de "sono" desesperado. No entanto, nada, nada, nada supera a minha seqüência "OURO" de conversas surreais com o vigia oficial da noite. O Manuel.
- Aí, Manuel!
- Óóóóóóó!
- Tchau!
- Tchauuuuuuu!
Acho chato passar por ele e não falar nada. Sou uma menina querida. Então, vou passando e, enquanto ele segura o portão, vou falando. O diálogo é determinado pela velocidade dos passos.
- E esse tempo?
- Barbaridade!
- Amanhã chove.
- Bah! Não agüento mais...
É a meteorologia. É o "e aí?". Quando pensei que nada podia ficar mais realismo fantástico...
- Então é isso!
- Isso aí!!
- Vamos lá!
- A-hã!
Nem tenho saudades do elevador do prédio dos meus pais. Hey... Tenho um box. Só pra mim.

abril 02, 2006

Os amigos reclamaram que tem lido poucas coisas sobre o Mr. Flag nesse humilde 50kg. E também citaram que a referência a ele parece ser muito inspirada no viciante Sex and The City e seu gatíssimo, tudo de bom e "tira o meu fôlego agora..." Mr. Big. Não, não, não. Tudo mentira. Mr. Flag surgiu depois que o próprio Elio (opa!) reclamou que eu falava demais nele nesse blog. Resolvi instalar a censura forçada. Adotei o pseudônimo e continuei falando... Mas confesso: Mr. Flag é o Bandeira e outras identidades masculinas que possam ter uma história boa... Estou terminando de produzir um texto do Mano como Mr. Flag. Já até imagino o meu pai ou um amigo como o Mr. Flag. É isso... O que era uma forma de brincar de "falar dele sem falar..." acabou se tornando quase que o meu personagem masculino principal. Pois então: querem saber a última do Mr. Flag? No fim de semana passado, ele descobriu que as orientações da Livraria Cultura haviam mudado. A partir de não sei quando, todos os vales (contra-vale, vale-desconto e vale-presente) passaram a ter validade. 60 dias. Dois meses. Tudo bem. Por que então o Mr. Flag ficou desesperado e ameaçou colocar fogo naquele mundo maravilhoso de livros, CDs, DVDs e café carioca na tarde de sábado? Porque ele tem R$ 400,00 em vales da Cultura... Sim, tu leste bem... R$ 400,00 em casa, dentro da gaveta... Ao meu malévolo alcance esse tempo todo... Sendo assim, manda aí... Ajude o Mr. Flag... Ele tem poucos dias para gastar isso. A gerente deu uma chance. O que ele pode comprar com R$ 400,00 na Cultura? Tadinho...

Acordei e tomei mate. Mate, mate, mate. Daí tomei café. Com leite, bem quente. Almocei. Churrasco. E tomei café de novo. A mãe fez forte. Na cafeteira italiana. Provei o chá verde. Saboroso, com um pouco de stevia. E café de novo. De novo, de novo. E mate. Com alguns chazinhos. E com a erva nova que eu comprei. Barão. Daí coloquei música. E rodei, rodei, rodei, rodei... Nem precisei colocar meus dedinhos na tomada hoje.

março 30, 2006

Realmente. Fazer aniversário é uma coisa muuuuito boa. Confesso que estava em crise. Comentei com uma amiga: fazer 29 é pior do que fazer 30... Os 30 anos são a primeira idade de uma série, de uma etapa toda nova pela frente. E os 29, a última idade, de uma etapa que se vai... Aí vem a nostalgia. Não chorei. Não emburrei. Fiquei bem quietinha até o dia 28. E já nas primeiras horas da manhã fui surpreendida. Amigos, amigas, minha família: me senti tão amada, tão querida, tão linda, tão especial com todos os elogios que ganhei. Estou quase acreditando (hehehe). Então, quero agradecer TODOS os beijos, abraços, telefonemas, e-mails, conversas via MSN, recadinhos no Orkut e, claro, mensagens de fumaça e telepatia. Amei, amei, amei... Que eu possa viver intensamente esses 29. E com todos vocês ao meu lado. Beijos, beijos, beijos...

*Crédito da foto: Sassá

março 28, 2006


Então é isso! Um brinde com café da manhã aos 29!

março 27, 2006

Contagem regressiva. Faltam 24 horas para os 29 anos. Preparar para o lançamento...

março 26, 2006

Ontem eu fui dormir tarde. Mesmo tendo dormido pouco de sexta para sábado. Estava em casa. E na TV, uma italiana maluca gritava o quanto podia no canal 12, potencializada pela tecla SAP. Ela mandou o cara embora até às 2 da manhã, quando o filme acabou. Deitei. Sonhei. E dessa vez fui longe. Sonhei contigo. Cedo, Mr. Flag foi para o seu plantão dominical. Não na escolinha. Na rádio. Às 9 da manhã, o telefone tocou. Esperei que parasse. Não. Atendi. Era uma ligação a cobrar. "Alô?" "É da casa da Taci?" "Não, porra!". Fui dormir mais cinco minutos. E eles se transformaram em duas horas e meia. Acordei assustada. Não arrumei a casa. Coloquei um CD no rádio. Fui tomar banho. E cavei um túnel. Da minha janela até a sua. Sim, um túnel. Da minha janela até a sua...

março 24, 2006


março 22, 2006


março 21, 2006

O blog ressuscitou. E de forma vigorosa e mais enlouquecida do que nunca. Tudo graças a um antigo hábito redescoberto. Um usual e prazeiroso hábito: estou escrevendo novamente à mão. Claro que reformulo uma ou outra palavra quando passo para o computador. Mas a essência está ali, saindo diretamente da ponta da caneta.

Segundas e quartas é dia de jantar na casa dos meus pais. Como a Moni está em Rondônia e a Mari e o Mano estudam à noite, estou provando da experiência de ser filha única mesmo com três irmãos. Ontem, estava indisposta. Sim, a alergia ainda acaba comigo. Não fui à aula de yoga e acabamos jantando muito cedo. Um hábito nosso, talvez não muito saudável, é assistir televisão enquanto comemos. Como Lost ainda demoraria a começar (a mãe está viciada...), paramos na versão dublada de Garota de Ouro. É aí que entra outra mania dos meus pais: quando sabem que já assisti o filme, querem conhecer o final. Eu relutei: não, olhem dessa vez, essa guria mereceu o Oscar, e outros blás. Não teve jeito. Daí caprichei: ela quer ser boxeadora, ele não quer aceitar, acaba treinando ela, gostando dela como filha e como mulher, ela ganha várias lutas, até que uma medonha acerta-a pelas costas, ela bate a cabeça num banquinho em pleno ringue, fica tetraplégica, pede pra ele e ele mata ela e fim... A mãe, muda, pegou o controle remoto e trocou de canal. Dois segundos depois, o pai já estava achando a peruca da Sidney do Alias muito mais interessante do que o par de luvas de boxe. E por ali ficamos, até que os perdidos da ilha da fantasia chegaram. Mais uma noite em família.


Happy-hour na CCMQ na sexta
(Eu, Sassá, Dany e Fabi)


Garagem Hermética horas depois
(Dany, Mano, eu e Sassá)

Baterista mais lindo do mundo tocando no Garagem
(Mano)

março 20, 2006

People
They don't mean a thing to you
They move right through you
Just like your breath
But sometimes
I still think of you
And I just wanted to
Just wanted you to know
My old friend...
I swear I never meant for this
I never meant...

Don't look at me that way
It was an honest mistake
Don't look at me that way
It was an honest mistake
An honest mistake


EU SABIA!!!!!!

Além de ser ariano como eu, ele está fazendo a mesma idade que eu farei no dia 28... 29 ANOS. Feliz aniversário, Alex Kapranos!!!!!!!

Tá bem! Podem dizer... Agora esse blog perdeu todos os critérios. Tô surtada hoje...

É hoje que bato todos os recordes de posts em um único dia. Ao lado, o inspirador encontro da Oficina 35, que aconteceu na última quinta-feira. O evento foi regado a cerveja e refrigerante (de acordo com o gosto do freguês) e do maior e mais conhecido filé à parmegiana de Porto Alegre no Tudo pelo Social. Conversamos animadamente e de forma constante durante três horas. Pudera... Eram tantas as novidades e peripécias de verão que não podíamos sequer perder tempo comendo... Tudo ao mesmo tempo e salve-se quem puder. As fotos ficaram hilárias. E a minha barriga doía de tanta risada que eu dei. Um escritor esperto sairia desse encontro com mais de 15 contos na maleta. Eu saí com uns três. E com a esperança de que essas reuniões (absolutamente necessárias para mim) aconteçam com mais freqüência.

hummmmm...

- Tenho dois molhos de chaves dentro da minha bolsa. Chaves do trabalho e chaves de casa. Em 90% das vezes, sempre ao procurar um dos chaveiros, apanho justamente o outro.

- Não desmancho o laço do cadarço dos meus tênis. Faço contorcionismo, uso os dedos, faço força, suo... Mas calço os ditos sem desfazer o nó. Muitas vezes, um laço permanece por meses em um tênis meu.

- Desde o dia 18 de agosto de 2005, meu relógio marca dia 18. Não mudou mais. E anda sobrecarregando as pilhas e atrasando os ponteiros. Já namorei em vitrines outros relógios. Mas não troquei.

- Eu sinto uma vontade incontrolável de dançar no supermercado. E posso ficar cantarolando por dias uma música que tenha ouvido nas caixas de som do super enquanto analiso as prateleiras.

- Decidi escrever tudo, tudo na minha agenda de 2006. E está funcionando. Não me estresso mais na tarefa de lembrar coisas que não posso esquecer. Está tudo lá registrado.

- Eu adoro passar roupa no domingo à noite olhando o Manhattan Connection. Acho que assim me sinto menos dona-de-casa.

- Duas expressões viraram mania nas minhas conversas via MSN: "hummmm..." e "ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!".

- Quando eu tomo cerveja na companhia da Sónia, eu não fico bêbada. Um mistério da minha natureza alcoólica.

- Todo o ano, meu aniversário tem uma música tema. A de 2006 já está definida.

- Adoro fazer esse tipo de lista.

Desde quinta-feira passada, tenho sido refém do meu próprio corpo. Uma fase de boa auto-estima veio acompanhada de acessórios. Aos habituais brincos e anéis, uniram-se pulseiras e braceletes. Ouvi alguns elogios e outros comentários. Mas a semana trouxe alguns elementos perigosos a esse cálculo: ao bracelete da quarta-feira somou-se o calor insuportável e constante dos últimos dias. Logo após o sinal de igual, veio ela: a alergia. Já perdi a conta de quantas vezes sujei minha bolsa com a pomada, de quantas vezes acordei na madrugada coçando desesperadamente os pulsos. A salvação foi radical. Estou com os braços atados por micropore. Salva a roupa da sujeira e a alergia das minhas unhas. Estranho foi entrar ontem à noite no prédio sob o olhar da minha vizinha. Talvez ela tenha pensado em suicídio. No meu, é claro. Mal sabe ela que tudo isso é um claro sinal de que estou mais viva do que nunca.

Ela nem precisou ajustar o banco. Me disse para largar a sombrinha, sentar e olhar para a lente. Perguntei se podia sorrir. Respondeu que não. "Em fotos três por quatro as pessoas devem estar sempre sérias." Imaginei minha fisionomia, as bochechas saltadas e os olhos enormes. Dois minutos depois, meus rosto estava impresso nos sete pequenos quadrados. Minha cara de susto, como se a moça tivesse apontado uma arma, seqüestrando meu sorriso.

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Comecei dizendo olá. Ela respondeu com um oi calmo e lento. Perguntei com estavam as coisas. Se poderíamos nos encontrar para sorvetes e batatas-fritas. Respondeu que não. "Viajo amanhã". Me contou que o caso do pai piorara. Pensei em sorrir, falar algo. Dois segundos depois, a única coisa que consegui dizer era que não havia nada a dizer. Mas que eu estava com ela, torcendo, rezando. Desliguei, com o olhar pensativo. Como se, dessa vez, o tiro tivesse sido certeiro.

março 16, 2006




Gigantinho lotado. Santana. Guitarra. Eu e a Mari dançando na arquibancada. E o pai ali, de olho grudado no palco, hipnotizado. Muito bom!

março 14, 2006

Um grande mistério se formou na órbita deste blog. Uma verdadeira incógnita que já dura semanas. E o clima de perplexidade só aumentou depois de uma consulta ao Site Meter e da constatação de que o leitor entra aqui todos os dias. Até certo ponto, fico lisonjeada. O problema é a circunstância. Ele (ela / it) entra em vários mecanismos de busca (já vi Google, Yahoo, AltaVista, etc, etc...) e digita as seguintes palavras:

Meteoro que caiu na Bahia.

Não sei de nada disso. Tampouco está publicada no meu blog essa notícia. Mas a pessoa insiste em clicar no link do 50kg e me visita todo o santo dia. Alguém me diga: caiu algum meteoro na Bahia? Algum jornal publicou essa matéria? Em janeiro, não senti nenhum tremor de terra ou efeito desse tipo quando estive por lá.

Fala aí, carioca? Qual é a desse meteoro?

março 13, 2006


Atualizando... O Mano voltou para os Flamejantes. E o serviço da semana é esse: Mano (vulgo Lazarus) na bateria, Zacani no vocal e baixo, e Jojô na guitarra e também no vocal, se apresentam na próxima sexta-feira (dia 17 de março) no Garagem Hermética, às 22h30min. Eu vou com certeza. Quem quiser me fazer companhia, manda um e-mail que eu providencio os ingressos. No repertório, além dos clássicos da banda, está incluída Tell her tonight, do Franz Ferdinand. Gostei...
E na quarta-feira, uma estréia: pela primeira vez irei a um show com o meu pai, e também acompanhada pela Mari. Carlos Santana no Gigantinho. Garantida a dose semanal de música.

março 12, 2006

Porque um cafezinho sempre pode mudar a vida de alguém...


O fim da semana veio acompanhado de inovações. Daquele tipo construtivo de inovação. Na sexta-feira, iniciei o curso de pós-graduação em Jornalismo Literário. Isso significa que, de 15 em 15 dias, assistirei a 12 horas de aula em apenas dois dias, ouvindo e aprendendo sobre um assunto que é uma das minhas paixões desde a faculdade. O curso está sendo promovido pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário, e nossa primeira aula foi com o presidente da ABJL, Celso Falaschi. Além de toda a teoria sobre o tema, também faremos muitos exercícios e práticas de reportagem. Estou empolgada. Então, na medida do possível, quero publicar aqui no 50kg alguns textos elaborados na aula. Então vai o primeiro. Saímos na rua e "conversamos" com um objeto qualquer encontrado nas redondezas. Conversas com seres inanimados? Moleza pra louca aqui...

Da calçada, pude ouvi-lo bem mansinho. Psiu, ei você aí, ele disse. Sua voz soava tão baixa quanto sua própria estatura: 40 centímetros. Ou um pouco menos. Pois o gorro vermelho em sua cabeça ajudava a disfarçar a pequenez. Seu rosto, contornado por uma barba bem aparada, era iluminado por um sorriso e destacado pelo grande nariz. Ao constatar meu interesse, ele revelou que as pessoas felizes são assim mesmo: possuem um farto nariz e estão sempre mostrando os dentes. Eu o reconheci de imediato. No entanto, ele tratou de contar sua trajetória. Era um personagem importante e possuía amigos da nobreza. Branca de Neve?, eu perguntei. Não, ele retrucou. Príncipe Charles, é claro. Eu ri e ele explicou que nascera da terra e, depois de ser transformado em cerâmica e delicadamente pintado, foi trazido para a Cidade Baixa em Porto Alegre. Hoje, atrás de uma grade de ferro, faz companhia ao cachorro dos seus donos. O nome do cachorro, eu prontamente quis saber. Charles, é claro, ele respondeu.

março 09, 2006


Mr. Flag me comprou o DVD do Muse. Vou repetir: Mr. Flag me comprou o DVD com a turnê Absolution do Muse. De aniversário. Adiantado... E concordou em me entregar ontem, muitos dias antes do dia 28 de março... Mas ele sabe o que é bom. Bom de verdade. A chegada desse DVD foi um fato tão importante que eu e o Mano fizemos questão de organizar uma sessão de estréia. O nosso encontro aconteceu ontem, lá no meu apartamento, e começou com uma janta, que eu preparei carinhosamente. Lavamos a louça, como bons roqueiros. E tomamos um café. Pois ninguém é de ferro. E como foi divertido. O show está muito bem gravado, e com uma produção incrível. O DVD registrou a performance do trio no Festival de Glastonbury em 2004. E também inclui cenas de show da banda na Califórnia e em Londres. Performances arrasadoras. Gritos. Distorções. Muita guitarra. E um contrabaixo que é a alma da história. Muito, muito bom. O próximo passo é esperar que o Muse publique no site as datas da próxima turnê. E analisar todas as possibilidades de shows, próximos do Brasil ou em outros continentes... Já sacaram, né? Eu vou. Com certeza.

março 07, 2006

"O grande chefe chamou a equipe de coordenadores e disse:

- Ordens superiores. Aqui está a lista dos funcionários. Só saímos daqui quando tivermos a decisão de quem será demitido.

Nos olhamos. Algumas sugestões foram dadas.

- A Camila, da recepção.

- Mas ela está grávida de sete meses.

- A Leila, da biblioteca.

- Ela acabou de comprar um apartamento.

- O Vilson, dos serviços gerais.

- Se ele for embora, a empresa pára."

Foi horrível. Confesso. Com muita inspiração e solidariedade, encontramos a solução para que ninguém fosse embora. Mas, com certeza, isso vai render um conto novo.

março 06, 2006

Eyes, boring a way through me
Paralyse, controlling completely
Now there is a fire in me
A fire that burns

This fire is out of control
I'm going to burn this city
Burn this city

março 04, 2006

Eu sei. Sou uma espoleta. Não consigo ficar quieta. Sou do contra. Adoro uma briga. E pago para entrar na discussão se o assunto vale a pena. Enlouqueço, tenho que ser contida, tento me desvencilhar e partir pra cima. Na realidade, sou uma grande encrenqueira no corpo de uma pequena delicada menina. No fim das contas, procuro me lembrar de que sou zen. De que posso rir desse tipo de coisa. E de que devo, acima de tudo, perdoar. Pois esse é o dom. Aprenda: esse é o dom. Mas, sempre tem um mas... Tem uma coisa que eu não perdôo: falta de respeito profissional. Puxada de tapete no ambiente de trabalho. Sacanagem, sujeira, sem vergonhice... DO CHEFE!!!!! Fiquei tão irritada ontem que pedi demissão. Nem me lembrei de todas as contas, da passagem aérea ainda não paga. Chutei o balde. Mas não oficializei. A equipe das três revoltadas do apocalipse se reunirá hoje à tarde. E vamos tomar a decisão juntas. Então, talvez, na segunda-feira, eu quebre tudo lá no Conselho. Sabe, para liberar um pouco a revolta da pessoa...

março 02, 2006


O Alex e o Bob do Franz Ferdinand visitaram o Pão de Açúcar. Foi na terça-feira de Carnaval. Que lindo! Que saudade! Que tudo de bom! Que fãnzoca de meia tigela eu me tornei. Ahã... Virei adolescente de novo.

março 01, 2006


Para resumir: conhecer o Rio de Janeiro foi uma experiência fantástica. Além de estar muito empolgada com o ingresso do Franz Ferdinand na mão, conheci muita gente sensacional. A gauchada marca presença em peso no Posto 9 e em vários lugares. Destaque especial para a Camila Macedo, atenciosa e querida anfitriã da minha estada na cidade.

Fiz a maioria dos passeios que os turistas fazem: Bondinho do Pão de Açúcar, Museu de Arte Moderna em Niterói, Ipanema, Copacabacana, Corcovado, Confeitaria Colombo.

Foi no Centrão o maior susto da minha viagem... Uma jornada para ser completa, precisa de uma pedrinha. E, de repente, ter me perdido no Centro, à noite, sem avistar um táxi sequer, por aterrorizantes 20 minutos, não foi tão ruim assim...

O show do Franz Ferdinand aconteceu no Circo Voador no dia 23 de fevereiro. Lotadaço. Agitadaço. Inesquecível... E em fiquei em transe total. Por horas. O lugar é muito legal. Assim como a Lapa. Fiquei impressionada com a quantidade de bares e a movimentação noturna.

Voltei no domingo, com peso a menos na minha bagagem e estresse a mais na cabeça... Roubaram minha nécessaire de dentro da mala... Roubaram! Quando cheguei em Porto Alegre, vi que estava faltando. Isso, depois de um vôo de São Paulo para Porto que atrasou mais de três horas... Varig é lixo... Perderam a cliente.

E o Rio ganhou uma fã... Incondicional.

... porque uma viagem para a Serra Gaúcha também pode ter seu momento "mico". E se for com a Mari, inclui fantasias... E tranças falsas.

fevereiro 28, 2006

Carnaval totalmente...

YEAH!!!

fevereiro 21, 2006



"E lá vamos nós". Amanhã embarco para o Rio de Janeiro para ver o show do Franz Ferdinand. Essa é a programação principal da viagem. Mas tentarei conhecer um pouco da cidade. Volto no domingo de Carnaval. Claro, já sambando dentro do avião... Até!

fevereiro 19, 2006

Não consigo mais escrever aqui todos os dias. * E as notícias são tantas que, com certeza, eu não conseguiria.

O pai da Dany faleceu na sexta-feira. * Não consegui falar tudo o que queria e rezei para que meu silêncio no telefone soasse como "estou do teu lado, te mandando muita força, te querendo muito bem como sempre".

Meus pais voltam amanhã para Porto Alegre, depois de mais de uma semana de viagem pelo Brasil e estada de cinco dias em Rondônia. * A viagem vai demorar dois dias e três noites, ou três dias e duas noites... hummm.

A Sabrina embarcou hoje para Buenos Aires. * Vai assistir os Rolling Stones.

Eu embarco na quarta-feira para o Rio de Janeiro. * Vou assistir o Franz Ferdinand.

Pintei o cabelo da Mari hoje. * Ela disse que ficou escuro.

Queria dormir a tarde toda. * Mas uma dor nas costas me impediu e está me tirando o fôlego.

Tenho dois dias de intenso trabalho pela frente. * Vou dormir daqui a pouco.

Beijos. * Beijinhos...

fevereiro 15, 2006

Às vezes, eu acho que Deus brinca um pouco com a gente. Ou então, a vida é mesmo uma grande sucessão de coincidências. Aconteceram tantas coisas nas últimas 24 horas, que minha cabeça parece uma panela de pressão...

fevereiro 12, 2006

Recapitulando. Quase uma semana sem notícias. Uma semana que valeu por duas. Na terça-feira, fui uma das convidadas do Saraoq?!?!, um novo projeto da Nóia e do Napp, que mistura poesia, sarau e doses alcoólicas honestas. O evento aconteceu na casa do Napp, na zona sul de Porto Alegre, e reuniu escritores e jornalistas da cidade. Uma coisa muito chique. E com um pôr-do-sol que, com certeza, vale milhões.


Na quarta e quinta-feira, fiz uma visita aos meus pais. Dois dias juntos, para compensar o breve período que vamos ficar afastados. Eles viajaram de carro para Ji-Paraná na madrugada de sábado. Desde então, a família toda se monitora por celular (que santa invenção para momentos como esse...). E eu vou olhando no mapa a evolução da viagem. Hoje à tarde, eles já estavam em Dourados no Mato Grosso.Tudo indo muito bem...

Na sexta-feira, o grande evento foi o casamento da Sonia e do André. Tudo muito lindo e muito divertido. Mesmo com o pequeno detalhe de que meu vestido era da cor de toda a decoração do salão... Levei na esportiva e acabei fazendo mais piada do que todo mundo sobre o assunto.

No sábado, dia de plantão básico na Casa de Cultura. E momento "planejar o futuro", discutindo possibilidades. Aguardem novos capítulos.

E hoje, para encerrar a semana, dia de almoço em família. Como o Mr. Flag teve que trabalhar, cozinhei uma comidinha especial para a Mari e o Mano. Tudo ao som de muito boa música. Arcade Fire. Que, por sinal, será inevitável terminar esse post sem mencionar... Que CD maravilhoso...

You gotta be the one,
you gotta be the way,
your name is the only word,
the only word that I can say!


Por hoje é só. Termino aqui o plantão 50kg - Especial de domingo.

fevereiro 06, 2006

A indicação ficou durante dias na capa do Blogger. Somente hoje fui dar uma olhada. E é impressionante.

http://rrrrrrrrrrrrrnnnnnnnnnnhhhh.blogspot.com


Passei o fim de semana de preguiça. Escrevi uma matéria de três páginas sobre um evento que o Conselho fará em Gramado em maio. E sofri. O calor estava insuportável e as oito horas a menos de sono acumuladas durante a semana passada começaram a pesar. Ainda não decidi minha vida em fevereiro. A outra semana de férias, que eu tiraria antes de março, está temporariamente cancelada. Não sei o que será de mim em fevereiro, nem no Carnaval. Mas confesso: estou com uma coceirinha no pé para largar tudo e ir na empreitada que meus pais farão... Para alguns, inacreditável. Para mim, uma oportunidade de passar por lugares e estradas nos quais nunca estive. Eles ainda não têm data definida. O certo é que, antes do dia 18 de fevereiro, seguem para Rondônia com o carro da Moni, a Tess na carona e algumas caixas e malas. Mais de três dias de jornada. Uma aventura. No sábado, conferi o trajeto no mapa rodoviário que o pai comprou. E já aproveitei para mostrar para a Tess e prepará-la para a árdua tarefa de se comportar durante todo o caminho. Na foto, nos estamos discutindo as distâncias entre os principais trechos. Moni, ela está sentindo a tua falta...

fevereiro 03, 2006


Nossa festinha de despedida da Moni ontem à noite. Na foto: eu, Moni, Mano e Mari. Os manos...

fevereiro 02, 2006

Os acontecimentos de nossas vidas têm velocidades distintas. Por vezes, sabemos de algo e aguardamos que aconteça com a velocidade de um trem antigo. É possível ver a fumaça atrás do morro e acompanhar o aumento de barulho das rodas dos trilhos e o seu apito cada vez mais próximo. Em outras vezes, o fato nos pega tão de surpresa, que é impossível qualquer preparação prévia. Como um trem-bala, um meteoro, um foguete espacial.

No caso da minha família, o acontecimento primeiro se apresentou na forma de uma amável tartaruga. Sabíamos que podia acontecer, mas estava tão longe. Depois de um tempo, veio o alazão, mais veloz, mas igualmente distante. E eis que, para a grande surpresa de todos, o meteoro caiu hoje, bem no meio da sala de estar.

A minha irmã está indo embora. Desde o ano passado, ela estava se candidatando a uma vaga de professora em um novo hospital veterinário da Ulbra. Passou em duas seleções e foi comunicada informalmente da contratação. Hoje, disseram que ela precisa estar lá amanhã. Então, os 15 dias que teríamos de despedida, se transformaram em menos de 24 horas.

A Moni já está de malas prontas, passagem comprada e esquema para transporte dos pertences maiores. Viaja amanhã. E vai para lá... lá, bem longe... Para uma cidade chamada Ji-Paraná em Rondônia. Vai começar uma vida nova, com a Tess é claro. Já disse que vou visitá-la com certeza. Mas só de pensar que não vou vê-la toda a semana, me dá uma dor no coração. Temos pouca diferença de idade e, por esse motivo, até os dez anos, fizemos tudo juntas. Até as mesmas roupas nós usávamos, com cores diferentes. Eu sempre estava de azul. A Moni de vermelho. Tínhamos nossas bicicletas e esfolávamos o joelho juntas. Estudamos no mesmo colégio até os meus 16 anos. Fizemos as nossas primeiras tatuagens juntas, no mesmo dia e mesma hora.

E eu só posso dizer que vai ser difícil. Porque esse é o tipo de acontecimento que exige readequação. E que deixa que a gente chore um pouco e mate as saudades. Querida Moni, meu celular e minha Internet estarão ligados para que a gente se fale sempre. E que essa tua nova vida seja de muito sucesso e muita conquista. Te desejo tudo de bom hoje e sempre. Te amo! Boa viagem!