maio 26, 2007

Noite fria. Noite de Dublin Pub. Aniversário da Andréia do trabalho. Pessoas queridas do trabalho. Mr. Flag. Muita comida. Muitas conversas. Passeios nas calçadas do Moinhos de Vento. Aqui ao lado, eu e Ana. Encerrando a semana, depois de um grande tropeço no sábado. Mais tarde eu conto a peripécia. Câmbio desligo. Bye.

maio 25, 2007

Hoje eu trabalhei o dia todo. A tarde toda. Xxxx xx xxxxxxx xxxx xxxxxx xxx xxxxxxxxx. Mas almocei com o Napp. E já valeu. Valeu muito, Napp! Além disso, consegui terminar várias tarefas, x xx xxxxxxxx xxxxxx xxxxxxxxxxxxx. Mas depois, fiquei com a consciência pesada por ter xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxx xxxxx. Resumindo: xxx xxxxx. Desenvolvi uma completa intolerância ao xxxxxxxxx xxxxxx xxxxxxxx xxxxxxxxxx. Até sei o que fazer, mas não o farei. Xxxxxxx xx xxxx xxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxx. Só ri um pouco porque a Ana, minha colega de sala em todas as tardes de maravilhoso pôr-do-sol do Guaíba, falou umas bobagens e eu achei graça. Tudo bem. Ela também ficou me pedindo (repetidas vezes, xxxx!) para que eu escrevesse sobre ela aqui. E ignorou completamente a cuca de chocolate com morango que eu trouxe para o nosso lanche. A Memeca não gosta de morangos!! Tudo bem. Ela é uma fofa da Fofolândia (saudades, Manu!!!) e merece algumas linhas e a minha amizade. Já xx xxxxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxx xx xxx, não merecem nada. Sexta-feira censurada. Xx xxxxxxxx xxxxxx xxxxxxxxxxxxxx Xxxxxx. Trabalho para levar para casa. Que venha o fim de semana! Xxxxx.

maio 23, 2007

Mais de duas semanas na seca. Acho que, talvez, mais de três semanas na completa abstinência. Eu queria muito. Sabia que queria. Em alguns momentos, mal controlava a vontade. Foi difícil. Tive dores no corpo todo. Sem falar na dor de consciência. Essa demora ainda mais para passar. E deixa rastros de culpa por todos os lados. Ah, mas como eu queria. E não estava aí. Até tinha vontade de jogar tudo para o alto, às favas com os compromissos, que se ralassem as conveniências... Hummmm. Claro, sempre arranjava uma desculpa. Não, hoje não. Está frio. Está quente. Olha o trânsito!? O que vão pensar de mim se eu sair escondida? Segurei, reprimi, sufoquei literalmente. E hoje não teve mais jeito. Liberei a franga corajosa que existe dentro de mim e, depois de semanas trabalhando até mais tarde e tentando me adaptar a uma nova rotina, fugi para o meu prazer, meu paraíso nada secreto.

Depois de duas semanas - ou três - de seca, voltei para o yoga. Parece que estou respirando novamente... Suspiros...

maio 21, 2007

Com a mão direita, pego a caixinha de lenços de papel. Com a esquerda, abraço as pernas dobradas sobre o sofá. Emocionada com a vida real da telinha, choro todas as vezes que assisto Grey’s Anatomy. Hoje, chorei mais. Solucei e tive que enxugar as lágrimas. Fiquei desesperada com tanta massagem cardíaca e agonia. E cheguei a pensar no que comentaria com a Nóia no dia seguinte. E do que o Napp riria de nós duas, falando sobre séries de TV durante o almoço todo. E fiquei mais triste ainda. E chorei mais ainda. Acho que o problema são os hormônios. Ou o trabalho. Ou estar com a cabeça ocupada demais. Ou falta do blog. Ou falta de idéias. Ou simplesmente vontade de ficar jogando conversa fora um tempão, e gargalhando das bobagens que se fala. Ou das tragédias internéticas de, sem querer como a Aninha fez, descobrir quem são os finalistas do American Idol. Ou um alívio pelas coisas da Moni terem se resolvido bem em Ji-Paraná. Ou uma sensação boa de recuperar o próprio corpo depois de dias e dias de terrível gripe. Curtir isso e dormir o domingo todo no sofá da casa do pai e da mãe, dividindo um cobertor de alguns anos de história com a Tuti. Mil coisas... Milhões de coisas. Nada e completamente tudo ao mesmo tempo. Minha segunda-feira.

maio 13, 2007

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!

maio 08, 2007

Preciso voltar para o yoga. Urgente. Pensamentos incontroláveis tomaram conta da minha cabeça. Exigem um resgate altíssimo. Estão amendrontando os reféns. Ameçam explodir tudo e passar para a fase do impulso. Daí, poderá ser tarde demais para qualquer vergonha, moral ou arrependimento. Alguém, sério: pára isso tudo que eu quero descer! Agora!

maio 06, 2007

Levantei do sofá, e o salto do sapato desprendeu inteirinho. Solto ao lado da almofada. Estou assim... Caindo aos pedaços.

maio 05, 2007

Muita boa essa. Conversa de boteco. Altas horas. E Tarantino na cabeça... Mr. Flag me mostrou, e está surpreso até agora... Congelado em pensamentos...

maio 03, 2007

O mundo é guiado pelo acaso. A contingência nos persegue todos os dias de nossas vidas, e essas vidas podem ser tiradas de nós a qualquer momento - sem nenhuma razão. Quando Flitcraft termina seu almoço, conclui que não tem escolha senão submeter-se a esse poder destruidor, e pôr abaixo sua vida por meio de algum ato sem sentido, inteiramente arbitrário de autonegação. Vai combater fogo com fogo, por assim dizer, e sem se dar ao trabalho de voltar para casa, nem se despedir da família, sem se dar ao trabalho nem de tirar dinheiro do banco, levanta-se da mesa, vai para outra cidade e começa a vida toda de novo.

Noite do Oráculo, de Paul Auster

maio 01, 2007

Amizade é um castelo de areia. E, às vezes, eu corro tanto, me distraio, que não vejo, tropeço e desmancho tudo... Areia misturando com areia, eu caindo no chão junto. O pé dói, o tornozelo arde. Me abaixo, pego a pá e finco forte no chão. Levantando tudo de novo. E as torres sempre ficam tortas. A textura sempre fica diferente. Um monte de areia desconjuntada, com histórias em cada grão. Boas e ruins. Ou se convive com isso. Ou deixa o vento levar. Porque é preciso duas pessoas para proteger o castelo. Essa é uma verdade incontestável.

abril 30, 2007

Sábado. Compras pela manhã. Almoço com o pai e a mãe. Compras à tarde. Duas horas de leitura no fim da tarde. Pernas para o ar. Abajur ligado. Filme ruim com amigos no AeroGuion. Jantar maravilhoso com amigos no Atelier das Massas. Domingo. Remédio cedo. Sem enjôos ou mal-estar. Café da manhã. Trabalho. Almoço. Trabalho. Chimarrão e café. Jantar dos 50 anos da Rádio Guaíba. Cedo na cama. 23 horas. Mais uma hora de leitura. E terminei o livro. Delícia. Aí dormi...

abril 28, 2007

Have you been drinking son? You don't look old enough to me
I'm sorry officer is there a certain age your supposed to be?
Because nobody told me

...

abril 27, 2007


Ontem, tive acesso em primeira mão (nada como ser uma pessoa bem relacionada... um beijo para todos os meus amigos!), ao caderno especial que circulará no Correio do Povo. Com oito páginas, o material é um registro dos 50 anos de história da Rádio Guaíba. Isso aqui vai parecer coluna social... Mas vamos lá... A redação e pesquisa do caderno foram realizadas pelo talentoso, esforçado e coisa-mais-querida-que-é-o-meu-marido Elio Bandeira. O projeto gráfico é de autoria da queridíssima Vivian Gamba e a capa é da blogueira e fofa Lu Castilhos. A edição foi do meu ex-colega de Gazeta Mercantil Paulo Mendes. O caderno vai circular no Correio do Povo na próxima segunda-feira, dia 30 de abril. Se você é como eu, adiantadinha e louca pra saber de tudo antes, pode ler o material em PDF na página da rádio – www.radioguaiba.com.br / Seção Conteúdos dos 50 anos / Correio do Povo Especial.

Atualizando: esqueçam tudo o que escrevi acima. Bem, quase tudo... Os fofos continuam. Mas o caderno... quanta diferença. E desconsiderem o link acima. Terão que esperar pela segunda-feira. E não pensem que o caderno atrasou... Nãoooooooooo... O caderno estava pronto. O que atrasou foi o ego. Literalmente. Esperem até o dia 30. Encartado no Correio do Povo mais próximo de você.

abril 23, 2007


Jornalista gaúcha procura patrocínio para incursão literária e cultural na cidade de São Paulo. Viagem ao mundo de Clarice Lispector. Contatos nesse blog, com Lu Thomé.

abril 20, 2007


Semana corrida. E, muitas, muitas, muitas novidades. Quando penso que as mudanças encerraram, é daí mesmo que me engano... As surpresas são boas. Mas é tudo segredo ainda. Virei a mulher dos segredos secretos mais que secretos.

Mas, um deles, já ganhou até sua primeira divulgação. Aconteceu, na quarta-feira passada, a primeira reunião do projeto Ficção de Polpa, idealizado e coordenado pelo meu querido amigo Samir Machado de Machado. Os escritores se encontraram no Gibi Bar (lugar muito legal... mesmo!) e o registro foi publicado no blog http://gibibar.blogspot.com. Confere lá. Euzinha, bem na esquerda da foto...

E aguardem, em breve, mais informações sobre horror, ficção científica e fantástico...

abril 16, 2007

Conversa de domingo pela manhã. Tentando organizar a semana. Eu no banheiro, passando creme no rosto. Mr. Flag na sala, olhando TV.

- Elio, vai jogar futebol na quarta?

- Sim. E tem jogo do Inter na quinta.

- Ah... Que horas?

- 19h15min...

- Hummm... E vale alguma coisa a partida?

- Sim. Claro.

- O quê?

- A vida...

Semanas futebolísticas são sempre mais conturbadas que as outras. A torcida prepara uma ôla, e eu não consigo dar os olés no adversário. Contra o Inter, perco o jogo sempre...

abril 13, 2007


abril 12, 2007

Minha doutora preferida.

abril 11, 2007

Eis que me olho no espelho. E constato sem erro ou vergonha: estou me tornando uma profissional decidida, quase-quase-bem-sucedida e totalmente capitalista. Como aquelas pessoas que eu admirava quando saí da faculdade aos 20 anos. Mesmo não reconhecendo isso em público. Pode ser um novo tempo. Pode ser, simplesmente, um sonho temporário. Então, falta só um tailleur no meu closet das nuvens.

abril 08, 2007

Eu acho o mundo um lugar lindo. Acho mesmo. Dificilmente fico entediada quando estou ao ar livre. Paisagens urbanas, rurais.

Tenho medo é das pessoas. Especialmente de algumas. E, realmente, não entendo... Por mais que tente.

abril 07, 2007

As moscas do apartamento do Sr. Franklin requisitam permissão para apresentar seus respeitos a Madame Helvétius, e para expressar em sua melhor linguagem sua gratidão pela proteção que ela tão gentilmente tem-lhes emprestado:

Bizz izzzz ouizzzz izzzzzzzz etc.


Como escolher amantes e outros escritos, de Benjamin Franklin

abril 03, 2007

Me comprometi ontem. Até coloquei pilha nova no MP3 player. Também separei a meia e os tênis. Caminhada na terça-feira pela manhã. Planos de ir até a Encol. Talvez ir de carro, caminhar lá... Começando devagar. Planejei quase tudo. Menos a chuva.

março 28, 2007

30 anos.

março 26, 2007

O ideal seria fazer tudo com o piloto automático desligado. Voltar a sentir. Girei a chave na ignição, e ouvi o barulho do motor. Liguei os faróis, e acelerei um pouco. Dei a ré, manobrei entre os carros. Pisei no freio. A luz vermelha refletiu na parede branca da garagem. Dei mais um pouco de ré, entrei na vaga e fui até o fundo, acelerando um pouco mais. Parei. Ouvi o barulho, passando as mãos no volante. Desliguei. Abracei o volante, e dei um beijo. Virei rápido o rosto. Eu não queria chorar, não queria... Fechei a porta, e ainda olhei mais um pouco para ele. Todo vermelhinho. Um dos amores da minha vida. E me despedi. Obrigada, Dequinho. Por ter sido meu companheiro infalível nos últimos dez anos. Vou sentir saudades...

março 23, 2007

A impressão que eu tenho é de que, de repente, resolvi crescer. Como se tivesse que provar algo para o mundo nesses poucos dias que separam os 29 dos 30. Preparei propostas. Pensei em economias para planos futuros que podem ser concretos. Não gastei em bobagens. E tive pesadelos a noite toda depois de tomar a decisão de que estava na hora de deixar o meu ursinho vermelho, que sempre amei muito, de lado. Mais um passo hoje. Na realidade, uma corridinha. Vou ali. E já volto para contar.

março 21, 2007

A casa que João Abelardo avista com portões arriados se anuncia em sorriso e baba, nas costas das mãos que enxugam os lábios. João Abelardo balbucia um até-que-enfim e ainda suspira como um velho. Ou como um bêbado. A gorda já disse que tomar cachaça envelhece, e é para ele parar de suspirar. João Abelardo sempre escutou que roupa suja se lava em casa. Mas a essa altura ele já não tem mais casa. Sua mulher já não lava suas roupas e diz que ela não presta. Por isso João Abelardo que provar hoje que existe e João Abelardo foge de sua casa e vai parar em frente à porta com luzes multicores.

Como se moesse ferro, de Altair Martins

março 20, 2007

Eu tive quatro anos de carinho pela Casa de Cultura. Eu tive quatro anos de convívio com o Sergio Napp, que me ensinou a sentir muito do carinho verdadeiro que ele tem pela Casa de Cultura. Mesmo afastada de lá em janeiro, mantive contato com pessoas queridas, que me contaram atualizações sobre a Casa. Muita coisa me revoltou. Me esforcei para esquecer, para deixar tudo isso de lado. Fui chamada de amarga, por tecer críticas aos novos métodos de trabalho dos novos funcionários da nova Secretaria de Cultura. Mas, simplesmente, não consigo ser uma barata insensível. E novos fatos, acontecidos ontem, concretizam a minha revolta na forma de um grande ponto de interrogação.

A única coisa que eu pergunto é POR QUE.

O Seu Vitor foi exonerado. Depois de mais de 13 anos de serviço. Não existe sequer justificativa política para isso. Eles prometeram consertar a situação, mas não sei como ficou.

Depois da exoneração em janeiro, quase todos os cargos da CCMQ permanecem sem substituição. Ou pior: foram dados para novos funcionários, que estão trabalhando em outros locais. Deserto total.

Grande parte do acervo da Biblioteca Pública será levado para a CCMQ. Isso vai representar muitas alas, andares, setores desativados. Por quê? Se até mesmo eu sei que existia uma proposta de levar a biblioteca para o Cais do Porto, e reativar o espaço em períodos fora da Feira do Livro. Para vocês terem uma idéia: além de salas de oficinas, até mesmo salas de exposição serão ocupadas pelos livros.

E o grande golpe de ontem: exoneraram o Luiz Carlos Pighini. Não sei dizer há quantos anos ele era diretor da Cinemateca Paulo Amorim. Mas acompanhei bem de perto a batalha dele para que os cinemas da CCMQ não fechassem, depois que perderam o patrocínio do Unibanco. O que vai acontecer com a Cinemateca agora?

A instituição Casa de Cultura Mario Quintana praticamente não existe mais. Seus teatros foram repassados ao Instituto Estadual de Artes Cênicas. Todas as galerias agora pertencem ao Instituto de Artes Visuais. A Biblioteca Pública desalojou o Núcleo de Artes Visuais.

Não quero mais aguardar os próximos capítulos. Porque, contrariando as minhas mais otimistas expectativas, cada notícia nova consegue ser muito pior que a velha. Minha esperança é que, ao escrever isso, eu supere um pouco, me distraindo com outras coisas. Porque, se o ritmo permanecer, a pouca cultura que já existe no RS terá que ser reconstruída a partir de escombros.

Agüenta Casa!!! Rezo pelo retorno dos teus tempos áureos. Tempos de valorização e verdadeiro incentivo à cultura. Época que, infelizmente, eu não presenciei como funcionária. Somente como visitante. Volta 1990!

março 18, 2007

Faltou luz na casa dos meus pais quase todo o domingo. Eu parecia um celular, apitando bateria fraca. E, sem energia elétrica, acabei apagando e dormindo muito. Sem força nenhuma.

março 17, 2007

Feliz aniversário, Déia! Mazal Tov! Tudo de muito bom!

Não vou apelar ao habitual exagero e dizer que as formigas "invadiram" a minha cozinha. Mas, no café da manhã de quarta-feira, ver quase 100 delas percorrendo a parede de azulejos, para cima e para baixo, me fez bolar um plano estratégico. Essas aventuras domésticas. Primeiro, não desisti do meu café com leite, quente e como eu gosto. Fui tomando. Passando mais um pouco de geléia no pão. Fui comendo. E observando as criaturas. Umas subiam, e outras desciam. No meio do caminho, algumas pareciam se esbarrar. Como quando tu caminhas na rua, vai desviar, e o outro desconhecido desvia para o mesmo lado, e quando se aproxima dá uma esbarrada de leve e diz Desculpa, desculpa aí... Ou se for um dia péssimo, ainda dá um impulso e tudo vira encontrão mesmo. Droga! Bom, as formigas. Umas se esbarravam, e pareciam pedir desculpas. Outras paravam, e conversavam um pouco. Talvez sobre aquele nariz gigante que estava observando o trabalho delas. E olhando com detalhes, percebi que a fila ia para lugar algum na parte de baixo, perto do chão. Mas a outra extremidade estava situada num buraquinho, numa falha do rejunte. Algumas entravam ali e não saíam mais. Consultei o Google. Na mosca. Ou melhor, na formiga! Hoje em dia, com a ajuda da Internet é possível ser uma dona de casa exemplar. Posso estar ali escrevendo um texto e, no intervalo, descubro como me livrar das formigas. Os sites indicavam cravo-da-índia para os armários. Limões cortados (e murchos!!!) para a pia da cozinha. E todos eram categóricos: nada de sair matando as formigas ou jogar veneno no buraco. Fechá-lo era mais do que o suficiente. Eu não tinha aqueles tubos de silicone, não tinha uma barra de sabão. Abri a geladeira (ela, sempre ela!!) e achei o Super Bonder. Dois segundos, uma passada de pano no azulejo para afastar as mais próximas e pá!!! Fechado. As exatas 79 que ficaram do lado de fora enlouqueceram e logo estavam fora do páreo. Contei feliz para todo mundo a minha façanha. E, pior, eles também foram categóricos: Porto Alegre está tomada de formigas. Todos os bairros. E, sim, "elas vão achar outro buraco, lindinha." Ai... Voltei para casa à noite e lá estavam elas... Saindo por outro buraco! Passei o pano, limpei, e fechei. Depois, outro buraquinho. Pano, limpeza, cola! Hoje pela manhã, vi que elas estavam saindo pelo buraco da tomada. Com a eletricidade. Choque total. E agora acabei de ver uma no teclado do note... Peraí... dyt´jkrhóqWEF~M [p8o hn´joj0i3ig0qrjo´h13g
VFPOHE´JO... jnmmeytum i,68º.)`r99509-j50... Deu. Elas tomaram conta. Seqüestraram a cozinha... Agora, querem o meu trabalho também! Lá vai a triônica... Formiga Atômica!

março 16, 2007

Pequenos tormentos da vida estão impedindo que eu encontre o meu melhor amigo nessa semana. Tudo bem. Estou com saudades. E não vou permitir que essa distância continue. Ou pior: não vou permitir que essa distância cristalize e se instale. Ok?

março 13, 2007

A Livraria Cultura deveria me ajudar. E me deixar entrar lá só uma ou duas vezes por mês. Pois eu almoço no shopping, acabo dando uma passadinha, bem rapidinha, achando algo, e... comprando, é claro. Hoje, para fugir do calor, fui almoçar no Bourbon Country. Comi. Relaxei. E só fui dar um "oi" para as prateleiras da Cultura. Só um "oi"... Na primeira estante, encontrei algo muito legal. Um livro pequeno, capa dura e com uma edição cuidadosa. Paixão à primeira vista. O exemplar faz parte da coleção Pequenos Frascos da Editora Unesp. E a proposta está impressa na contracapa: "Livros transformam. Só alguns são breves. Pequenos fracos". Como não cair de amores? Comprei o Como escolher amantes e outros escritos, do Benjamin Franklin. Abri o livro. Surpresa... Um Franklin com encanto e humor. Gostei muito dos trechos que li. Tinha que comprar. E cheguei no caixa, ganhei o desconto Mais Cultura, e ainda R$ 10,00 de bônus. Esse é o meu mundo perfeito. Viciante...

A pessoa descobre que a radicalização é um caminho sem volta quando, depois de raspar a cabeça duas vezes, resolve deixar o cabelo crescer e corta normalzinho de novo... e ninguém nota.

março 11, 2007

For me
For you
For me
It's always for you

This sand is not asleep
It's moving under my feet


Eu, encantada pelo CD novo do Arcade Fire. E desconsiderando qualquer informação contrária a isso... Bom domingo. Domingo bom.

março 07, 2007

Alguns dias são muito certos. Outros são errados. Sem explicação, sem a mínima explicação. Hoje, foi um dia errado light. Como Coca Light ou Coca Zero. Na hora é bom, mas depois o sabor residual te incomoda por horas. Cheguei a receber boas notícias. Ponto pra mim no placar. Mas as coisas chatas também marcaram no score. Chatas, não... Chatinhas. Como aquela dor de cabeça que não te derruba, mas fica martelando. De leve e sempre. Tô aqui, tô aqui, tô aqui... Me irritei com um taxista no minuto que saí do portão do prédio. Me irritei no estacionamento, porque tinha um carro bem atrás no meu. Me irritei no trânsito porque abriram (e não fecharam!) um buraco no ponto mais crítico da rua Anita Garibaldi. Ou seja, três irritações e eu estava apenas a quatro quadras de casa, às 8h45min. O que se seguiu foi patético. As coisas acontecendo, e eu me irritando. De levinho. Mas me irritando. Assim foi até o fim do meu expediente, às 19h, quando desliguei o notebook e me atirei no sofá de casa. Não, ele não rasgou ou se arrebentou no chão... Mas estava um calor insuportável, que não agüentei ficar ali um minuto sequer... E fui me esconder dentro da geladeira.

março 05, 2007


Fim de semana em Gramado e Canela com Mr. Flag. Friozinho no sábado à noite. Jantar no Pastasciutta. Sol e nuvens no domingo. Compras e chocolates. Passeio para afastar o estresse. Risos e paisagem para afastar o mala-sem-alça profissional. Xô! Xô!!

março 04, 2007

Com vocês, The Magnificat.

A querida Andréia passeou por Jerusalém e arredores nesse fim de semana. E melhor ainda: me brindou com fotos lindas e enfeitou meu domingo com imagens. Na foto acima, uma parede com a tradução do Magnificat para o português, o canto de Maria ao visitar Isabel e saber que ela estava grávida de João. O lugar se chama Igreja da Visitação e fica em Ein Kerem, um vilarejo sagrado.

Saudades, amiga!

março 03, 2007

Às vezes, eu acho que sou uma espécie em extinção. Eu e alguns amigos. E isso não tem nada de especial, pois carrega a mesma dramaticidade da vida real, das coisas que são boas e acabam ou somem. Eu ainda tenho pudores ao chamar alguém via MSN. "Olá. Estou atrapalhando? Pode falar comigo?". Eu ainda digito as palavras inteiras, e me corrijo se a digitação rápida imprimir um erro na tela. Dou risadas. Se estou gostando de conversar e se quero que a pessoa saiba disso. "hehehehehehehe". Depois da conversa, eu dou tchau, me despeço. Combino um encontro outra vez, ou desejo algo bom. "Boa sorte no trabalho amanhã". Eu não colo muitos smiles, mas me sinto culpada em não dar atenção, se puder... É claro... Em alguns momentos é impossível fazer qualquer uma das coisas acima. Compreensível. O que eu não entendo é todo esse universo monossilábico. O cara me chama no MSN direto com uma pergunta seca. Depois da resposta, não escreve mais nada. Fica ali on-line, parecendo ofendido, ou grosseiro, ou qualquer coisa ruim. Ou, de soco, off-line. Escreve muitas abreviações. Ou se limita a sim, não, sei lá. E também por e-mail, se mando uma mensagem começando com "Prezada Fulana, tudo bem?". Explico tudo, dou as informações com atenção, para gerar o mínimo de dúvidas. Me despeço. "Um abraço". "Um grande abraço", se conhecer a pessoa. "Um grande abraço e qualquer coisa que precisar de Porto Alegre, pode pedir", se tenho muita consideração pela pessoa. E recebo de volta, exato um minuto depois, a palavra "Obrigada"... Eu me sinto horrível. O mundo digital é rápido. Mas desgasta com a mesma velocidade. E também facilita que a falta de gentileza se espalhe como macega.

março 02, 2007

Uma das práticas de 2007 é a contemplação. E ela é perfeita para os períodos em que não temos pressa, em que simplesmente evitamos essa ditadura do relógio. Eu saio caminhando de tênis ou sapato confortável, passeando por ruas que sequer havia passado de carro. Novos cenários: calçadas, edifícios, casas, janelas. Caminho olhando para cima, para os lados, para trás, para a frente. Girando o corpo, um pé após o outro. Hoje, voltando da locadora, contemplei pela milésima vez a minha rua. Do portão da entrada, avistei a janela do quarto do meu apartamento. A veneziana estava toda aberta e somente uma ponta do quadro da parede se mostrava. Tomei o maior susto. A impressão era que eu enxergava uma caveira, como essas de piratas. Me apavorei. Embora soubesse que a imagem é totalmente abstrata, feita por formas geométricas. Ui. Verdadeiramente, às vezes, olhando tanto, podemos encontrar coisas assustadoras. Ou, no mínimo embaraçosas. Como na vez que vi o vizinho jovem médico veterinário da casa da frente pelado... Tá, tá... Essa parte é mentira. Ele estava só de cuecas... Puxa...

Aprendi que ninguém é escritor sozinho. Que efusões líricas são derramamentos térreos, pedestres, rasteiros, que não se destinam a lugar algum. Aprendi que literatura não é salvação. Literatura é só literatura. Que o melhor é montar essa coisa intricada e exasperante, essa coisa que deve parecer fácil, quando não há nada mais complexo, essa coisa que deve parecer verdadeira, mesmo que seja fruto de ilusionismo e prestidigitação.

Por que sou gorda, mamãe?, de Cintia Moscovich

março 01, 2007

Fiz um planejamento legal de leituras. Nos últimos anos, comprei/ganhei muitos livros, e não encostei em quase nada. A idéia é acelerar, aprimorar e apresentar algo. Ao terminar de ler, publicarei um trecho aqui no blog. Aleatório, significativo ou interessante. Começo com um pouco de atraso, e sigo... Vai o primeiro da série.

"Falei 'O espetáculo de outono nesse outono é Hamlet, caso esteja interessada. Serei Yorick. Temos uma fonte que funciona de verdade. Se quiser vir à noite de estréia, é daqui a doze semanas. Acho que vai ser bem legal.' Ela disse 'Vou tentar', e pude sentir o ar de suas palavras contra o meu rosto. Perguntei 'Será que poderíamos nos beijar um pouquinho?' 'Perdão', ela disse, ainda que, por outro lado, não tenha recuado a cabeça. 'É que eu gosto de você, e acho que sei que você gosta de mim.' Ela disse 'Não acho que essa seja uma boa idéia.' Decepção nº 4. Perguntei por que não. Ela disse 'Porque tenho quarenta e oito anos e você tem doze.' 'E daí?' 'Sou casada.' 'E daí?' 'E nem conheço você.' 'Não tem a sensação de que me conhece?'"

Extremamente alto & incrivelmente perto, de Jonathan Safran Foer

Meu amigo Napp me ligou, e perguntou se eu tinha verificado o saldo de uma conta no banco. Respondi que não... Como era uma conta só para receber o salário de um emprego que eu não tinha mais, depois de limpar e levar embora até a poeira, nunca mais consultei nada. Pois bem. Fui conferir. E tinha uma boa quantia depositada lá. Ninguém me avisou oficialmente sobre isso. Mas, assim como Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, eu acreditei e aceitei. Meu sorriso foi de lado a lado no rosto. E fiquei pensando como nossa trajetória pode estar repleta de surpresas, como mini-mini-mini-Mega-Senas da vida. Mas, ainda sim, um prêmio. Ah, maravilha...


fevereiro 28, 2007

O trabalho fluiu hoje. Escrevi bastante. A leitura também rendeu. Terminei mais um livro. E resolvi me permitir encerrar o expediente jornalístico na hora do chá da tarde. Fiz companhia para o meu pai, que ficou doentinho e não foi trabalhar. Curti uma noite em família. A porta de casa aberta, o vento encanado refrescando, e todos nós na sala, no sofá ou no chão, rindo, jogando papo para o ar e rebatendo a peteca. E, na volta para meu apê, experimentei a receita da Marrie para afastar qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. É assim, simples... Envolve música, fones de ouvido, botão de volume e uma rua. Luz do sol ou luar. Não falha. É videoclipe exclusivo da sua vida acontecendo na hora... Instantâneo. E muito melhor para o ego que Miojo. Eu dancei na Silva Jardim hoje... Às 11 da noite. No asfalto...

fevereiro 27, 2007

O oráculo vem na minha direção. Não enxergo seus pés. Ele parece flutuar na fumaça branca e um pouco gelada. Estende o braço na minha direção. Indicador apontando para mim. E me diz: "Concedo a honra de perguntar qualquer coisa, qualquer mistério do universo ou pergunta sem solução". E eu digo: "Gostaria de saber por que me estresso tanto? Por que enxergo guampas em cabeças de cavalo? Por que me assusto com uma única palavra, ou e-mail que não teve graça? Por que acho que as pessoas deixam de gostar de mim? Por que eu sempre fico chocada quando as pessoas mudam? E me descartam como se eu fosse uma mosquinha verde? Era só o que eu gostaria de saber. Obrigada." Obviamente, ele virou as costas. E saiu mancando. É o inferno astral começando... E nada leve.

fevereiro 26, 2007

Estou sem carro (isso é uma coisa ruim-boa, porque ele estava batido e eu precisava arrumar). Estou quase sem trabalho (isso é uma coisa boa-boa, porque dei conta de tudo o que tinha, é isso que quer dizer "sem trabalho". Não sem trabalho). Tinha louça na pia e eu lavei. Terminei o Extremamente alto & Incrivelmente perto e chorei (porque é lindo e porque vou sentir saudades do Oskar, o meu já preferido narrador de todos os tempos). Descansei. Comi bolachas de chocolate. De duas em duas horas verifiquei se o pote de cinco litros (o novo inquilino do meu refrigerador) estava bem. Tortura de 24 horas até largá-lo (ou uma parte de mim também) amanhã no laboratório. Comecei a ler um novo livro (na verdade velho, um que eu larguei antes de começar o do Foer e me apaixonar). O cara do interfone fez uma cara de surpresa quando tocou a campainha e eu abri a porta (finalmente alguém estava em casa para ele pode trocar os fios e arrumar o aparelho). Nessa hora, vai me dando uma preguiça. Aí eu coloco meus chinelos e vou até a locadora, tirar algum DVD (que eu não tenha visto. Reprise de filme só de graça na tevê). Essa é a minha nova-velha-novíssima vida. Ai. Socorro!!!

fevereiro 25, 2007

Então... que a mudança se fez necessária. Muitas vezes me transformo em uma contradição ambulante, daquelas que desdiz o discurso sem o menor pudor. E, na última semana, um pingo reacionário apareceu, me incomodou e acabou se tornando uma chuva. Daquelas que mais parecem garoa. Mas que molham, principalmente o rosto e os cabelos. Então... que, no momento em que migrei o 50kg para as novas e promissoras terras do Blogger e do Google, perdi os meus arquivos. Claro, sem desesperos. Eles estavam lá, escondidinhos, sob a proteção da senha de atualização. Mas não estavam mais on-line. E não me lembrei de rodapés, asteriscos ou qualquer letrinha miúda fazerem uma referência a essa catástrofe da memórias de blogs e blogueiros. Graças ao carinho e atenção da Cássia (thanks, thanks!), descobri que seria necessário mudar o template. Fiquei duas horas escolhendo o ideal. Fiquei mais duas horas refazendo códigos de HTML e recolocando os links. E passei os dois dias seguintes, fazendo e desfazendo tudo, voltando para o blog antigo. Sim, algumas mudanças doem em mim como flechas. Sou a vovozinha de 100 anos que se nega a comprar um novo par de meias se aquele buraco ali pode ser perfeitamente costurado. Enfim, tudo isso para dizer que ontem eu respirei fundo cinco vezes, apertei o botão de "selecionar esse layout" e afastei o dedinho do mouse e do link voltar para o clássico. Mesmo sabendo que os clássicos são tudo nesse mundo. Enfim de novo, isso tudo para dizer que a casa está quase pronta, mas os comentários não querem aparecer de jeito algum. Estou tentando resolver o problema, consultando especialistas e tal. Devo solucionar na próxima semana. Isso se não aderir a um moderno modo de comentar que permite milhares de facilidades e maneiras de interação... ... ... Não. Claaaaaaro que não.

fevereiro 16, 2007

Depois de um ano de trabalho, eu mereço colocar o pé na areia, na água, no sol... na areia, na água, no sol... na areia, na água... durante cinco dias. As malas estão prontas. E amanhã vou para o Farol de Santa Marta, com a Mari e o Rogério. Paraíso. Protetor solar, livros, óculos escuros e minhas Havaianas. Retorno na quinta-feira! Por favor, não comportem-se. Por mim.

Até a volta. Bom carnaval!

fevereiro 15, 2007

Eu ligo o rádio e coloco no volume máximo. Porque só assim consigo me ouvir melhor.

fevereiro 13, 2007

Terminei o ensaio. Deixei um dia fermentando. Experimentei. O gosto não ficou tão ruim, mesmo com misturas tão diferentes. Revisei. Encerrei. Fui dobrando ao meio, ao meio, ao meio. Até ficar um quadradinho bem pequeno. E enviei por e-mail, preso naquele clipe minúsculo da mensagem.

fevereiro 12, 2007

Então, ele já tem quase 80 anos. E marca uma reunião no Menino Deus. Então ele dirige até lá. E chega na Marcílio Dias. Então, ele entra no estacionamento com seu Honda Civic zerinho. E procura uma vaga. Então, ele olha um espacinho. E acha que dá. Então, ele entra vaga. E segue acelerando. Então, ele não percebe que está encostando na lataria de outro carro. E segue acelerando. Então, ele chega até o fim da lataria do carro. E resolve dar ré. Então, vai procurar outra vaga. Porque, realmente, definitivamente, sem sombra de dúvida, sem margem de erro, sem qualquer tipo de desculpa esfarrapada ou o que quer que fosse... o carro dele não cabia na vaga.

Então, eu que fique com o meu carro velhinho, que eu amo tanto, já todo caidinho, com mais de 10 anos de uso, mas sensacional, companheirão de verdade... todo riscado. De fora a fora, na lateral esquerda. E às vezes, isso dói. Às vezes...

Trabalhei o fim de semana inteiro. Já tinha feito isso... Essas maratonas inconseqüentes contra o relógio, impulsionadas pela irresponsabilidade divertida e pelo cronograma irreal. Cansei a cabeça. Na verdade, esgotei a cabeça. Todas as idéias que eu acumulei no último mês foram parar no editor de texto. E, puxa, estava tudo ali e parecia ser o nada. Sempre bate o desespero nos últimos minutos do segundo tempo. E, nesse ponto, a bifurcação da estrada leva para dois caminhos: um longo, repleto de desespero e florestas escuras e úmidas... Ou seja, refazer quase tudo, em velocidade máxima, na tentativa de melhorar o que mais parece um frankenstein textual do que um ensaio acadêmico. Ou...Ou... Um curto, com um ventinho quente e uns lençóis limpos... Ah, maravilha de uma cama cheirosa... Ou seja, aceitar que era impossível trabalhar mais do que as 16 horas quase ininterruptas, e entregar tudo como estava. Porque auto-exigência tem limite. Está no mapa. Depois disso, é território da loucura. Tomei um banho (banhos, sempre os banhos!!!) e peguei o primeiro livro da minha estante nova de livros novos. E foi Ricardo Piglia que me deu a idéia de um simulacro vivo de uma cidade... E eu vi. A minha vida é assim: eu, pessoa, com um simulacro de mim em algum lugar, e um simulacro desse simulacro em outro lugar. De repente, toda essa minha insanidade pareceu tão simples, tão comum... Eu não sou o original... E fiquei tão feliz. Porque se até mesmo meu sorriso fosse uma imitação, eu poderia me contentar em passar o resto da vida tendo a difícil tarefa de copiar a mim mesma até o esgotamento... A fonte de idéias, atitudes. Tudo ali, pronto... Tá. Quanto é um táxi até o São Pedro, ali na Bento?

fevereiro 11, 2007

Ultrapassei o fim de semana como quem atravessa uma tormenta das brabas, em um barquinho à deriva, à noite, sem estrelas e com mil trovões. Dormi pouco (não conseguia dormir nem quando era hora de dormir), comi muito, tomei lotes de banhos e ri quase nada. Em compensação, terminei quase tudo. Falta o OK em uma única tarefa... E entro na nova semana com uma tremenda dor nas costas, a cabeça vazia depois de tanto escrever e uma sensação de que hibernarei o Carnaval inteiro. Ala-la-ô... ôôô... ôôô...

fevereiro 10, 2007

Às 8 horas da manhã deste sábado, eu e Manu Colla nos encontramos no MSN. Estava configurado e registrado o desespero coletivo provocado pelos textos ensaísticos. Faço o meu único intervalo deste primeiro turno de trabalho enquanto escrevo estas linhas, acompanhada do meu inseparável amigo suco de uva...

Que a força esteja contigo, Manu! Nós vamos conseguir!

fevereiro 08, 2007


fevereiro 03, 2007

Uma matéria grande sobre Reiki. OK

Um ensaio de 15 páginas sobre o narrador em ficção e em jornalismo literário. OK

Um jornal de quatro páginas.

Outro jornal de dez páginas. OK

Uma semana cheia. Embarco nessa jornada hoje. Mas esperem por mim. Eu volto.

Enquanto isso, publico algumas notas dos Classificados 50 kg. Se alguém puder ajudar, agradeço.

ARTIGO - Estou procurando o artigo O Narrador, do Walter Benjamin. O exemplar da biblioteca da PUC está emprestado. Se alguém possuir o texto, entra em contato. OK. Valeu querida Angela!

IMPERDÍVEL – Vou tirar uma semana de férias, emendando com o Carnaval. Se alguém quiser viajar e estiver sem companhia, assim como eu, dá um toque. Preferência por praia. Mas topo qualquer viagem bacana.

ALMOÇO – Não quer almoçar sozinho? Liga para o meu celular. Desde que saí da CCMQ, ando feito cachorro esquecido pela mudança nas ruas de Porto Alegre. E o meio-dia é o momento mais dramático.

Voltarei.

janeiro 30, 2007

A pergunta que as pessoas têm feito muito na última semana:

"E aí, já deu tempo de fazer nada?"

E a resposta que sempre dou, nessa semana de recém-exonerada:

"Meu Deus! Desde o dia 22 de janeiro não parei um só segundo!"

Emendei o recém-descoberto desemprego com uma contratação instantânea para dois dias de trabalho, mais uma entrega de livros e outra assinatura de recibos. Depois, entrei na turbulência do trabalho de pós-graduação. Só apertar os cintos não foi suficiente. A fuselagem sacudiu para valer no bairro Rubem Berta. Na sexta-feira, fiquei duas horas na rua. Esperando a minha entrevistada aparecer. O que não aconteceu. Em compensação, vi até uma faca que me arrepiou completamente a espinha. Por sorte, ela não estava tão perto de mim, e mais sorte ainda foi que consegui manter meus olhos longe do rapaz que a portava. Foi nesse minuto, que conheci a personagem para a minha última matéria do pós. E conversamos na calçada, que de calçada não tinha nada, e na chuva, que quase não molhava a gente, mesmo que a folha do bloco tivesse ficado encharcada. Então, passei a noite de sexta-feira imaginando como poderia contar a vida da Maria Cristina, do bairro onde ela mora. E tive algumas idéias. Escrevi o sábado todo. Escrevi o domingo todo. Às 21h, com a segunda-feira apontando na curva, terminei o texto. Hoje eu entreguei. Agora, só falta o ensaio. Só. Uns 12 livros para ler. Algumas 20 páginas para escrever. E amanhã (que já é hoje e o sono foi embora) tenho uma agenda cheia de coisas para fazer.

Então, pode fazer a pergunta de novo!!!

"Lu, e aí, já deu tempo de fazer nada?"

"Tempo? Nada? Que coisas são essas? Do que essas pessoas estão falando?!?!?!"

janeiro 25, 2007

Ontem fui no consultório. Meu novo médico conversou comigo, me examinou, me olhou de todos os lados. Falamos sobre a minha osteoporose crônica. Examinou meus braços. Quando chegou nos olhos, abriu minhas pálpebras com os dedos e dizia: "Olha para lá. Olha para cá". O globo se mexendo. A pele esticada. E ele dizia: "Interessante... Interessaaaaante... Muito interessante". Eu fui ficando nervosa. Claro que sei que sou interessante. Mas ele sequer me conhece. Nunca ouviu minhas histórias fantásticas. Como pôde chegar a essa conclusão em dois minutos? Sentamos novamente à mesa. Mistério esclarecido. Ele descarta possibilidade de problemas na tireóide ou na paratireóide. Hummm. No esquema de quebra-cabeça de sintomas e problemas, ele acha provável que eu tenha duas coisas. Osteogênese com um nome complementar que não lembro. O tratamento é o mesmo para a osteoporose. Ou mais inusitado ainda: posso ter Síndrome de Cushing. O nome me assustou. Mas ele explicou que não tenho todos os sintomas. Mesmo assim ele não descarta. Porque a parte branca do meu olho (esse era o interessante) não é branca e sim azul. Aí me veio a certeza. Como um clarão que me iluminou o rosto e eu tive a visão. Assim, na hora. Ele vai acabar descobrindo que tenho sangue azul. E a osteoporose será o menor dos meus problemas. Porque após os exames irão descobrir o meu reino, que anda abandonado. E terei que largar toda a minha vida de jornalista para morar num palácio e comandar milhares de súditos. Tomara que seja num lugar quente, com sol e mar e produtos diet. Por enquanto, só as provações antes do paraíso: novos exames de sangue, e aquela tortura de fazer xixi no mesmo pote durante 24 horas. Tudo pela minha coroa. Tudo.

janeiro 22, 2007

Então é assim. Tu estás sentado confortavelmente na cama, com um travesseiro apoiando as costas e o abajur iluminando um livro. A leitura é tão boa que tu chegas a pensar que bem que poderia (ou deveria...) terminar nunca. Como se uma obra pudesse se auto-criar enquanto o leitor aproveita cada linha. A leitura continua. Os trechos reforçam o sentimento de que o livro fala sobre experiências, sobre conhecer pessoas, sobre prazer, sobre viver... Um conhecimento tão imprescindível como o ar... Tu chegas mesmo a se questionar se é possível que algo assim exista, seja concreto. Teu coração não deixa margem a nenhuma dúvida. Tudo isso já existe e existirá para sempre dentro de ti. O polegar e o indicador seguem virando página a página. A respiração acelera na medida que vai chegando ao fim. Tu sabes que chegará ao fim. E, quando tudo termina, tu viras a última folha, lê as últimas linhas, e tudo parece tão mais mágico, lindo, inesquecível. E tu choras, porque terminou, mas também porque tu sabes que foi um privilégio viver tudo aquilo.

Essa é a minha história. Fui exonerada da Casa de Cultura Mario Quintana hoje. Eu já esperava isso. Fiquei chateada, claro. Muita gente na lista. Como eu. Quase a equipe inteira. Muita injustiça como o Seu Vitor, que tinha mais de uma década de serviços prestados e passou por vários governos. E justo Dona Yeda foi colocá-lo na rua. Dói bastante. Mas, na realidade, só de pensar que trabalhei quatro maravilhosos-fantásticos-incríveis-e-produtivos anos já fazem minhas lágrimas se transformarem em diamante. Porque sequer posso descrever nesse pequeno espaço o baú de tesouros que estou levando comigo, em forma de amizades, conquistas, reconhecimento. Na pessoa do diretor, a que respeito, admiro e amo como um amigo muito especial, Sergio Napp, quero agradecer a toda a equipe. Pelas brigas, pela troca e pelo carinho. Porque crescemos através dessas coisas. E sinto que saio dessa como um gigante. Cheio de saudade, sim. Mas muito maior do que tudo isso.

Tchau, Seu Mario!

janeiro 19, 2007

Nas quartas e sextas, perto do meio-dia, saindo do CRA e indo para a CCMQ, passo por aquela rótula da Av. Beira-Rio (perto do Anfiteatro Pôr-do-sol, do Parque Harmonia, do Rio). Como motoristas desconhecem a regra de preferência das rótulas, a prudência indica baixa velocidade e cuidado redobrado. Eu sigo a senhora prudência. E faço a meia-lua necessária com a maior calma. Hoje, ao completar metade do trajeto circular, me deparei com uma carroça, parada na rótula, junto ao cordão da calçada. E, com mais surpresa ainda, avistei o carroceiro, no meio da rótula, com o corpo inclinado sobre uma placa. Na realidade, fiquei encantada pela cena. Porque ele estava fazendo justamente uma coisa que, há dois anos, eu penso em fazer: ler a placa de bronze que traz as informações sobre aquela imensa escultura que imita várias tetas de vaca umas coladas nas outras. Ele estava tentando entender aquela coisa gigantesca. Tá... Não vem me dizer que aquilo são cuias, porque não são mesmo. Daí, já fiquei com vontade de entrevistar o carroceiro. De contar a vida dele num perfil de jornalismo literário. Daí eu fiquei com vontade de chorar. Porque muitas vezes o mundo passa, e não tentamos compreender nada. E quando vemos, o pé continua no acelerador, e as imagens vão ficando cada vez mais distantes...

janeiro 16, 2007

Embaixo da minha janela, tenho um grilo despertador. Do mesmo tipo daqueles que vendem no Centro. Pipipipi, pipipipi, pipipipi... Na cozinha, a água que cai parece um tarol. Barabum, barabum, bara bara bumbum... Mas nada nada é mais irritante do que a tradução do Rubens Ewald Filho no Globo de Ouro. Salve a tecla SAP!

janeiro 15, 2007

Sobre livros: estou lendo o novo livro da Cíntia Moscovich. Ele dói. Bastante. Mas juro que amo muito a minha mãezinha.

Sobre filmes: Mais Estranho que a ficção é uma verdadeira aula de literatura. Me deu uma saudade do Professor Assis.

Sobre música: Tem uma música do Snow Patrol há dias na minha cabeça. Só passa quando canto João & Maria.

Sobre TV: estou resistindo. Resistindo muito. Ainda não vi um programa do Big Brother inteiro e não sei o nome de nenhum dos participantes.

Sobre trabalho: estou com fobia do meu próprio celular. Não sei por que. Talvez esteja com medo de notícias.

Sobre a vida: torci meu corpo como uma esponja hoje na aula do yoga. Me esforcei, respirei, gemi, caí, ri... E me senti muito bem.

Sobre o pós: ainda não comecei o trabalho de conclusão. Quer dizer... não comecei na vida real. Porque na minha cabeça com textos de mentira ele está quase pronto.

Sobre as coisas que não saem da cabeça e que são necessárias como o oxigênio para enxergar diferente tudo o que se enxerga todos os dias: preciso de férias.

janeiro 14, 2007

As coisas melhoraram. Ao certo, não sei... Realmente não sei se elas melhoraram, ou se eu me acostumei mais com a situação. Tudo está indefinido. Mas como janeiro já está todo comprometido com trabalho e textos finais da pós-graduação, a exoneração do Estado, de qualquer jeito, não significaria férias.

Ainda aguardo.

janeiro 09, 2007

A coisa toda funciona assim... Se eu choro (um pouco que seja), meus olhos ficam inchados. Se for à noite, então, acordo "monstruosa" na manhã seguinte. Se eu choro (um pouco que seja), eu tenho dor de cabeça depois.

Hoje, chorei um pouco pela manhã. Depois que cheguei no trabalho. Foi de leve, só porque não contive a emoção ao receber uma notícia bem triste. Depois eu fiquei bem. O rosto até desinchou. Mas a dor de cabeça só foi aumentando com o passar do dia. Preciso dormir, fechar os olhos e sonhar um pouco...

Só amanhã terei meu céu sem nuvens, para escrever aqui e contar tudo. Agora, vou ali no tapete, dançar como a Pequena Miss Sunshine e tentar achar o riso que eu perdi...

janeiro 05, 2007

Chuva na rua. Noite. Ventinho bom. Caverna do Ratão. Cinco meninas na mesa. Chopp rolando solto. Gargalhadas. Vários bolinhos de carne... Início de ano. Janeiro maravilha...

janeiro 04, 2007

Estamos aqui. Sentados. Esperando. A sensação é de uma angústia. Alguém brincou que podemos estar acomodados na areia, só esperando que uma grande onda venha e nos derrube. Alguns dizem já ouvir o barulho da água se movimentando na nossa direção. Outros resolvem caminhar para o mar, buscando uma última tentativa ou o fim certo. Mas ninguém está alheio. Tudo piora ainda mais porque o ar sufoca, porque o ventilador faz barulho, e é impossível se concentrar. Porque se o telefone toca, logo aparecem pessoas no corredor, querendo saber qual é a notícia. E se decepcionam ao descobrir que era engano. Será que é engano mesmo? Uns diriam que isso já estava definido. Que estamos interpretando o dramalhão mexicano, ao tentarmos nos agarrar no chão ou nas árvores. Acho que o confronto não será evitado. E a mudança acontecerá. De uma forma ou de outra. Já está tudo diferente. É muito confuso esperar ouvir Não, quando o Sim está cravado na cabeça.

janeiro 03, 2007

Ontem fui no cinema com o Mr. Flag. Tá. Assistir o James Bond. A-hã. O horário mais cedo era no Cinemark. Sim! A pipoca mais cara do universo. Dã. A cadeira mais barulhenta do mundo. Ui. Com um ar-condicionado a mil comendo os meus ossinhos. E bah... Com tantos comerciais e trailers antes do filme que, quando o espião apareceu na tela, eu já tinha devorado todo o pacotão de milho estourado... Mas o melhor, melhor de tudo, que compensou qualquer hipótese de decepção cinematográfica, foi quando, quase no fim do filme, e no exato momento que o inglês surpreende o bandido sanguinário... minha bolsa caiu no chão, e quase matou de susto o casal que estava na minha frente... Foi sem querer, meu povo... Sem querer...

janeiro 02, 2007

Ano novo. Tudo novo... hehehehe... Dá-lhe Photoshop do Mano!


dezembro 31, 2006

Ano Novo não é uma fórmula pronta. Ou vários meses e dias preparados especialmente para nós. "Basta aquecer cinco minutos no microondas". É sim uma oportunidade. A mais perfeita de todas. Uma chance de fazer melhor, fazer mais, acontecer. A hora de fazer as resoluções para 2007. Mas o momento ideal para reconhecer que um Ano Novo é feito de boas decisões em cada um dos mais de 300 dias que estão à nossa frente.

Então, aproveito para agradecer a presença dos meus amigos nesse pequeno espaço virtual. Desejar tudo de muito bom em 2007! Paz, saúde, amor! E esperar, de todo mundo, o que de melhor pode existir: desejos e pró-atividade.

2007 é o tempo de ir atrás dos nossos sonhos! Com garra e vontade!!! Sejam felizes!

dezembro 25, 2006

Natal. Companhia mais do que agradável. Comidinhas especiais. Bebidinhas mais ainda. Chuva. Em situações como essa, só existem três prazeirosos caminhos a serem percorridos... Da cozinha para a sala de jantar. Da sala de jantar para o sofá. Do sofá para a cozinha. E tudo começa de novo...

Que o espírito do Natal continue o ano todo. Feliz Natal pra todo mundo!

dezembro 21, 2006

Pegar algumas substâncias. Misturar no caldeirão. Ver uma fumaça rosa tímida subindo. O caldo engrossando. O último ingrediente. BUM! Poção mágica instantânea. E universal. Cura tudo. Melhora as coisas. Resolve as pendências. E traz o amor que está longe. Se eu conhecesse o Aladim, pedia o tapete emprestado por alguns dias.

dezembro 17, 2006

Acordei cedo no domingo. Super cedo. Com medo que o silêncio da vizinhança fosse a derrota do time. Não foi. O Inter é campeão do mundo. E um vizinho meu saiu dando tiros pela Silva Jardim. Chamaram a Brigada. Mas fiquei com medo das balas mesmo assim. Derreti no carro até a casa dos meus pais. Janelas fechadas. Recebi um e-mail querido de um chefe, me dando instruções para a semana. Me belisquei. Almocei. Fui para o plantão. Mesmo cheia de trabalho. Mesmo com calor. E um amigo me chamou de tramposa. Me choquei. Repetidas vezes ele fez isso. Me convenceu. É fácil me abalar e me fazer bater boca. Fiquei chateada. Ainda estou. Até fui no dicionário para ver se, de ontem para hoje, o significado da palavra havia mudado, e alguém tinha esquecido de me avisar. Não... Vou me atirar de cabeça no trabalho do fim do curso de pós. Esquecer de várias coisas. Inclusive o fato de que eu estou com pavor de estar bem doente, tudo porque inventei de fazer uns exames de fim de ano, e deu merda... Foi, sim... Me sosseguei, bem quietinha... Vamos esperar pela outra semana. Que essa não vai ser nada legal.

dezembro 14, 2006


Os leitores desse blog sumiram. Em compensação, os meus leitores no mundo real estão aumentando cada vez mais. Tudo por conta de um texto que eu produzi para o pós-graduação. E tudo provocado pela pessoa que motivou o texto: Seu Vitor. No dia 08 de dezembro, foi o aniversário dele. Preparei uma cópia da matéria e entreguei com dedicatória e tudo. Me contaram que, lendo o texto depois, ele se emocionou muito. Eu gostei de saber. Eu também me emocionei quando o entrevistei e enquanto escrevia sobre ele. E sabe, então, o que aconteceu? Seu Vitor tirou cópias da matéria e iniciou uma distribuição maciça do meu texto. Ele quer que todos leiam. Incentiva a leitura. Faz comentários de como eu inovei na edição, já que ele me contou uma coisa ali e outra lá e eu misturei de um jeito que ficou bem mais interessante. A peregrinação vai de sala a sala... E depois, os colegas da Casa de Cultura vêm até a minha sala comentar que gostaram do texto e coisa e tal. Uma diversão. Então, para quem quiser conhecer, o texto ainda está lá no Hummmm.... E na foto ao lado, meu garoto-propaganda Seu Vitor e eu. Rumo à nossa sessão de autógrafos na Feira do Livro do ano que vem (hehehe)...

dezembro 12, 2006

Meu olho arde de sono. Mas permanece aberto. Projetando na parede irregular a tempestade dos meus pensamentos. Queria saber exatamente o que me incomoda. Isso. Aquilo. Aquele outro. Talvez tudo. Ou quem sabe o nada que consome, suga, acaba. Como qualquer coisa vezes zero. Como estar vendada em um jardim de arame farpado. Como ser paga para ouvir desaforos e uma absoluta falta de elogios sobre o meu trabalho. Fecha, olho, por favor. Já cansei demais disso por hoje. Fecha...

dezembro 11, 2006

Caminhamos olhando para o chão. Pensando que, em minutos, ouviríamos o barulho da luz crispando na água. Pôr-do-sol. Nessa hora, nada resta de concreto. Exceto o cansaço no corpo e a cabeça vazia. Fechamos os olhos e tentamos deixar a noite tomar conta de nosso corpo. Tudo começaria novamente amanhã. Sem sentido. Dolorido. Como castigo...

dezembro 07, 2006

Virei chique. Nova rica. Agora, compro brigas. Faço questão. Antes de mostrar minha butique de desaforos e minha prestigiosa capacidade de criar armadilhas e intrigas, eu pego a bolsa silenciosamente. Abro o zíper, procuro minha niqueleira. E, com sensibilidade, humildade e destreza, entrego 10 centavos para o meu opositor. Tenho praticado muito esse novo dom. Paguei, comprei a dita briga, falei tudo com uma chiqueza que sequer me reconheci no meu All Star número 36. Naquele momento, meu pé podre de muito chique merecia um Manolo Blahnik, rosa choque... Até o tapa de luvas foi um chiquê. Chiquérrimo. Luxo total. E, soberana, saí para buscar outro café. Antes de ver a criatura se transformar na mula sem cabeça. Coisa mais pobre é se irritar... Nossa. Tanta fumaça só pode render milhares de rugas mesmo...

dezembro 06, 2006

Quase me esqueci de me lembrar que, às vezes, as coisas são simplesmente perfeitas porque sem querer esquecemos de lembrar algumas coisas.

dezembro 05, 2006

Eu conheci o Seu Vitor em 2003, quando entrei na CCMQ. Ao encontrar novas pessoas, é comum tentar se aproximar de quem pode te ajudar. E, no meu caso, o trabalho foi pesado, já que eu inventei de reestruturar toda a sala, me desfazer de mesa e armário e batalhar por móveis novos. E o Seu Vitor conhece tudo o que a Casa tem, todos os andares, as possibilidades... Sem impossibilidade... "A gente dá um jeito", ele diz...

Bom, o meu trabalho do terceiro bimestre do pós foi com ele. Antes da Feira do Livro, combinamos a entrevista. Ele ficou 15 dias aguardando a data marcada, faceiro, me olhava no corredor e ria... E já foi separando fotos, documentos e tudo o que pudesse ajudá-lo a contar sua vida pra mim.

Difícil fazer um texto de alguém que se goste e respeite. Mas eu tentei. E confesso: Seu Vitor, me fez chorar uma vez. No Natal de 2004, veio todo tímido e me entregou um envelope. Quando eu abri, me emocionei tamanha a simplicidade e afeto. Desejava um Feliz Natal e um próspero Ano Novo. E, complementado à mão:

"Obrigado por me dar bom dia todos os dias".

Seu Vitor está lá no Hummmm.

dezembro 04, 2006

Fim de semana que cai como uma luva. E parece perfeito, mesmo em suas imperfeições sem fim. Esperteza é rir dos próprios contratempos, e saber dar meia-volta. Porque nem sempre (nem sempre mesmo...) a melhor opção é aquela que está na frente, na ponta do nariz, ao alcance das mãos. Anotei na parede do quartinho que é só meu:

* Sentir-se relaxada e bem mesmo depois de 12 horas quase diretas de aula.
Saber andar com leveza sobre os espinhos de uma festa no sábado à noite.
* Reconhecer que até mesmo uma reunião às 9h da manhã de domingo pode ter o seu encanto.
* Curtir um home theater no supermercado com o pai, enquanto a mãe escolhe uma nova máquina de lavar roupas e sentíamos a nossa barriga tremer depois que eu descobri o botão do volume e aumentei muuuuuito.
* Ir ao shopping, não conseguir entrar no banco e encontrar o motivo perfeito para ir mais cedo à casa da Déia.
* Tomar café na CCMQ e ganhar energia suficiente para tentar esganar algumas crianças que insistiam em tentar derrubar a nossa mesa.
* Assistir uma peça horrível de muito ruim e péssima e admitir que o melhor de tudo é ter as amigas do lado para rir, sobretudo rir.
* Voltar ao shopping e dar de cara com a Cultura fechando e decidir simplesmente comer hamburger e batata-frita para celebrar o não.
* Chegar podre em casa e ainda ler quatro, cinco ou seis linhas antes do sono acabar com tudo.
* E, por fim, acordar muito cedo na segunda-feira, me arrastando, correndo, brigando com o trânsito. Tudo para começar a semana tomando café da manhã no hotel que a Ju trabalha, e conversar muito, e comer muito, e rir das coisas sérias e nem tão sérias.
***** E sentir que a semana pode começar...

dezembro 01, 2006


I wish all time in the world... and a knife!
"What's the knife for, Jack?"
... killing time!"

Jack "Mano" Skellington

novembro 28, 2006

Trabalhei como habitual hoje. Muito. Para variar, em cima do cronograma estabelecido para a semana tive que encaixar um trabalho de urgência. E outros projetos estão aparecendo por aí. Bons sinais. Desde que eu pare de falar/pensar/agir tanto em trabalho e cuide um pouco de mim. Vai render ainda mais, com certeza.

Enfim...

5 anos de Estúdio de Conteúdo completados hoje. E passou rápido.

novembro 26, 2006


Pé de pilão
Carne seca com feijão
Arreda camundongo
Pra passar o batalhão


A-hã. Plantão básico de domingo na CCMQ.

Pé de pilão
Carne seca com feijão
Arreda camundongo
Pra passar o batalhão

novembro 25, 2006

Estou precisando escrever uma matéria grande. E não consigo... Há dias. Fiquei tão esgotada mentalmente, que a cabeça parece estar de greve. Então, já tentei escutar bastante música, não fazer nada e até ir no cinema. A coisa toda acalmou um pouco. Mas a resistência continua. Precisei tomar uma atitude radical contra a ode às férias cerebrais. Abri o Word, cliquei na primeira pasta de MP3 que começasse com a letra Y e coloquei no player. Daí, comecei a digitar tudo o que viesse na cabeça. Um aquecimento. Esteira antes da musculação. Alongamento antes da natação. Uma batatinha antes da caipirinha. E vamos ver o que acontece... A qualquer segundo, posso ter uma idéia genial. Daquelas fenomenais... Como não tinha pensado nisso antes. E largarei tudo. Abrirei outro documento e antes que veja, não terminarei nad....

novembro 22, 2006

I don't wanna be adored
Don't wanna be first in line
Or make myself heard
I'd like to bring a little light
To shine a light on your life
To make you feel loved

No, don't wanna be the only one you know
I wanna be the place you call home

novembro 21, 2006

Ai... Eu não sei como dizer isso. Não agora, nessas circunstâncias. Estou ainda cheia de trabalho. Bom porque também fico com um pouco mais de dinheiro. Mas certas coisas devem ser encaradas. E, principalmente, contadas e compartilhadas. Porque não podemos fingir que elas não existem. Não podemos fingir que elas não incomodam. E se tudo lateja, como se fosse um coração batendo, é preciso avaliar, medicar, cortar fora se for necessário. Não sei ainda como dizer. Tipo, uma situação totalmente embaraçosa, constrangedora, minimamente ridícula. Porque, mais uma vez, terei de admitir que errei. E que o engano foi todo meu. Sozinho meu. E que agora eu mesma devo consertar. Mesmo se doer. O jeito é respirar fundo e dizer. Não riam, malas. Mas acho que quebrei um dedo de novo. E, dessa vez, o indicador da mão direita. Como? Nunca revelarei... Nunquinha... Andar enfaixada já vai ser humilhante demais.

novembro 20, 2006

A todos os que me perguntam a pergunta...

Dançar de pijama dentro de casa. Passar o dedo no merengue do bolo. Roubar a cereja, é claro. Cantar no chuveiro. Brincar de cabra-cega. Cantar no carro. Carrossel. Cantar na frente do fogão. Gangorra. Cantar mais na frente da pia. Pular amarelinha na calçada. Sorrir para um estranho na sinaleira. Iniciar um conto. Terminar um conto. Passear de mãos dadas. Desejar tudo de bom para os manos. Ficar horas na prateleira escolhendo qual será o próximo livro. Dar um abraço. Jogar conversa fora com o pai e a mãe. Dar um beijo. Compartilhar todo o domingo chuvoso com a Tuti, a segunda cachorrinha mais fofa do universo. Rir, rir muito e durante o fim de semana todo. Ter saudades. Ter liberdade. Ter amigos que te provam que mesmo o fundo do poço é colorido. Acordar cedo, com a luz do sol. Estudar até a cabeça doer. Aprender até tudo ser bom. E, no mar de dúvidas, ter um insight que parece ser a resposta definitiva para o trabalho do fim da pós. Rir com os colegas da aula. E, só com o olhar, trocar as piadas mais infames na frente do professor. Tomar café. Fazer chimarrão. Jogar damas no tabuleiro. E cavalheiros pela janela. Cozinhar. Deixar a água lavar tudo. Colocar hidratante, creme, perfume. Sentir-se cheirosa. Ler uma revista sobre literatura. Ter saudade da praia. Da serra. Do campo. Liberar a vontade de viajar. Fazer as malas. Viajar na cabeça. Longe, bem longe. Apoiar a cabeça nas mãos e fechar os olhos. Adivinhar. Perguntar tudo o que pode ser perguntado. Fazer um churrasco com os amigos em plena segunda-feira ao meio-dia. Brindar o término do trabalho da Feira do Livro com champanhe. Não ter a mínima noção do que será do ano que vem... E não ter a mínima preocupação com isso. Ah... a vida.

novembro 19, 2006

Procuro Shiva quando me olho no reflexo dos vidros próximos da calçada. Encontro fênix, com os pés soterrados nas cinzas e o corpo ardendo de chama. O caminhar continua. O olhar permanece atento. Fixado no externo. Pois, internamente, me construo para me destruir. Construção e destruição. Tijolo a tijolo, célula a célula, idéia a idéia. Como um trabalho insano e pleno de realização. Mudança lenta e constante. Que deixa perplexo este que está ao lado. E eu mesma. Não sei o que me torno e o que me destorno. Tenho medo de continuar e a possibilidade de fim me petrifica. Prossigo nessa transmissão de sinais, num código que sequer entendo. Estou seguindo essa cartilha. Sem noção do que realmente significa.

novembro 18, 2006

Eu estava lendo um livro sobre uma pessoa que lê um livro sobre uma pessoa que lê um livro. Depois, li num texto que eu estava lendo um livro sobre uma pessoa que lê um livro sobre uma pessoa que lê um livro. E ainda vi uma foto minha do momento em que lia o livro sobre uma pessoa que lê um livro sobre uma pessoa que lê um livro. Dois espelhos, um de frente para o outro. Assim é a vida. E nós estamos bem no meio.

novembro 16, 2006

Não me olho mais no espelho. Não, mesmo. Olhares atentos estão revelando evidências constrangedoras e apavorantes para a menina de 29 anos que não quer abrir mão da condição de adolescente. Certo, tenho que admitir. Aprendi cedo a conviver com a minha parca celulite. Isso ainda era motivo para me sentir um pouco distante das mazelas da busca pelo corpo ideal. Assim como a minha barriguinha de estimação estilo germânica. Quase indispensável. Mas encontrar minha primeira estria, na lateral da coxa foi o choque que eu não esperava. Aconteceu no verão, depois que voltei das férias. Ah, refleti durante dias. Quando resolvi encarar, já tínhamos virado grandes amigas. Porque essa é a solução. E a minha pele de bebê? Triste constatar que uma simples brincadeira de Photoshop, em plena Feira do Livro, pode fazer qualquer mulher cair na sua condição real: rugas... Por todo o rosto! Antes e depois, com um simples toque no teclado. Circo dos horrores animado. Antes, depois, antes, depois... Talvez o difícil mesmo seja esse início. Essas primeiras evidências do crime do tempo. Depois, vai ser tanta coisa, que eu vou ficar mesmo feliz de ter uma mente aberta, saúde, disposição e ser uma tia maluquete. Porque essa é a minha meta de vida. Jeans e rock nos ouvidos para sempre! Mesmo com os cabelos brancos semeando a minha cabeça. E juro, nem mesmo esse monte de pele que começa a despencar debaixo dos meus braços e nas axilas vão conseguir me impedir. Nem mesmo isso!

novembro 13, 2006

Trabalhamos, nos descabelamos. E conseguimos colocar "alguma" cobertura no site da Feira do Livro, ao mesmo tempo em que os fios da Internet eram arrancados... Surreal. Mas eu estava feliz. Tinha atravessado todo o Cais do Porto e a Praça da Alfândega, cantando "Ai, ai, ai, ai... Tá chegando a hora...". Entregando rosas vermelhas... Lotes de rosas nos meus braços. Claro, fui filmada pela TV, ao lado da Sandra La Porta. Claro, apareci no programa do fim de domingo que todo mundo assiste.

Em casa, a mãe gritou quando eu apareci. Hoje pela manhã, fechando a porta do apê, encontrei a vizinha. "Te vi na TV". Hummm... E assim foi a manhã inteira. "Tu estava na TV ontem". "Eu também te vi". Voltei para o trabalho, com o carro cheio de latinhas de cerveja vazias, o resquício da festa, e dando autógrafos. Lux Luxo...

novembro 12, 2006


Trabalhei muito. Ganhei autógrafos lindos. Me diverti. Comprei muitos livros. Me comprometi com novos textos. Fiz história. Achei a minha garrafa. E muitas outras coisas. A 52ª Feira do Livro está acabando...

Na imagem... Arte do Mano (hummm...):

A minha garrafa

A outra garrafa

A bola

Ser ou não ser

A necessidade

O nosso mascote

Beijos para toda a minha equipe (maravilhosos Mano, Emily, Sassá e Felipe), para o Luis "Elétrico" Ventura e para todos os amados da Câmara do Livro. Voltamos à transmissão normal!

novembro 11, 2006

Chove um pouco. Imprescindível sair para almoçar. Entre o escape de um ou outro paralelepípedo, o calcanhar toca numa pontinha de qualquer coisa no chão. Começa a coçar. A agonia dura o almoço inteiro. Garfada na batata-frita, coceira. Dois quilos de carne na boca ao mesmo tempo, coceira. Nada diminui a sensação, nem bater com o pé mais forte no cordão da calçada. A sola é daquelas duras. Poderia arrebentar o plástico e o osso e não faria a menor diferença. A próxima tentativa é abstrair. Ir até o banheiro, caminhar um pouco, acertar a conta na banca de autógrafos da Feira do Livro. Nem o susto com tudo o que eu gastei de livros esse ano ameniza. Nem o sacar do cartão de crédito e minha assinatura no comprovante. Volto para a sala. Entupo meu café de adoçante. Eca. Mas nem isso, nem isso. Tento ler o novo livro, algumas linhas, insuportável. Sem saída, sento e começo a desamarrar o enorme cadarço do meu All Star preto e branco. Não sei pra quê tanta corda. Atinjo o êxtase de uma vida, finalmente cravando as unhas no calcanhar, por cima da meia mesmo. A perna dobrada e ação sem parar. Segundos de alívio, até que o chefe (o presidente, sim...) aparece na porta e arregala os olhos quando vê esse ser coçando muito uma pobre meinha branca. Jornalista, empresária, projeto embrionário de escritora, sem sapato, aliviando a coceira como ser um primitivo... Um dia feliz. Definitivamente.

novembro 09, 2006

Estou quase sem dormir. Às vezes, tenho a impressão de que o acelerador da minha vida pifou. E, a partir das 9h da manhã, quando ele fica ativo, a velocidade vai aumentando cada vez mais. Progressivamente. Passo a fazer mil coisas ao mesmo tempo, me concentrando em cada uma delas por alguns segundos. Na velocidade, e sem saber se a bruma esconde uma reta, uma curva ou uma mureta. Saí do Centro de Porto Alegre quase a mil. Na última meia hora, ainda revisei três textos, publiquei e caminhei até o carro. A minha carruagem vermelha com rock nos alto-falantes. A sensação era de estar vendo um filme na velocidade rápida. Mas era somente eu andando na Sertório para jantar com os meus pais. Engoli algo. Contei uma história. Porque uma boa noite de encontro sempre precisa de uma boa novidade bem contada. Com todos aqueles dramas, trejeitos e movimentos de mão e sobrancelhas. Rápido tchau e abraços e me vi em casa. Ligando o notebook, abrindo o Word, e colocando o fone de ouvido para checar o e-mail, abrir o MSN e fazer mais quatro textos para um blog corporativo que assumi em outubro. Passou da meia-noite, e o acelerador permanece ativo. O motor ronca sem parar. Resolvi trocar o CD. Decidi escrever para o blog. Tentar coordenar as idéias e gastar toda essa energia que eu ainda tenho antes da uma da manhã. E, a cada minuto, meus ombros chegam mais perto das orelhas. E meus olhos parecem grudar na luz do monitor. O que mais? A vizinha adivinhou que eu tentaria dormir essa hora: começou a bater algo contra o chão. Bifes talvez. Carne de gato. Sim... Nunca mais vi meu oficial rival da vizinhança. Suspeito que tenha virado churrasco da dona Eva Regina. O que mais? O jeito vai ser afogar esse carro... Porque não tenho mais forças para andar até a gasolina acabar. Vou afogá-lo com meus sabonetes, cremes, xampu, condicionador, hidratante para o rosto, e uma água bem quentinha acariciando a carcaça. Boa noite...

novembro 08, 2006

O estresse é como cachos de uva. Gordinhos, suculentos, coloridos, inchados do líquido mais doce. Ali, quietinhos, repousando em tonéis, aguardando o doce pisar do pé. Frutinha escapando pelos intervalos dos dedos, suco da casca entrando por debaixo das unhas. E aquela vontade de requebrar o quadril, e dar uma boa gargalhada com a boca bem aberta e os olhos fechados para compor o quadro ideal dessa sensação que renova e recria. Pisando na uva, pisando, pisando. Pra transformar em vinho e, depois, poder rir de tudo isso, debaixo da árvore, sentada na grama, com a taça na mão e as solas absolutamente roxas. O estresse é como cachos de uva. Bem gordinhos...

novembro 07, 2006

O verdadeiro castigo do turbilhão é que pensamos em milhões de coisas ao mesmo tempo. Um segundo depois, resta um farelo de raciocínio, rapidamente varrido para o passado. A verdade é que estou vivendo meses em apenas 15 dias. Literalmente. Acreditem em mim. Pode parecer um super clichê, pois estou trabalhando feito uma maluca. Mas em apenas um dia, 24 horas somente, Dante me pegou pela mão e me levou ao Paraíso, ao Inferno, ao Paraíso, Inferno, Inferno, Inferno... Purgatório. Ri horrores de tudo e de muitas coisas. Me estressei. Me cansei. Me orgulhei. Me senti na nuvem de algodão cor de rosa. Cheguei a pensar que a felicidade pudesse ser algo eterno. Cogitei também que o castigo durasse milênios. Revi amigos. Abracei pessoas que estão no meu coração para todo o sempre. Revi inimigos, claro. Às vezes, um ou outro olhar de canto seguia os meus passos pela Praça. Recebi visitas. Tão bom. Descobri novos amigos. Catei novos inimigos. E, novamente, me renovei e mudei toda a minha trajetória como muitos pensavam que seria impossível. Mudar tudo? De novo? Sim. O resultado, no fim desse grande cálculo de duas semanas, é mais positivo do que negativo. Sim, eu ainda estou com vontade de matar o cantor do happy hour do bistrô. Mas até isso teve seu perdão hoje. Eu, que estava lá em cima, num cantinho do céu chamado felicidade, relembrei, pela voz dele, de uma das músicas mais lindas que eu já ouvi. E depois, fiquei cantando na minha cabeça, por horas, horas... Todo mundo sabe que eu faço isso... Então, continuo nesse mundo... de Paixão...

Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém

novembro 05, 2006

Olhem quem voltou... Thanks, Napp.

novembro 04, 2006


Nossa sessão de autógrafos na Feira do Livro!

outubro 30, 2006

Joguei a garrafa no mar hoje. Tomara que alguém ache logo. Loguinho...

outubro 29, 2006


outubro 22, 2006

Para quem ainda não conhece e não teve a oportunidade de ler, está aí a chance de pegar o autógrafo desses incríveis autores.

Na Feira!!!