A la la, a la la
Gimme 3 wishes
I wanna be that dirtyfinger and his sete bitches
A la la, a la la
Gimme more 2
I wanna be in that crazy band or meuku
A la la, a la la
Would you be kind
Gimme one little more
And i'll be superfine
A la la, a la la
You're so cool
Can i be your friend?
I'll drive till the end
março 20, 2008
março 19, 2008
março 18, 2008
Escrevi um conto no domingo. Um novo. Mostrei pra Moni. Ela já conhecia a história. Mostrei pro Mr. Flag. Ele também conhecia. Mas me disse que está na hora de esquecer meus fantasmas e tentar ser escritora de verdade. De verdade? Daí eu pergunto: coisas novas que eu não vivi me farão escrever melhor? Ou me destacarei contando o que eu vivi, com os meus olhos e a minha percepção... de verdade. Não sei a resposta. Mas reconheço que será difícil me livrar de alguns fantasmas. Bom é que, até agora, eles me assombram um pouco, mas rendem bons textos.
Postado por Lu às 10:51 PM 4 quilo(s)
março 17, 2008
março 16, 2008
Passei o domingo com a revista Vogue de março. Isso, um pouco de tempo livre, mais idéias de contos, e um pouquinho de dinheiro... Faltaria só um cafezinho.
Postado por Lu às 7:43 PM 3 quilo(s)
março 15, 2008
Fiz o tour habitual por blogs do fim de tarde de sábado. E me impressiono com a força da Internet. E em como as informações, atualmente, alcançam altos níveis de divulgação. Para o bem e para o mal. Conferi o "Porque hoje é sábado" do Milton, e me deparei, pela segunda vez com o site do Nassif sobre a Veja. Na outra ocasião, encontrei o link no trabalho. E me esqueci de retornar a ele quando cheguei em casa... Aproveitei o sábado para ler tudo. Veja isso também. Integrei a campanha, Milton. Mas teu post ficou mais interessante que o meu...
Postado por Lu às 7:57 PM 2 quilo(s)
março 14, 2008
Depois de escrever, parte da tarde, textos costurados de termos aleatórios (e com linha e agulha difíceis de lidar), tive uma boa idéia. De atitude, de processo, de mudança e de finalização. Acho que, dessa vez, pode dar certo. Pode ser que suma um tempo. Pode ser que volte com uma freqüência ainda maior. Não tem como saber agora.
Postado por Lu às 11:54 PM 2 quilo(s)
março 13, 2008
Mas, se um gênio tivesse surgido à mesa para realizar o desejo mais urgente de Edward, ele não teria pedido nenhuma praia no mundo. Tudo o que queria, tudo em que podia pensar era em deitar com Florence, os dois juntos e nus, na cama do quarto adjacente, confrontados por fim com a experiência aterradora que parecia tão distante do dia-a-dia quanto a visão de um êxtase religioso, ou até da própria morte. A perspectiva - será que ia de fato acontecer? com ele? - mais uma vez lhe deu um frio na barriga, e ele teve a sensação momentânea de que pudesse desmaiar, o que disfarçou com um suspiro de satisfação.
Na praia, de Ian McEwan
Postado por Lu às 9:02 PM 2 quilo(s)
março 12, 2008
Quase A Memistória: A Menina de Um Milhão de Nomes – episódio 2
Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro-de-cabeceira cair no chão. Mas – horror – o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem desse. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio. O que mais se parece, no domínio do som, com o silêncio era uma flauta.
***
A continuação desta memistória poderá ser encontrada no blog Juca-bala-de-morango, de Emily Canto Nunes. Para saber mais sobre o que é Quase A Memistória e como participar, veja estas instruções. O trecho é de autoria de Clarice Lispector, e foi publicado originalmente em Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres. Quase A Memistória: A Menina de Um Milhão de Nomes é uma iniciativa de Gustavo Faraon. Para ler a partir do Episódio 1, acesse o blog Idoso.
Postado por Lu às 11:49 PM 2 quilo(s)
março 11, 2008
- Pode levantar a saia.
- Ok.
- Um pouco mais.
- Ok...
Ele agarra meus tornozelos, e puxa forte as duas pernas.
- Tem uma diferença aqui.
- Sim...
- Uma perna é mais comprida que a outra.
- Sim, eu sei...
- A direita é mais fraca... Olha!
- Ai!
- Por isso tu está mal do joelho. Se quiser saber qual a exata diferença, podemos fazer um exame.
- Nove milímetros. Sei isso há anos.
Ele estica a perna até quase meu rosto.
- Teu alongamento é bom.
- Eu sei. Fiz três anos de yoga e agora faço pilates.
- Pode continuar, então.
- Está certo.
- Tua rótula está ótima.
- Legal.
- E essa sensibilidade é normal. Olha, tu sente dor nos dois joelhos...
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiii!
- E me diz: que tal usar um sapato especial, com o solado mais alto só num dos pés?
- Nem pensar!
- Está bem! Então nem vou sugerir.
- Obrigada, doutor!
- De nada, gurizinha. Coloque gelo nesse joelho! Muito gelo! E alonga sempre, e deixa a perna direita mais forte...
- Ok...
- Pode baixar a saia agora.
Postado por Lu às 7:14 PM 4 quilo(s)
março 10, 2008
Hoje, depois do trabalho analisei, seriamente, a cestinha do supermercado que eu carregava na direção do caixa do Zaffari da Anita. Primeiro lugar: quem me conhece sabe que fazer supermercado é uma das coisas que eu mais detesto na vida. Não gosto, não gosto... Se preciso fazer uma compra séria, levo a minha mãe junto. E ela sempre ri da minha impaciência ao passar pelos corredores e da minha completa inaptidão de encontrar o produto que eu quero... Não encontro... A lógica de um supermercado não é nada lógica para mim... Gosto das prateleiras de cremes, desodorantes, escovas e pastas de dente. Eis que, às vezes, entro no mercado para comprar comida, e saio com um hidratante. De trigo, mas sei que não conta como valor nutritivo. Então, voltando à minha cestinha... Nos quatro minutos e vinte segundos em que consegui permanecer sozinha dentro do supermercado, trouxe uma garrafa dois litros de Coca-light, um pacote de Seven Boys, uma massa de se fazer em dez minutos de brócolis e uma lata de pêssego em calda (só porque me deu desejo...). A menina do caixa olhou os produtos, e me olhou. Não perguntou se eu havia encontrado tudo o que desejava, mas deve ter pensado que eu realmente não servia para a coisa... Vou ali abrir o pêssego agora.
Postado por Lu às 10:30 PM 4 quilo(s)
março 09, 2008
Se a vida fosse um dicionário e se pudesse escolher um verbete para cada dia, estaríamos hoje na letra T, de tranqüilidade, e seguiríamos para a P de preguiça, e a F de filmes bons... Concluindo em L de livro antes de dormir e C de cair de sono muito rápido.
Postado por Lu às 11:20 PM 1 quilo(s)
março 08, 2008
Desejo de sábado: iogurte natural do McDonald’s com frutas vermelhas e cereais. Quase congelado, para agüentar o calor de Porto Alegre.
Postado por Lu às 9:47 PM 4 quilo(s)
março 07, 2008
março 06, 2008
Retomei a literatura. Fim de férias do seminário de criação do qual faço parte. A notícia é boa para a minha vida. Mas não muito para o blog... Tentarei não abandoná-lo.
Enquanto isso, fiquem com o resultado da minha ressonância magnética. Obrigada e boa noite.
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO JOELHO DIREITO
Técnica:
Exame realizado com cortes axiais, sagitais e coronais ponderados em DP e T2 com saturação de gordura, incluindo seqüência de alta resolução fêmoro-patelar.
Interpretação:
Tendinose / tendinite do tendão semimembranoso na inserção póstero-medial da tíbia
Ligamentos cruzados e colaterais íntegros
Meniscos sem rupturas
Cartilagem articular sem evidência de alteração
Ausência de derrame articular
Postado por Lu às 10:38 PM 3 quilo(s)
março 05, 2008
março 04, 2008
Ela ouve rock no carro, fica feliz de cara e dança no estacionamento. Ele faz cara séria e pergunta o que ela fumou ou bebeu.
Ela dança rock em casa, só de calcinha, rebolando pela sala. Ele fica furioso, levanta, fecha a janela que dá para o vizinho e volta para a frente do notebook.
Ela canta e encena embaixo do chuveiro. Joga água para todos os lados, grita o refrão da música. Assumindo pose de invocado, ele pede que ela faça menos barulho para não atrapalhar a televisão.
Ela pensa se desiste do rock, monta uma banda ou vai de vez escrever poesias e aprender tricot. Ele boceja e pede que ela apague a luz, pois já passou da hora de dormir.
Postado por Lu às 11:27 PM 2 quilo(s)
março 03, 2008
O ar-condicionado da recepção me incomodou um pouco (cheguei às 7h20min no Mãe de Deus Center e sinto frio de manhã...). Fui de casaco.
As perguntas da atendente me chatearam (ela quis saber demais do meu joelho e fez cara de que meu piercing na orelha explodiria se eu não tirasse ele para a ressonância magnética...). Não tirei.
A blusa e a calça que me deram para vestir eram feias, surradas e geladas (eu, de novo, só querendo me aquecer de manhã cedo...). Me irritei com a roupa.
O pró-pé branquinho gelou meu pé de tão fininho e sem gracinha que era (e ainda me fizeram atravessar meio corredor andando no piso frio...). Andaria na ponta do pé se o joelho não doesse tanto.
A cadeirinha de plástico que eu sentei antes do exame era bem desconfortável (mas fiquei lá só três minutos...). Vi a revista da Ana Maria Braga.
A cama do aparelho era chata de deitar (sorte que fiquei com a cabeça para fora...). E de olhos fechados.
A atendente me avisou de que eu não me mexesse nunca e que o barulho era normal (achei tudo isso normal também...). Pá, pá, pá, pá pápá.
Ela me entregou uma campainha, para algum caso de emergência (e eu olhando pro teto). Quase dormi.
E, pavor total, foi colocando na minha cabeça um fone de ouvido (e nenhuma das mazelas anteriores me feriu mais do que imaginar aquele fone de ouvido tocando axé, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, ou qualquer coisa parecida com isso ou hip-hop, ou rap...ou...). Créu, acho que pensei no créu o tempo todo.
Sorte é que não tocou nada (e o exame fica pronto na quarta...). Tchá, tchán!
Postado por Lu às 9:03 PM 4 quilo(s)
março 02, 2008
Pense e aja no fim de semana. Prepare uma lista de compras. Tenha certeza de que o shopping estará lotado. Deseje comer um iogurte com frutas vermelhas e cereais. Saiba que a fila no McDonald’s será arrastada. Resolva assistir Tropa de Elite, finalmente. Tenha consciência de que a locadora estará sem cópias disponíveis. Volte a saborear o curry que tanto gosta. Conheça a realidade de que até mesmo a telentrega vai demorar mais dessa vez. Não resisto à inevitável teoria do inferno astral. Um mês antes do aniversário. Mas a verdade é que, comunidades como a que eu faço parte, se acostumam muito mal no verão. Toda a cidade e os serviços disponíveis à nossa mercê. Sem mar, areia ou sol... No entanto, podemos conhecer a Porto Alegre com menos fila, menos tempo de espera, mais oportunidades, mais facilidades. Fico triste quando o fim do verão desponta. Mas, mais desagradada ainda quando os veranistas voltam. E com eles o trânsito caótico, a superpopulação, as dificuldades. E a paciência. Porque esse quesito realmente não pode faltar ao cidadão urbano moderno...
Postado por Lu às 5:46 PM 4 quilo(s)
março 01, 2008
fevereiro 29, 2008
29 dias. 29 posts. Alguns descendo a ladeira. Outros enganando o relógio e aparecendo sorrateiramente no blog. Alguns bem pensados. Outros do jeito que deu. Filosofias baratas de botequim quando falta até a canha boa de todo o dia. Reflexões instantâneas com gosto de miojo. Mentiras lavadas e deslavadas que ainda cheiram mal. O mês acabou. E a promessa continua sendo mantida. Isso, sim...
Postado por Lu às 2:30 PM 3 quilo(s)
fevereiro 28, 2008
SOS SAÚDE THOMÉ
Eis que a dor no joelho já durava mais de uma semana. E as oito horas de ônibus em menos de 48 horas não colaboraram para o alívio. Resolvi faltar ao pilates ontem e ir à emergência de traumatologia. Resultado Eu: possível lesão no menisco. Antiinflamatório e a perna mobilizada. Em breve, ressonância magnética.
Eis que a dor no olho do pai já durava muito mais de uma semana. De arrasto, o levei na emergência de olhos. Resultado Pai: não era conjuntivite. Era um pedaço minúsculo de algo preso ao olho. Um ferro, uma semente. O médico retirou, mas ficou uma lesão. Colírio de hora em hora e cuidados para a cicatrização.
Eis que há alguns dias o olho da Moni inchou. Ela foi de arrasto junto ao médico. Resultado Moni: alergia e terçol. Quinze dias sem usar lentes de contato e maquiagem. Colírio, pomada e lavagem dos olhos com xampu infantil.
Três consultas no mesmo dia. Recomendações e remédios. E, antes e depois, um pouco de cumplicidade e risadas. Porque carinho não tem contra-indicação. Sigo com o joelho enfaixado. E finjo que é adereço da moda. Chique, não sabia?
Postado por Lu às 7:02 PM 2 quilo(s)
fevereiro 27, 2008
Mil faces de uma quarta-feira, ou uma simples maneira de se reinventar refletida no espelho maluco do parque de diversões da vida.
Postado por Lu às 6:15 PM 0 quilo(s)
fevereiro 26, 2008
Quando Max ficava só, sua sensação mais clara era a de estar desaparecendo. Todas as suas roupas eram cinzentas - houvessem ou não começado assim -, desde as calças até o suéter de lã e o paletó, que agora escorria dele feito água. O rapaz verificava se sua pele estava escamando, pois era como se ele estivesse em processo de dissolução.
A Menina que roubava livros, de Markus Zusak
Postado por Lu às 10:16 PM 3 quilo(s)
fevereiro 25, 2008
fevereiro 24, 2008
Nuvens carregadas de chuva até que são bonitas. Um certo recheio de tristeza com charme.
Postado por Lu às 6:00 PM 0 quilo(s)
fevereiro 23, 2008
Agora, vamos lá. Resgatei minha carteirinha do hospital psiquiátrico. Que agüentem os sãos. E me acompanhem os loucos.
Postado por Lu às 11:59 AM 0 quilo(s)
fevereiro 22, 2008
Hoje eu acordei com uma vontade de falar que me deu uma vontade de ler Foucault...
Postado por Lu às 5:47 PM 0 quilo(s)
fevereiro 21, 2008
'Cause I have done it before, and I can do it some more
I got my eye on the score, I'm gonna cut to the core
It's too late, it's too soon or is it?
Tick, tick, tick, tick, tick, tick, tick boom
Postado por Lu às 10:54 PM 2 quilo(s)
fevereiro 20, 2008
Tenho ultrapassado uma fase vegetal. Literalmente. Continuo procurando interessados em jardinagem. Literalmente também (indique nos comentários abaixo esses praticantes e interessados em jardinagem como hobby. Preciso entrevistá-los. Thanks!). Hoje, estava me sentindo uma planta. Da minha remota infância. Deitada na grama, eu ficava horas encostando no ser vivo verde de folhas muito pequenas, e ele fechava. Dali a pouco abria, e eu tocava novamente. Abrindo e fechando. Apagando e acendendo. Ligando e desligando. Plantinha.
Postado por Lu às 11:01 PM 16 quilo(s)
fevereiro 19, 2008
fevereiro 18, 2008
fevereiro 17, 2008
A sessão de Juno no Unibanco Arteplex estava lotada. E começou quase colada na anterior. Mesmo estando no início da fila, entramos na sala no meio dos trailers. E eu não tinha visto: a poltrona ao meu lado esquerdo estava repleta de purpurina. Esfreguei o braço no estofado no momento em que acomodava a minha bolsa. Saí do cinema brilhando um pouco. Exatamente da maneira como me senti depois que o filme terminou.
Postado por Lu às 3:30 PM 2 quilo(s)
fevereiro 16, 2008
fevereiro 15, 2008
Ontem, fomos assistir Sweeney Todd. Na introdução sombria, quase monocolor, Tim Burton se apresentava. E eu, segurando um pacote imenso (não sei por que comprei tanta pipoca), ia comendo e aguardando... Comendo e aguardando. Na primeira cena, o personagem abriu a boca e cantou. O Samir tinha avisado que eu gostaria do filme se (SE) conseguisse abstrair que é um musical. E eu me iludi: nunca imaginava que o filme seria 90% musical. Tenho verdadeiros problemas existenciais com diálogos cantados. Não consigo prestar atenção. Seguimos, assim, duas horas... Eu, literalmente, me mexendo na cadeira, levantando, tentando ir embora, e o Mr. Flag me segurando e me empurrando de volta. O filme foi mais ou menos. Mas a minha coreografia, para quem conseguiu acompanhar, estava imperdível. Posso garantir.
Postado por Lu às 3:59 PM 3 quilo(s)
fevereiro 14, 2008
Links úteis 50 kg
HALF DOG – um trio bacana, envolvido direta ou indiretamente com o projeto da antologia Ficção de Polpa, lançou uma coleção de camisetas. Além de criações próprias, eles também vendem Sigma, RedBug e Combo. E os temas vão de informática a cinema e anime. Geekware. Fui no lançamento que aconteceu na terça-feira no Gibi Bar.
Visitem: www.halfdog.com.br
BOLÃO – O jornal CineSemana, editado pelo meu amigo Gustavo Faraon, lançou um bolão para o Oscar 2008. Como eu e Mr. Flag estamos recuperando o tempo cinematográfico perdido, indo a várias sessões desde o Carnaval, achamos uma boa dar nossos palpites lá. Os vencedores ganham ingressos de cinema, com direito a pipoca e refri.
Participem: www.cinesemana.com.br/bolao/
Era isso!
Postado por Lu às 11:11 PM 0 quilo(s)
fevereiro 13, 2008
fevereiro 12, 2008
Eu senti saudades do Mario. Sonhei com ele inclusive. Ele me olhava e me perguntava o que eu estava fazendo. Porque ele esperava que eu entendesse, já que para um poeta tudo aquilo não fazia o menor sentido. Eu disse: não sei, Mario. Não sei de mais nada. Só sinto que existem terças-feiras em que tudo é impossível. E eu tenho vontade de largar tudo, jogar tudo para o alto, e correr de tudo, sem esperar que as coisas caiam e batam no chão. Porque a minha vida parece a vida de uma pessoa embaixo de um guarda-chuva. Eu não olho a rua e a calçada adiante. Não levanto o rosto, com medo da água. Me concentro nas pedras da calçada e na grama... E nada disso vejo direito também. Caminho tão rápido, que sequer presto atenção nos detalhes. Ando rápido. Rápido. Acho que também vou chegar rápido ao final. Vou perder a paisagem, Mario. Vou perder a luz do sol. O gelado da chuva. O barulho do vento nos meus ouvidos... Vou perder. Qual o sentido disso tudo? Vou esperar a tua poesia, para ver se encontro no subtexto a solução desse questionamento. Porque agora, estou cansada demais para pensar em qualquer coisa que seja.
Postado por Lu às 7:02 PM 5 quilo(s)
fevereiro 11, 2008
Minha vontade é ser bonito
Mas eu não consigo
Eu sempre volto atrás
Eu sempre volto atrás
Eu sempre volto atrás
Sonho em ter cabelo comprido
Mas eu não consigo
Eu sempre corto mais
Eu sempre corto mais
Eu sempre corto mais
Meu desejo é estar contigo
Mas eu não consigo
Eu sempre fico em paz
Eu sempre fico em paz
Eu sempre fico em paz
Mantra das possibilidades do Wander
Postado por Lu às 5:23 PM 0 quilo(s)
fevereiro 10, 2008
O dia rendeu. Em sono, atividades, conversas, comida, TV, compras, música, café, leitura, planejamento, Coca-cola, reconhecimento e chuva... Até ela veio, finalmente.
Postado por Lu às 11:31 PM 0 quilo(s)
fevereiro 09, 2008
Nesse sentido, acho que demorei a crescer. Levei anos para admitir que não era uma unanimidade. E nunca seria. Lembro nitidamente: doeu a primeira vez que me dei conta de que alguém me olhava com desdém. Mas, também, foi o dia em que me dei conta de que uma mudança era emergencial. Não serei querida por todos. Ou admirada pelo mundo inteiro. Não serei cem por cento popular. Ou amada incondicionalmente por todo o ser vivo do planeta. Tem gente que me odeia. Por eu ter feito algo, por existir ou por não ter feito absolutamente nada. Tem gente que não gosta profundamente de mim. E que não tenta sequer esconder. Parece outdoor na testa. Tem pessoas que me odeiam mesmo com os esforços que faço para que gostem de mim... Sim, com algumas pessoas eu tento. Mas o ser humano é difícil... Complicado. Sem jeito. Sem solução. Às vezes, acho que, quanto mais fazemos pelas pessoas, menos reconhecimento se arrecada. Porque para o outro fica fácil aceitar a doação voluntária e ainda reclamar que veio pouco... Esse mundo. Portanto, acho que dou um passo a mais no meu desenvolvimento humano. Vou parar de gastar meu tempo com as pessoas que eu não tenho certeza que me amam. É isso. Economia de sentimentos. Pessoas que gostam de mim, me liguem... Minha fortuna é de vocês. Precisamos pensar na agenda para o fim de semana.
Postado por Lu às 6:54 PM 4 quilo(s)
fevereiro 08, 2008
Janta na casa da Moni. Visão do celular da Mari. A mãe também estava por perto. E os olhinhos são de começo de fim de semana.
Postado por Lu às 11:24 PM 4 quilo(s)
fevereiro 07, 2008
fevereiro 06, 2008
fevereiro 05, 2008
Carnaval em Porto Alegre – Parte 4 (final...)
Sem contrariar todas as previsões (que funcionaram da chuva à escolha das escolas de samba vencedoras), chegamos ao fim desse Carnaval com o sol entrando por todas as janelas. O sol... E nós, como os foliões acabados, ficamos a tarde toda jogados no sofá... Sarjeta aconchegante. Eu não iria querer nenhuma outra...
Terminei o dia com várias leituras. Lutando para terminar A menina que roubava livros, e começando o (já maravilhoso...) Na Praia.
Postado por Lu às 6:41 PM 3 quilo(s)
fevereiro 04, 2008
Carnaval em Porto Alegre – Parte 3
Assim como a roupa das passistas, meu dia não teve quase nada. Acordei tarde, almocei tarde e fiz compras no shopping. Me surpreendi como, pela primeira vez, achei Porto Alegre lotada no Carnaval. A impressão que tenho é que poucas pessoas viajaram. Depois, assistimos Onde os fracos não têm vez. Eu adorei... Javier Bardem está magnífico. Mas o filme é difícil... E rendeu várias discussões no jantar que se seguiu com os amigos. Não adianta mesmo... Eu gosto de filmes com diálogos intermináveis e quase incompreensíveis. Vai ver... Acho que nasci uma entrelinha... E serei entrelinha até o fim. Cansei do fato de que as pessoas não me compreendem. E vou ser feliz assim mesmo. Assim como os filmes cult.
Postado por Lu às 11:47 PM 0 quilo(s)
fevereiro 03, 2008
Carnaval em Porto Alegre – Parte 2
Seguimos conforme os ensaios a nossa apresentação na avenida. Depois de ter dormido tarde, acordamos perto do meio-dia. Tomei café às 13h, e almocei perto das 15h.
Naveguei um pouco na Internet, e coroei o dia com o simplesmente maravilhoso A Vida dos Outros, filme alemão que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro no ano passado.
A sala 2 do AeroGuion estava lotada. Totalmente lotada. E durante as mais de duas horas de exibição, a platéia estava concentrada e hipnotizada. Acredito que, mais do que tudo, esse é um filme que lida com as contradições. Fui surpreendida no modo como o personagem principal me seduziu. Em como era importante que ele mantivesse o sentimento de lealdade com o escritor que estava espionando. Em como era bonita e frágil (muito frágil) a relação do escritor com a atriz, em um mundo que já estava aos pedaços... Num lugar de favores políticos e sexuais e da morte da esperança... Achei tudo muito bonito, muito verdadeiro. Mas não cheguei a me emocionar. O filme foi se encaminhando, fiquei mais engasgada, mas não chorei... O filme foi acabando, e eu olhei no relógio. E, simplesmente, não consegui me controlar na última cena. Chorei... Foi uma das coisas mais bonitas e mais emocionantes que já vi no cinema. Um desfecho mais do que sensível...
Uma homenagem aos homens bons desse mundo...
Postado por Lu às 10:36 PM 0 quilo(s)
fevereiro 02, 2008
Carnaval em Porto Alegre – Parte 1
Carnaval NA AVENIDA
Choveu o mundo enquanto almoçávamos hoje. Na saída, o bloco carnavalesco dos Água Ardentes (eu, Elio, pai, mãe, Moni e Mano) sambou nas poças de água da Av. São Pedro, andou na contramão na Av. Benjamin Constant e no corredor de ônibus da Av. Assis Brasil. Litros e litros e mais litros de água durante poucos minutos. Eu ri muito. Encharcada dos pés à cabeça. Tremendo de frio... Olha a água aí, gente!!
Carnaval NO ENREDO
Tarde cinematográfica embalada por Edith Piaf. Veio, cantou, viveu e emocionou a platéia. Filme lindo.
Carnaval NA CULTURA
Comprei livros e revistas na Livraria Cultura. Meu sambódromo preferido.
Carnaval NA HARMONIA
Fettuccine com molhos de queijos, tomates secos e iscas de frango grelhado para o jantar.
Carnaval na COMISSÃO DE FRENTE
Assistimos também o Gângster de Ridley Scott. Longo, mas muito interessante. Total atmosfera dos anos 70 e a mais pura heroína por todos os cantos da tela. "Tem uma água benta aí?"
Carnaval DESTAQUE SOLO
Terminamos a noite na borracharia. O resgate na chuva da tarde rendeu um micro-furo no pneu direito da frente. Pit stop obrigatório. E nós na calçada, sambando noite alta...
Postado por Lu às 11:59 AM 0 quilo(s)
fevereiro 01, 2008
Um velhinho deitado... Na vida, não adianta. Quem não quer ouvir coisa ruim, não fica parado perto da porta fechada fingindo que é parede pintada de bege.
Postado por Lu às 9:58 PM 0 quilo(s)
janeiro 31, 2008
Janeiro. 31 dias. Um pouco aos trancos e barrancos. Mas 31 posts no 50 kg.
Postado por Lu às 6:33 PM 3 quilo(s)
janeiro 30, 2008
Me lembrei de um comercial que vi na tevê há alguns meses. A frase, grudada na tela, perguntava como que num desafio:
Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?...
Fiquei pensando. Um pouco demais talvez. Sinal de que tudo caminha distante disso. Pelo menos por enquanto.
Faz tempo que viajei sozinha pela primeira vez. Que pulei de bungee jump. Que autografei meu primeiro livro. Que entrevistei alguém pela primeira vez. Que me tatuei. Fui na procissão de Navegantes. Ok. Antes disso, não me lembro.
Resta pensar o que ainda farei. Quero passear de cavalo, andar de Jet Sky, fazer rappel, comer no Koh Pee Pee, pular Carnaval na avenida, pintar o cabelo de azul, ler Joyce, cantar no karaokê, dançar no telhado, voar até a lua, ficar um dia de cabeça pra baixo, andar pelada na rua... É. Os itens vão entrando e a pessoa começa a desvairar. E isso nunca é novidade...
Postado por Lu às 11:15 PM 2 quilo(s)
janeiro 29, 2008
Eu passei mal ontem. Saí do escritório delirando, mal me segurando nas pernas. Lembro de ter chegado de carro à garagem, passado na farmácia e comprado Naldecon. Lembro de ter tomado o remédio, levado um copo de água para o quarto e vestido um pijama de inverno. Porque eu tremia os queixos de tanto frio. De resto, lembro de ter ficado horas tentando dormir, pedindo para o meu corpo se recuperar, a febre ceder. Fiquei horas sonhando. Trabalhando no sonho. Me estressando no sonho. Comendo banners em Flash, quase crocantes. Cada cor tinha sabores diferentes. Me lembro que gostei mais dos azuis. A febre só foi ceder depois que o Mr. Flag fez uma sopa pra mim. Bem quente. Mesmo assim, dormi de novo, e só acordei tarde da manhã. Com o corpo cansado e a cabeça doída de tanta febre. Gripão de verão...
Postado por Lu às 1:10 PM 3 quilo(s)
janeiro 28, 2008
A vida murcha sem desafios. Definha quando os desafios são vazios. E acaba quando a tristeza parece não ter fim. E a felicidade? Talvez seja aquela florzinha ali, tentando surgir debaixo da pedra quente.
Postado por Lu às 4:58 PM 0 quilo(s)
janeiro 27, 2008
Quando Tarsila pintou um quadro que ofereceu de presente ao marido, Oswald de Andrade, a 11 de janeiro de 1928, talvez não imaginasse que estaria praticamente a fundar um movimento que se chamaria "Antropofagia".
O quadro exibia uma figura estranha, agigantada como A Negra, de 1923, mas com um contraste mais acentuado entre os pés e mãos, enormes, e a cabecinha, minúscula, no alto. Em A Negra, o verde da folha de bananeira contrastava com faixas geométricas, ao fundo. Agora a cor terrosa da figura contrasta com o céu bem azul e o sol-laranja-flor tangenciando à direita um solitário cacto verde. "O cacto é selvagem, tem uma presença muito forte...", afirma Tarsila.
Oswald estranhou o quadro. Chamou Raul Bopp que também estranhou: "O que será isso?" Oswald respondeu que devia ser um gigante e sugeriu que lhe dessem o nome de um selvagem. Tarsila lembrou-se então do dicionário de Montoya, de termos tupis. E acham o nome para este homem da terra que vai gerar um movimento - Aba: homem; Poru: que come carne humana. Abaporu: o homem que come carne humana, o antropófago. Estava fundada a Antropofagia.
Em 2008, Abaporu completou 80 anos. Hoje, dia 27 de janeiro de 2008, eu fiquei frente a frente com o quadro que me acompanha há muito tempo. Na Pinacoteca do Estado de SP. Lindo...

Postado por Lu às 6:48 PM 0 quilo(s)
janeiro 26, 2008
Festa em São Paulo ontem. Corporação, vestido vermelho, Limousine e Mr. Flag.
Postado por Lu às 6:05 PM 0 quilo(s)
janeiro 25, 2008
Sentei na poltrona do avião e apertei o cinto. Esperei a decolagem e a zonzeira da pressão no ouvido passar. Abri a bolsa e peguei o MP3 player com a bateria cheinha. Incrível como qualquer lugar ou situação se torna agradável quando está tocando uma música que a gente gosta.
Rock é vida.
Estou em SP até domingo.
Postado por Lu às 12:30 PM 2 quilo(s)
janeiro 24, 2008
OK. Todo mundo riu quando eu contei. Alguns vão me julgar. Sinto a ponta dos dedos ossudos na direção do meu rosto. Mas eu não pude fazer nada dessa vez. É quase doentio/patológico/obrigatório o meu hábito de tomar banho todos os dias pela manhã. Mesmo com o banho noturno. Mulheres de cabelo curto me entendem. Não tem outra maneira de baixar a melena revolta depois de brigas e amores com o travesseiro. Só com água... Então, sim... Eu vi a nota na porta de entrada do prédio, avisando que no dia 24 de janeiro ocorreria a limpeza da caixa d’água. Só não pensava que o dia 24 chegaria tão rápido esse mês. E tampouco que a água acabaria antes das 6 da manhã. Geralmente, eles desligam o registro depois das 9h. Sendo assim, aninhada e enrolada nos lençóis, eu já calculava os minutos restantes do soninho, e ouço a voz dele, Mr. Flag. "Lu, Lu... só pra te avisar. Não tem água. Acho que no vaso só dá pra mais um xixi..." Droga, eu pensei. Mas bem light. Falei ok, e comecei a pensar. Saio de pijama, ando uma quadra, pego o carro e vou tomar banho nos meus pais. Hummm... Que função... Separar roupas, xampu, condicionador... Demorei três minutos e meio para descartar a hipótese. Transtorno. Pulei da cama e abri a torneira da pia do banheiro. Uma, duas gotas e secura do deserto. E daí, confesso, foi natural. Não planejei, nem me achei nojenta, e nem pensei que estaria cometendo uma extravagância. Hey, foi natural. Eu precisava tomar banho... Então, fui até a cozinha, peguei panela e chaleira, enchi de água da bombona, aqueci um pouco. E tomei um ótimo banho de bacia... Com água mineral bem quentinha...
Postado por Lu às 4:33 PM 2 quilo(s)
janeiro 23, 2008
janeiro 22, 2008
Se eu fosse uma palavra, seria antagonismo.
Se fosse um objeto, seria uma Dancing Flor, de guitarra vermelha.
Se fosse uma cor, seria azul.
Se fosse um cheiro, seria de grama cortada.
Se fosse um lugar, seria dentro.
Se fosse um gosto, seria cítrico.
Se fosse um livro, seria Oskar.
Se fosse uma música, seria Starlight.
Se fosse uma roupa, seria um blusão marrom velho de lã.
Se fosse você, seria feliz... Sempre...
Postado por Lu às 6:15 PM 7 quilo(s)
janeiro 21, 2008
Sou adepta do turismo, mesmo que dentro da cidade onde se mora. E entenda-se por turismo: o inusitado, diferente, desconhecido, nunca praticado. Imbuída desse espírito, do respeito e do companheirismo por minha família, embarquei numa aventura diferente ontem.
Às cinco horas da tarde, chegamos na Igreja dos Navegantes. A meta era acompanhar a mãe na missa e procissão que seguiria Nossa Senhora dos Navegantes até o Centro de Porto Alegre, na Igreja do Rosário. A missa foi bonita. A igreja é aconchegante e clara. E, desde o início, me impressionei pela devoção e simpatia das pessoas que estavam no corredor, mesmo sem lugar para sentar. Sorrisos e mãos para o alto são as coisas que mais me lembro. Às 18h20min, acompanhamos a saída da Santa da Igreja. Fogos de artifício e uma nuvem azul que parecia, por alguns segundos, ter transformado o céu em fundo do mar. Acompanhamos de perto a mãe, que coordenava eu, o pai e a Moni e indicava todas as etapas. Experiente na Festa de Navegantes, a mãe participa de algumas edições desde que era criança. Nesse ano, o motivo era especial. E por isso decidimos acompanhá-la pela primeira vez.
Da Sertório, as milhares de pessoas seguiram pela Presidente Roosevelt. Rezando, concentradas, muitas com crianças no colo, mais ainda de pés descalços, resistindo ao calor do asfalto. Sempre a passos curtos, próximos... A procissão seguiu até a Farrapos e de lá até a Vigário José Inácio. A maior parte do tempo, andei de braços dados com o pai, prestando atenção nas pessoas ao meu redor, me concentrando na Ave Maria e no Pai Nosso. E quando chegamos ao destino, e as palmas aumentaram, os choros se pronunciaram ainda mais e eu vi as lágrimas da mãe, tive certeza de que não poderia existir cansaço em mim ou desânimo.
Porque caminhamos muito em pouco mais de duas horas. E se me contassem que tínhamos flutuado, eu acreditaria.
Postado por Lu às 10:56 PM 2 quilo(s)
janeiro 20, 2008
Eis que me lembrei da Gazeta Mercantil. Muitas das minhas histórias de "Forrest Gump" envolvem o jornal e o tempo em que trabalhei lá. E recordei da Sheyla (com SH mesmo e Y), a telefonista. E da maneira como, em plena época de festas, ela saudava as pessoas que ligavam.
"Gazeta Mercantil Rio Grande do Sul, Feliz Natal e Próspero Ano Novo, Sheyla, boa tarde!"
Ela considerava extremamente importante atender o pessoal com carinho. "Ainda mais no Natal..." Por mais que eu argumentasse, ela não desistia. Então, passando pelo corredor, eu ouvia a Sheyla falando uma, duas, dez vezes. Devia repetir toda a saudação 300 vezes por tarde. E, com certeza, foi a telefonista mais gente fina com quem já trabalhei. Simpatia que dá saudades.
Postado por Lu às 2:31 PM 0 quilo(s)
janeiro 19, 2008
janeiro 18, 2008
Alone on a train aimless in wonder
An outdated map crumpled in my pocket
But I didn't care where I was going
'Cause they're all different names for the same place
Postado por Lu às 5:49 PM 0 quilo(s)
janeiro 17, 2008
Em dias de vento e chuva, me lembro da sacada da minha antiga sala da CCMQ. Principalmente, em semanas nas quais as pessoas me falam da Casa. Dali, apoiada na grade, eu via o rio revolto, como se quisesse se soltar do vento. E o vento, como que irritado, vindo na direção dos prédios, levando tudo adiante. Cabelos voavam, folhas disparavam, lixo bailava na calçada, e as cadeiras e mesas de plástico do Café dos Cataventos eram projetadas para Rua dos Andradas. Peças brancas, de quatro pernas, voando até cinco metros de distância, sem encostar no chão. E quando os pingos começavam, entrávamos e, de portas e janelas fechadas, acompanhávamos o mundo sendo lavado. Controlando a vontade de correr para a rua e lavar a alma também...
A chuva não é mais a mesma.
Nem eu.
Postado por Lu às 10:58 PM 2 quilo(s)
janeiro 16, 2008
Quase piscando. Quase dormindo. Quase fazendo cara de braba. Tess, uma fera feroz... Que tal uma mordida?
Postado por Lu às 10:28 PM 0 quilo(s)
janeiro 15, 2008
janeiro 14, 2008
janeiro 13, 2008
Sábado agradável. Vento na rua. Passeios de manhã cedo pelo bairro. Vestido de princesa antes do meio-dia. Almoço com a família. Um pouco de trabalho à tarde. Happy hour no lounge do Napp e da Loreta, com direito a petiscos e Lambrusco (delícia... delícia...). E fim de noite no Chairs, restaurante novo da Zona Sul... Ainda tentei ver Duro de Matar 4.0. Mas fui derrotada pelo sono... Dureza.
Postado por Lu às 4:46 PM 2 quilo(s)
janeiro 12, 2008
janeiro 11, 2008
Oi. Não estou em casa nesse momento. Fui no ShamRock. Deixe seu recado após o bip.
Biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip...
Postado por Lu às 8:59 PM 2 quilo(s)
janeiro 10, 2008
Nas ruas de Porto Alegre, noite instalada. Quatro pessoas no carro preto rodando sobre quatro rodas. Da conversa solta, surge a discussão filosófica pertinente: por que carros modernos e incrementados ainda possuem um puta-merda? Quem anda de carro segurando no puta-merda? Quem, afinal de contas, resolveu dar o nome de puta-merda à inocente alça plástica? E, finalmente, por que o ato de explicar a denominação do objeto sempre vem acompanhada da encenação de alguém que "pressente-que-o-carro-vai-bater, segura-no-puta-merda e grita-puta-merda"? Era só o que eu queria saber.
Postado por Lu às 12:11 AM 5 quilo(s)
janeiro 09, 2008
Fui caminhando pela calçada. Meio-dia em ponto. Sentindo o calor forte do sol nos meus ombros. A pele mais exposta. Sem enxergar direito. Por causa da luz. Por causa da água. Que insistia em escorrer dos olhos. Uma. Depois a outra. Dissimuladas pelas palmas das mãos. Virando tristeza borrada estampada no rosto. Enxerguei os braços. E senti o abraço. E agradeci por poder conviver todos os dias com uma pessoa que eu amo tanto. Obrigada, Mano.
Postado por Lu às 12:07 AM 2 quilo(s)
janeiro 08, 2008
Champanhe para o corpo. Borbulhas para a alma. Risos para a memória. Eis a nossa imagem clássica de Ano Novo. E quase não tínhamos bebido. Eu, mãe, Moni e Mari no sentido horário. Sim, a felicidade parece que veio de fábrica. 
Postado por Lu às 10:28 PM 2 quilo(s)
janeiro 07, 2008
"Vagamente, quase um sussurro que, a cada dia, se apaga mais e mais, enquanto derrama o feijão na panela e adiciona um tanto de água, ela pensa ouvir uma voz. A voz de um homem gritando o seu amor."
Fim de um novo conto. De autoria do Sergio Napp. Meu mestre de literatura e de vida. Querido amigo. Exemplo. Saudades. Muitas. Todos os dias. Encontro no sábado. Está agendado...
Postado por Lu às 10:17 PM 0 quilo(s)
janeiro 06, 2008
"Eu a via por assim dizer pela primeira vez. Ela estava toda encolhida e embrulhada nos agasalhos, a cabeça inclinada, o regalo com as mãos no colo, as pernas apertadas uma contra a outra, os calcanhares no ar. Sem forma, sem idade, sem vida quase, podia ser uma velha ou uma menininha. E esse modo de responder, Não sei, Não posso. Só eu é que não sabia e não podia. É por mim que você veio?, disse eu. Sim, disse ela."
Primeiro amor, de Samuel Beckett
Postado por Lu às 6:52 PM 0 quilo(s)
janeiro 05, 2008
janeiro 04, 2008
Eu canto essa música no carro pro Mano. A Ana abre a porta do escritório e pergunta: Lu, sabe de quem é essa música? Entoa um bico e começa: turururu, tururururi... Digo: sei... É da Pública... Essa letra é quase eu... ali... em notas musicais...
Postado por Lu às 5:55 PM 3 quilo(s)
janeiro 03, 2008
Eu quis escrever a sinfonia da noite. Em notas simples. Gestos amplos. Deitada, com a cabeça acomodada no travesseiro. Hipnotizada por um sono torto e tonto. E os barulhos cadenciados da escuridão prosseguiam. Um estalo, um rugido, um estampido seco e sangrado. Uma consciência desperta e escrava. Compondo essas frases que não paravam de brotar. Segura de que poderia memorizá-las para colher uma a uma. Nesse jardim de restos da insônia e de olheiras que visitam o rosto e se mascaram para o espelho.
Postado por Lu às 11:08 PM 2 quilo(s)
janeiro 02, 2008
"Deitado na barraca, Michel esperou a aurora. Pelo fim da noite, caiu um temporal violento. Surpreendeu-se ao constatar que sentia um pouco de medo. Depois, o céu acalmou-se e começou uma chuva regular e lenta. As gotas batiam na lona da barraca com um barulho surdo, a alguns centímetros de seu rosto, sem poder atingi-lo. Teve subitamente o pressentimento de que a sua vida inteira se pareceria com aquele momento. Atravessaria as emoções humanas, por vezes delas estaria próximo; outros conheceria a felicidade ou o desespero. Nada disso poderia dizer-lhe exatamente respeito ou atingi-lo."
Partículas elementares, de Michel Houellebecq
Postado por Lu às 6:21 PM 2 quilo(s)
janeiro 01, 2008
Minhas resoluções para 2008
Privilegiar minha família sempre que possível
Ficar com meus amigos
Trabalhar mais em favor do ócio... Trabalhar firmemente pelo ócio, ócio, ócio... (prometi isso a vários amigos...)
Ler, ler, ler
Escrever, escrever, escrever
Me estressar menos
Viajar, viajar, viajar... (EU PRECISO VIAJAR!!!)
Lembrar mais de mim, me proteger mais, ser minha melhor amiga
Me aperfeiçoar no Pilates
Chorar menos, sorrir mais, mandar mais as pessoas à merda quando elas merecerem
Ouvir música no volume mais alto, até meus vizinhos chamarem a polícia
Experimentar coisas novas, vivenciar coisas consagradas
SER EU... Sempre!
Postado por Lu às 4:19 PM 2 quilo(s)
dezembro 28, 2007
Me beijou, ainda sorrindo e com o lenço encostado no nariz. Na hora de fechar o bar, fomos para onde eu morava. Tinha um pouco de cerveja na geladeira e ficamos lá sentados, conversando. E só então percebi que estava diante de uma criatura cheia de delicadeza e carinho. Que se traía sem se dar conta. Ao mesmo tempo que se encolhia numa mistura de insensatez e incoerência. Uma verdadeira preciosidade. Uma jóia, linda e espiritual. Talvez algum homem, uma coisa qualquer, um dia a destruísse para sempre. Fiquei torcendo para que não fosse eu.
Crônica de um amor louco, de Bukowski
Postado por Lu às 10:39 AM 0 quilo(s)
dezembro 21, 2007
E o meu desejo de fim de ano para todo mundo que lê esse blog já tem “cara”. É essa aqui do Mr. Flag, uma verdadeira inspiração. Se tiver que ficar com lama até a cabeça, que seja no lamaçal do Hotel Transamérica na Ilha de Comandatuba (BA). E, mesmo sujo até nos cabelos, olha o sorriso... Ninguém garante que a nossa vida vai melhorar, só porque é Natal, ou porque um novo ano vem aí. Mas a gente pode pelo menos ser feliz... De qualquer jeito. Então, de verdade, mete o pé na lama e vem rir comigo em 2008! Amigos, obrigada por tudo!
Feliz Natal e bom Réveillon... (vale até Freixenet no teto... chuva de Freixenet congelada é coisa mais chique e divertida do mundo... não esqueçam nunca disso...)
Postado por Lu às 5:19 PM 4 quilo(s)
dezembro 15, 2007
dezembro 07, 2007
Mar e amor podiam rimar, e eu disse isso em voz alta. Ela perguntou "o quê, pai?", e eu respondi "eu só disse mar", porque ela talvez não entendesse a segunda palavra. "E amor, pai?" "É o que está escrito nos olhos da tua mãe, lá na areia". Ela pensou em voz alta: "quando eu for grande, eu vou saber ler o que tá escrito no olho da mãe?" "Vai". Ela sorriu e depois apoiou o rostinho nas nossas duas mãos dadas: "pai, posso por enquanto mentir que amor é a tua mão na minha mão?"
Pela primeira vez, eu engolia o mar nos olhos para poder dizer tão somente três palavras: "pode, minha filha".
Dentro do Olho Dentro, de Altair Martins
Postado por Lu às 1:29 PM 4 quilo(s)
dezembro 05, 2007
Compareci ao Fronteiras do Pensamento ontem. Primeira vez, no último dia do evento. Coisa mais chique. Champanhe. Morangos. Damasco. Palestra do Michel Houellebecq interessante, mas monótona. Melhor parte de todas (não, eu não posso evitar de ser chinela e bagunceira...): respondendo a uma pergunta do público, o autor discorreu sobre a importância do rock, da música, da revolução sexual, da pílula anticoncepcional... Falou pílula cinco vezes... E em todas elas, a tradutora "simultânea" presenteou o público com a pérola PÍRULA, PÍRULA, PÍRULA... De gargalhar, e o francês não entender nada do que acontecia. Sensacional!
Postado por Lu às 5:17 PM 0 quilo(s)
ATENÇÃO:
Você está lendo ao post número MIL desse blog!
É o 50 kg resistindo à falta de tempo e de criatividade dessa sua criadora...
Postado por Lu às 5:16 PM 2 quilo(s)
dezembro 02, 2007
Abre a janela. Deixa a luz do sol entrar. E aumenta o volume...
Postado por Lu às 7:58 PM 0 quilo(s)
Virou tradição. Das sérias. Sempre me dou um presente de aniversário e um presente de Natal. Entenda-se: compro algo bacana ou altamente simbólico pra mim. Algo que eu sei que será importante e útil, e que será muito legal receber de mim mesma. Hoje, fiz a ordem de compra do meu presente de Natal. Acho que ele demora três semanas para chegar. Comprei on-line, de uma loja nos Estados Unidos, o meu primeiro Moleskine. Emoção...
Postado por Lu às 2:09 PM 4 quilo(s)
dezembro 01, 2007
Os livros estão fluindo na minha vida. A impressão que tenho é que, finalmente, consegui organizar a minha biblioteca. E perdi aquele desespero de ter medo de não ter tempo de ler tudo e acabar não lendo nada. Um pacto foi providencial: 40 páginas por noite. Quase um milagre: a fórmula infalível para relaxar do estresse do dia de trabalho e praticar um hábito mais que agradável. Prazeroso, enriquecedor. Mágico. Só depende do livro. E como é bom. Tive, por duas semanas, a companhia de García Márquez. Ontem, recebi a visita de Altair Martins. Deve ficar até hoje. E depois, encaro o Michel Houellebecq. Meu refúgio nesse mundo está verdadeiramente consolidado.
Postado por Lu às 5:06 PM 2 quilo(s)
novembro 30, 2007
Ontem, aconteceu o primeiro evento de fim de ano. Toda aquela coisa tradicional... Reunião de amigos, colegas, conhecidos, familiares. Esse, no entanto, trouxe uma pitada especial e (pra mim) inédita. O encontro agregou o pessoal do seminário de literatura que faço todas as quintas-feiras. E o presente de Amigo Secreto: escrever um texto sobre o tema "O que desejo para o meu amigo em 2008".
Acompanhem, abaixo, o texto que eu ganhei de presente do Samir. Fiquei emocionada... Porque eu me vi nas linhas. Como se fosse um espelho. Tem várias referências sobre mim que ninguém vai entender. Mas que o Samir percebeu com maestria. Obrigada, amigo!
"Uma exclamação não é o bastante. São preciso muitas, quatro ou cinco, para dar a ênfase desejada. Os dedos correm pelo teclado enlouquecidos, digitando e falando e pensando muitas coisas ao mesmo tempo. Tempo que falta. Que faz falta quando não vem. Que quando vem, o texto sangra. E chora e grita e corre. Vísceras expostas, começa a limpeza. O texto renasce, curto e direto, como quem o escreve.
Um amigo que não cabe num parágrafo, mesmo quando é baixinho. Não se pode colocar a pessoa num parágrafo, mas você pode tentar colocar o parágrafo dentro da pessoa, fazer com que ela o leve consigo. A única coisa que se pode desejar a um amigo é que continue sendo tudo aquilo que o faz ser o que é."
Postado por Lu às 11:38 PM 2 quilo(s)
novembro 29, 2007
Eu estava nisso quando amanheceu na casa de Sucre uma caixa de madeira, sem letras pintadas nem referência alguma. Minha irmã Margot havia recebido a caixa sem saber de quem vinha, convencida de que era alguma sobre da farmácia vendida. Eu pensei a mesma coisa, e tomei o café-da-manhã em família com o coração no lugar certo. Papai explicou que não tinha aberto a caixa porque pensou que era o resto da minha bagagem, sem lembrar que já não me sobravam restos de coisa alguma nesse mundo. Meu irmão Gustavo, que aos treze anos tinha prática suficiente para pregar ou despregar qualquer coisa, decidiu abri-la sem pedir licença a ninguém. Minutos depois ouvimos seu grito:
- São livros!
Viver para Contar, de Gabriel García Márquez
Postado por Lu às 7:18 PM 3 quilo(s)
Estou cansada. Esgotada. Faço tantas coisas e nada ao mesmo tempo. Que até parece que não vivo. Desculpem...
Postado por Lu às 4:27 PM 0 quilo(s)
novembro 18, 2007
Água. Sol. Sons. Cores. Eu. Impressões.
Una vez, cada vez, todas las veces...
Sábado de Bienal do Mercosul.
Postado por Lu às 10:38 PM 2 quilo(s)
novembro 16, 2007
Uma coisa linda do Sigur Ros que eu não me canso de ouvir... Perfeita para o sol, o céu azul e a luz de Porto Alegre hoje...
Brosandi
Hendumst í hringi
Höldumst í hendur
Allur heimurinn óskýr
Nema þú stendur
Rennblautur
Allur rennvotur
Engin gúmmístígvél
Hlaupandi í okkur ?
Vill springa út úr skel
Vindur í
Og útilykt ? Af hárinu þínu
Ég lamdi eins fast og ég get
Með nefinu mínu
Hoppa í poll
Í engum stígvélum
Allur rennvotur (rennblautur)
Í engum stígvélum
Og ég fæ blóðnasir
En ég stend alltaf upp
(Hopelandic)
Og ég fæ blóðnasir
En ég stend alltaf upp
(Hopelandic)
Postado por Lu às 4:20 PM 2 quilo(s)
novembro 12, 2007
A Feira do Livro de Porto Alegre acabou. E eu acredito em presentes. Acredito também que, se a gente sofre um pouco, chora um pouco, acaba recebendo algo bonito de volta. Eu acredito nisso. E eu tenho a prova. A Feira do Livro desse ano foi um pouco de sofrimento, e muito de recompensa. Caminhei por pedregulhos no pré-evento. Sim, meus pés ficaram machucados. Achei que não caminharia mais... E, nesse momento, recebi o presente. Quatro pessoas maravilhosas e profissionais que, bem no meu estilo, sabem que um trabalho é ainda melhor quando se faz com felicidade e entusiasmo. Eles foram minha felicidade e entusiasmo nessa Feira... Depois de tudo, festejamos juntos ontem... Morrendo de rir das loucuras da festa de encerramento, pra não chorar a despedida. Que dói um pouquinho também. A gente sofre... Mas é lindo... Porque quer dizer que algo existiu e que sempre vai existir. Tati, Mila, Bina e Bruno: obrigada por tudo. Já morro de saudades de vocês.
Postado por Lu às 6:39 PM 6 quilo(s)
novembro 06, 2007
Andava me sentindo meio assim... Além de doente... Meio assim. Enxergando para todo o canto que olhava um casaco rosa que a Sassá usava nos tempos de Casa de Cultura. Me deu uma saudade. E uma raiva por ser tão impulsiva e inconseqüente, por ter causado a perda de algo que era tão bom. E, bom também, porque achei que tinha aprendido uma lição. Mas daí, meio assim, fiquei paranóica. A Déia sumiu e não me deu mais notícias, e nem recado no blog. Criei coragem e perguntei. Eu sempre pergunto. Quase assim... Disse que não era nada, não... Que eu estava paranóica. Me deu uma saudade também. Daí, muito assim, fiquei doente do coração. Tipo machucado que dói, e parece que não cicatriza. E, nem curativo adianta. Tapar assim só aumenta a ferida. Duas das pessoas que eu mais amo vão me abandonar. Vou ficar sem vê-las todos os dias, sem trocar idéias sobre o trabalho, sem projetar e vivenciar o que eu estou esperando desse futuro que nem parece tão distante assim mais. Eu já sinto isso. E fiquei dias sem saber como agir. Querendo não deixar que, de novo, a minha impulsividade chegasse como pés desmoronando a areia que nem castelo mais lembraria. Daí, fiquei magoada assim... Me sentindo meio assim. Fiz a promessa, com os olhos fechados, de, independente do que acontecer, não deixar nada estragar a amizade. E entender, de uma vez por todas assim, que as pessoas merecem ser felizes... Mesmo que longe de mim. Daí, total assim, eu fiquei hoje além do horário no escritório. Não tinha vontade de desgrudar os olhos de um pôr-do-sol dourado que insistia em invadir a janela. E pensei que não poderia falar com a Sassá, ou com a Déia, ou com a Ângela, ou com o Mano. E queria que algo legal acontecesse. E aí, aconteceu:
eis que no afã de fazer um agrado à minha amiga linda querida adorável do coração, fui à cata!
e... ACHEI!!!
obviamente o objetivo era mandar baixar lá do outro lado do atlântico e te entregar em mãos, mas como tou enrolado com isso faz diiiiiias e as correrias tão grandes, te mando agora.
entonces: tomalá!
beeeeem, espero q consiga mandar vir, bom proveito e talicoisa e coisital.
nos falamos, linda, bjãozão,
m.
Recebi o e-mail e quase chorei. Quase abri a janela e gritei para o sol que aquilo era bom demais. E deixei o escritório flutuando. Obrigada, Marcelo. Tu és (definitivamente) muito especial pra mim. E espero, sempre, muitas discussões sobre Perec pra gente... Se possível, com todas as letras do alfabeto e idéias possíveis... Um beijo do tamanho da vida e de todas as bulas que existem pra ela (principalmente a literária...).
Postado por Lu às 11:38 PM 3 quilo(s)
novembro 05, 2007
Às vezes, dói ser gente. Talvez, as beterrabas sejam felizes...
Postado por Lu às 11:01 PM 7 quilo(s)
novembro 04, 2007
Domingão na Praça. Feira do Livro. Chimarrão com o Bruno. Franz Ferdinand com a Tati. Almoço no Moeda com o Moschini e a Bel. Novidades do fofo Santiago com a Bina. Croissant de goiabada com a Camila. Na foto, registro da Tati Gapp, eu e Rômulo na fiscalização básica.
Postado por Lu às 10:42 PM 2 quilo(s)
novembro 03, 2007
Tem períodos que sonho com várias coisas. Ok, amigo. Estou me rendendo a quase-ataques de consumismo. Andei pensando em um carro, uma nova estante para novas aquisições literárias, e uma sacada com grade de ferro em um apartamento novo. Coisas pós-30 anos consolidados. Mas, sinceramente, não tem como negar. Tem dias que um simples feijão com arroz e bife mata a pau... Ô...
Postado por Lu às 6:32 PM 4 quilo(s)
A 53ª Feira do Livro está bombando. E o site também. Pelo terceiro ano consecutivo, o Estúdio de Conteúdo (meu estúdio!), a Moschini Design (do Moschini) e a PontoBR Web (do Humberto) assumiram a tarefa de fazer a página oficial do evento. Ontem, circulando pela Feira, muita gente me comentou que viu meu nome no Diário da Feira, mas não tinha me encontrado na Praça. Dois são os motivos...
Primeiro: esse ano, fiquei impossibilitada de largar o Estúdio. Continuo no escritório, tocando os projetos com o JC e o Jan. Comunico de novo: vem um projeto muito legal por aí, que também será motivo do meu orgulho (aguardemmmmmm....).
Segundo: peguei uma virose violenta, que me derrubou. Ainda estou meio nocauteada. Sem voz, com dor no corpo.
Então, esse post tem dois motivos.
Primeiro: convidar todo mundo para aparecer no www.feiradolivro-poa.com.br, e conferir o Diário da Feira e o Álbum de Fotos.
Segundo: fazer uma referência, mais do que justa e merecida, aos meus quatro anjos nesse ano. A minha equipe sensacional que assumiu a tarefa de realizar a cobertura da Feira do Livro e encher o site de fotos. O pessoal da Praça (principalmente o povo dos estandes que estão acompanhando as atualizações) é só elogios: a cobertura, além de completa, está muito rápida. Publicada quase em tempo real. Competência e sorrisos... Uma fórmula infalível para a Feira e para a Internet.
Conheçam a minha equipe de verdinhos:
Camila, Tati, Bina e Bruno!!! Obrigada, obrigada, obrigada...
Postado por Lu às 3:23 PM 5 quilo(s)
George Condo 

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada...
Lu Thomé em todas as cores. Agora, estou loira...




