fevereiro 28, 2006
fevereiro 21, 2006

"E lá vamos nós". Amanhã embarco para o Rio de Janeiro para ver o show do Franz Ferdinand. Essa é a programação principal da viagem. Mas tentarei conhecer um pouco da cidade. Volto no domingo de Carnaval. Claro, já sambando dentro do avião... Até!
Postado por Lu às 6:23 PM 0 quilo(s)
fevereiro 19, 2006
Não consigo mais escrever aqui todos os dias. * E as notícias são tantas que, com certeza, eu não conseguiria.
O pai da Dany faleceu na sexta-feira. * Não consegui falar tudo o que queria e rezei para que meu silêncio no telefone soasse como "estou do teu lado, te mandando muita força, te querendo muito bem como sempre".
Meus pais voltam amanhã para Porto Alegre, depois de mais de uma semana de viagem pelo Brasil e estada de cinco dias em Rondônia. * A viagem vai demorar dois dias e três noites, ou três dias e duas noites... hummm.
A Sabrina embarcou hoje para Buenos Aires. * Vai assistir os Rolling Stones.
Eu embarco na quarta-feira para o Rio de Janeiro. * Vou assistir o Franz Ferdinand.
Pintei o cabelo da Mari hoje. * Ela disse que ficou escuro.
Queria dormir a tarde toda. * Mas uma dor nas costas me impediu e está me tirando o fôlego.
Tenho dois dias de intenso trabalho pela frente. * Vou dormir daqui a pouco.
Beijos. * Beijinhos...
Postado por Lu às 9:02 PM 0 quilo(s)
fevereiro 15, 2006
Às vezes, eu acho que Deus brinca um pouco com a gente. Ou então, a vida é mesmo uma grande sucessão de coincidências. Aconteceram tantas coisas nas últimas 24 horas, que minha cabeça parece uma panela de pressão...
Postado por Lu às 11:33 AM 0 quilo(s)
fevereiro 12, 2006
Recapitulando. Quase uma semana sem notícias. Uma semana que valeu por duas. Na terça-feira, fui uma das convidadas do Saraoq?!?!, um novo projeto da Nóia e do Napp, que mistura poesia, sarau e doses alcoólicas honestas. O evento aconteceu na casa do Napp, na zona sul de Porto Alegre, e reuniu escritores e jornalistas da cidade. Uma coisa muito chique. E com um pôr-do-sol que, com certeza, vale milhões.
Na quarta e quinta-feira, fiz uma visita aos meus pais. Dois dias juntos, para compensar o breve período que vamos ficar afastados. Eles viajaram de carro para Ji-Paraná na madrugada de sábado. Desde então, a família toda se monitora por celular (que santa invenção para momentos como esse...). E eu vou olhando no mapa a evolução da viagem. Hoje à tarde, eles já estavam em Dourados no Mato Grosso.Tudo indo muito bem...
Na sexta-feira, o grande evento foi o casamento da Sonia e do André. Tudo muito lindo e muito divertido. Mesmo com o pequeno detalhe de que meu vestido era da cor de toda a decoração do salão... Levei na esportiva e acabei fazendo mais piada do que todo mundo sobre o assunto.
No sábado, dia de plantão básico na Casa de Cultura. E momento "planejar o futuro", discutindo possibilidades. Aguardem novos capítulos.
E hoje, para encerrar a semana, dia de almoço em família. Como o Mr. Flag teve que trabalhar, cozinhei uma comidinha especial para a Mari e o Mano. Tudo ao som de muito boa música. Arcade Fire. Que, por sinal, será inevitável terminar esse post sem mencionar... Que CD maravilhoso...
You gotta be the one,
you gotta be the way,
your name is the only word,
the only word that I can say!
Por hoje é só. Termino aqui o plantão 50kg - Especial de domingo.
Postado por Lu às 7:41 PM 0 quilo(s)
fevereiro 06, 2006
A indicação ficou durante dias na capa do Blogger. Somente hoje fui dar uma olhada. E é impressionante.
http://rrrrrrrrrrrrrnnnnnnnnnnhhhh.blogspot.com
Postado por Lu às 5:42 PM 0 quilo(s)
Passei o fim de semana de preguiça. Escrevi uma matéria de três páginas sobre um evento que o Conselho fará em Gramado em maio. E sofri. O calor estava insuportável e as oito horas a menos de sono acumuladas durante a semana passada começaram a pesar. Ainda não decidi minha vida em fevereiro. A outra semana de férias, que eu tiraria antes de março, está temporariamente cancelada. Não sei o que será de mim em fevereiro, nem no Carnaval. Mas confesso: estou com uma coceirinha no pé para largar tudo e ir na empreitada que meus pais farão... Para alguns, inacreditável. Para mim, uma oportunidade de passar por lugares e estradas nos quais nunca estive. Eles ainda não têm data definida. O certo é que, antes do dia 18 de fevereiro, seguem para Rondônia com o carro da Moni, a Tess na carona e algumas caixas e malas. Mais de três dias de jornada. Uma aventura. No sábado, conferi o trajeto no mapa rodoviário que o pai comprou. E já aproveitei para mostrar para a Tess e prepará-la para a árdua tarefa de se comportar durante todo o caminho. Na foto, nos estamos discutindo as distâncias entre os principais trechos. Moni, ela está sentindo a tua falta...
Postado por Lu às 1:10 PM 0 quilo(s)
fevereiro 03, 2006
Nossa festinha de despedida da Moni ontem à noite. Na foto: eu, Moni, Mano e Mari. Os manos...
Postado por Lu às 10:07 AM 0 quilo(s)
fevereiro 02, 2006
Os acontecimentos de nossas vidas têm velocidades distintas. Por vezes, sabemos de algo e aguardamos que aconteça com a velocidade de um trem antigo. É possível ver a fumaça atrás do morro e acompanhar o aumento de barulho das rodas dos trilhos e o seu apito cada vez mais próximo. Em outras vezes, o fato nos pega tão de surpresa, que é impossível qualquer preparação prévia. Como um trem-bala, um meteoro, um foguete espacial.
No caso da minha família, o acontecimento primeiro se apresentou na forma de uma amável tartaruga. Sabíamos que podia acontecer, mas estava tão longe. Depois de um tempo, veio o alazão, mais veloz, mas igualmente distante. E eis que, para a grande surpresa de todos, o meteoro caiu hoje, bem no meio da sala de estar.
A minha irmã está indo embora. Desde o ano passado, ela estava se candidatando a uma vaga de professora em um novo hospital veterinário da Ulbra. Passou em duas seleções e foi comunicada informalmente da contratação. Hoje, disseram que ela precisa estar lá amanhã. Então, os 15 dias que teríamos de despedida, se transformaram em menos de 24 horas.
A Moni já está de malas prontas, passagem comprada e esquema para transporte dos pertences maiores. Viaja amanhã. E vai para lá... lá, bem longe... Para uma cidade chamada Ji-Paraná em Rondônia. Vai começar uma vida nova, com a Tess é claro. Já disse que vou visitá-la com certeza. Mas só de pensar que não vou vê-la toda a semana, me dá uma dor no coração. Temos pouca diferença de idade e, por esse motivo, até os dez anos, fizemos tudo juntas. Até as mesmas roupas nós usávamos, com cores diferentes. Eu sempre estava de azul. A Moni de vermelho. Tínhamos nossas bicicletas e esfolávamos o joelho juntas. Estudamos no mesmo colégio até os meus 16 anos. Fizemos as nossas primeiras tatuagens juntas, no mesmo dia e mesma hora.
E eu só posso dizer que vai ser difícil. Porque esse é o tipo de acontecimento que exige readequação. E que deixa que a gente chore um pouco e mate as saudades. Querida Moni, meu celular e minha Internet estarão ligados para que a gente se fale sempre. E que essa tua nova vida seja de muito sucesso e muita conquista. Te desejo tudo de bom hoje e sempre. Te amo! Boa viagem!
Postado por Lu às 6:36 PM 0 quilo(s)
Inventei de elaborar uma lista sobre a minha viagem à Bahia. Isso vai servir para que eu me lembre das coisas que eu passei e para os amigos que ainda não se encontraram comigo saibam tudinho...
Segue cada um dos episódios:
MOMENTO SALVADOR: Descendo do aeroporto, me integrei à cidade. Nada de pegar táxi. De mapa e mala na mão, peguei um ônibus até Rio Vermelho e, depois de fazer o check in no Íbis, segui em outro ônibus até o Pelourinho. Economia total, diversão legal e entrosamento com as pessoas. Era isso que eu queria. O povo de Salvador é show. Show mesmo. Atendem bem o turista, dão dicas preciosas e não ficam te olhando com uma cara estranha quando ouvem: "Sim, estou sozinha". Está repleto de turistas malucos que conhecem Salvador como eu fiz.
MOMENTO CHORO: Sim. Eu não podia viajar sem chorar. E foi lindo. Foi algo que não vou esquecer com certeza. Depois de visitar o Mercado Modelo e encarar o Elevador Lacerda (que eu achei o máximo), cheguei no Pelourinho. E foi paixão (arrebatadora) à primeira vista. Lindo, lindo, lindo... Um vendedor que me parou logo depois do elevador, me deu umas dicas e dois presentes. Foi o que bastou para que nenhum (nenhum mesmo) vendedor me incomodasse durante as cinco horas que eu fiquei lá. Código secretos das cidades turísticas. Visitei cada canto, cada igreja, cada ladeira e rua do Pelourinho. E, quando entrei na Igreja de São Francisco de Assis, não consegui me controlar. Chorei um pouco, coloquei os óculos escuros, e fiquei rezando, pedindo tudo de bom para "os meus".
MOMENTO NOVO AMIGO: Me despedindo do Pelourinho, decidi conhecer a Igreja do Bomfim. Na Terreiro de Jesus, encontrei um ponto de táxi. O primeiro deles estava vazio. Parei, e olhei para todos os lados, esperando que o motorista se manifestasse. Ele se manifestou. Estava logo ali, aproveitando a sombra de uma árvore. Fui logo perguntado: "Quanto sai para ir até a Igreja do Bomfim?". Uns 17 reais, ele respondeu. Achei que valia, levando em consideração que o táxi em Salvador é caro. Entrei no táxi e, um minuto depois, eu já estava conversando e rindo das histórias que ele contava, achando que já conhecia o José Carlos há anos. Além de cumprir a promessa (a corrida até a igreja saiu por R$ 16,50), ele ficou lá me esperando, me mostrou outros pontos turísticos e me deixou no Rio Vermelho. Na volta, liguei para o celular dele e combinei o trecho do ferry-boat até o aeroporto. Gente muito fina, baiano muito bacana.
MOMENTO CLUB MED: Foi um verdadeiro choque cultural para mim. Não pensava que poderia existir tamanha estranheza no mundo. E a minha amiga e GO Letícia me obrigava a dançar todos os crazy e ir a todos os shows. Além disso, ela fez uma agenda interminável de atividades, como caminhada, alongamento, trapézio, arco e flecha, forró e night club. No segundo dia, estava mais cansada do que nunca. No último dia, ainda estava achando graça de tudo...
MOMENTO AVENTURA: Cansada do Club, resolvi me aventurar sozinha pelas ilhas e praias da região. Novamente com o povo... Na mordomia, não conhecemos o mundo como ele realmente é. Saí do Club e peguei uma van na rodovia. Segui até Bom Despacho e de lá peguei uma condução até Ponta do Curral. Peguei um barco e 40 minutos depois estava em Morro de São Paulo. Caminhei no sol, tirei fotos de todas as praias, pedi informações. Resolvi me estabelecer na praia 4 e, calmamente, esperar pela subida da maré. Consegui uma mesa bacana no Pimenta Rosa. Antes do almoço, conheci dois casais de suíços. Eles ficaram felizes em finalmente encontrar alguém que falasse inglês, e sorriram quando os convidei para sentarem comigo. Conversamos muito. Eles também queriam informações sobre Amazônia e Foz do Iguaçu. Me pagaram um delicioso suco de maracujá. Almoçamos juntos e eu segui minha viagem.
MOMENTO LINDO: Morro de São Paulo é lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo. Pena que não pude descer na Tirolesa. Seria difícil conseguir um lugar para deixar minhas coisas... Uma peninha.
MOMENTO O RETORNO: deixando Morro de São Paulo, a volta para Itaparica foi uma viagem completa. E esta parte também reúne os Momentos Sufoco, Paciência e Nervosismo. No atracadouro de Morro, peguei um barco até Valença. Não quis esperar a lancha rápida, então arquei com uma viagem de duas horas de barco. Não chegava nunca. O consolo foi a paisagem lindíssima e 15 fotos e mais na máquina digital. Chegando em Valença, peguei um táxi até a rodoviária e comprei uma passagem até Bom Despacho. Cinco minutos depois, o ônibus chegou. E também a surpresa: todos os que embarcaram em Valença não tinham assento no ônibus. Tudo lotado... Apertada no corredor do ônibus, eu ouvia o bate-boca dos passageiros e a indignação do motorista, enquanto o pessoal da rodoviária empurrava mais pessoas para dentro... Cinco minutos e muito calor depois, um ônibus vazio encostou no lado do nosso... Todos os que estavam em pé desceram. Como eu achei o motorista simpático, e ele iria me avisar quando estivéssemos perto do Club Med, resolvi ficar, mesmo com a insistência de alguns passageiros para que eu descesse. Permaneci de pé por uns bons 20 quilômetros. Em Nazaré, algumas pessoas desceram, e eu consegui lugar ao lado de uma baiana muito querida, que me deu as dicas para desembarcar tranqüila. Cheguei no Club às 20h30min, mais de 12 horas depois do início da jornada.
MOMENTO O RETORNO À REALIDADE: Aventura sozinha novamente... Saí de táxi do Club às 20h30min. Às 20h55min cheguei em Bom Despacho e comprei a passagem para o ferry-boat. O barco imenso e assustador, repleto de gente e carros, saiu às 20h15min (a Bahia não tem horário de verão). Às 21h15min desembarquei em Salvador e segui no táxi do José Carlos até o aeroporto. O vôo partiu às 23h10min. Cheguei em Guarulhos às 2h20min do horário de verão... Dormi em Guarulhos por duas horas, tentando me acomodar da melhor maneira possível entre duas cadeiras. E embarquei para Porto Alegre às 4h15min, chegando na gloriosa capital gaúcha às 6h. Um trapo, cansada, arrastando a mala e os pés... Mas feliz. E sabendo de cor todas as 187 fotos que eu tirei na viagem.
Postado por Lu às 6:26 PM 0 quilo(s)
janeiro 31, 2006
Voltei. Cheguei a Porto Alegre hoje às 6 da manhã. Cansada, acabada, mas feliz da vida. As férias foram maravilhosas. E melhor de tudo: além de conhecer lugares lindos, me descobri uma pessoa corajosa e aventureira. E isso permitiu que eu conhecesse muita gente legal. O povo está curioso para saber como me virei sozinha na Bahia. Hoje não vai dar... Tenho muito trabalho. Mas estou preparando um post especial com todos os "momentos". Aguarde aí, meu rei...
Postado por Lu às 3:21 PM 0 quilo(s)
janeiro 23, 2006
Então, o período pré-férias acabou. Ingresso, na noite de hoje, no meu primeiro real período de férias em dois anos.
Amanhã pela manhã, sigo para Salvador e depois para Itaparica.
Todas as medidas e conselhos de viagem foram tomados,
vestidos e biquínis separados...
Retorno no dia 31 de janeiro pela manhã.
Não vou atualizar o blog, não vou olhar meu e-mail.

Notícias urgentes, somente no celular.
Até a volta. E um beijo com cheirinho de mar em todos!
Postado por Lu às 5:31 PM 0 quilo(s)
janeiro 22, 2006
Vi a sugestão no blog do Milton Ribeiro. E gostei da idéia de fazer um currículo pessoal. Aí vai o meu.
1) Nasci num fim de tarde de março. Um pôr-do-sol lindo, me dizendo que eu estava pronta para o mundo e deveria aproveitá-lo. Mas tenho fases: de ficar em casa durante meses, sem pegar o telefone e ligar para alguém. E de sair todos os dias e todas as noites para conhecer lugares e pessoas. Acho que a culpa é do meu ascendente em libra e da minha lua em câncer. Só pode ser.
2) Eu tenho mania por trabalho. E sou psicótica por perfeição desde criança. Isso faz com que eu seja uma chata várias vezes.
3) Eu tenho medo. Mas quando o perco, enlouqueço de vez. Sim, sou meio pirada, e daí?!?!?
4) Eu me machuquei de todos os jeitos possíveis quando era criança. Na realidade, sempre fui um moleque. Subia em todas as árvores, nadava no rio, dirigia escondido o carro do meu pai, ralava os joelhos e os cotovelos em qualquer canto, roia unhas desesperadamente, caía e levantava. Um osso eu só fui quebrar depois de adulta. E foi o penúltimo dedinho do pé direito, numa aula de yoga.
5) Uma vez quando pequena eu me queimei feio. Caí em cima de um fogão a lenha. Queimei o pescoço. E tenho uma cicatriz de meio centímetro graças aos cuidados da minha mãe.
6) Eu tenho alguns amigos. Verdadeiros amigos. Do colégio não sobrou quase nenhum. Da faculdade tenho os companheiros de bar e de risadas. E do trabalho, os amigos sempre vão e vem. E alguns ficam. Tenho amigos que conheci na Internet, e tenho amizade que só consigo manter através da Web, pela nossa distância.
7) Depois de quatro anos, tive coragem e me matriculei na oficina do Professor Assis Brasil. Depois de um ano, tive mais coragem ainda e participei da edição de um livro. Ainda tenho um frio na barriga. E isso faz com que novas idéias surjam para o meu livro. Graças a Deus.
8) Já entrevistei muita gente legal na minha vida de jornalista. Uma vez, conheci Antonio Skármeta. Ele foi um amor comigo nas duas vezes que nos encontramos.
9) Morei com os meus pais até os 26 anos. Volto duas vezes por semana para visitá-los. E a coisa que eu mais gosto é que a gente ri muito quando está junto. Até mesmo na hora do jantar.
10) Tenho uma tatuagem nas costas. Fiz em 1996. Na verdade, quem queria mesmo se tatuar era a minha irmã. Por amor, eu fiz antes, só para mostrar pra ela que não doía tanto assim.
11) Faço yoga duas vezes por semana. Mas ainda não consegui deixar de comer carne.
12) Choro duas vezes por semana. De tristeza e de alegria.
13) Quando eu dou risada, faço escândalo. Mas não consigo me controlar se acho algo muito engraçado.
14) Meu melhor amigo tem mais do que o dobro da minha idade. Ele é poeta. Quer que eu seja escritora. E se diverte com as loucuras que eu falo todos os dias.
15) Um dos grandes amores da minha vida é vermelho, tem quatro rodas e motor 1.6. Tem nome: Dequinho. E me entende e ajuda como ninguém. É por isso que não deixo ele ir embora nunca.
16) Tenho adoração pelo novo. E principalmente por comidas exóticas e diferentes. Provo tudo sem medo. Adoro carne de búfalo com geléia de framboesa.
17) Nunca gostei muito de chocolate. Hoje em dia não posso mais comer doces por ordens médicas. Nunca gostei de pizza. E sorvete me enjoa rápido.
18) Já sofri um ano inteiro por amor. O médico disse que não, mas tenho certeza de que ficou uma cicatriz bem aqui no meu peito. Quando assisto a um filme ou leio um livro triste, essa cicatriz dói.
19) Já fiz loucuras por amor. Hoje estou mais calma.
20) A primeira impressão que tenho das pessoas é sempre a errada. Sempre.
21) Tenho muito medo de ser rejeitada. E mais medo ainda de que as pessoas não gostem de mim. Mas tem dias que eu esqueço isso. E daí brigo com todo mundo.
22) Queria viajar pelo mundo todo.
23) Quando eu fico braba, xingo, praguejo e falo palavrões por horas seguidas. Uma vez, até dei um soco na parede. Um minuto depois, esqueço tudo completamente.
24) Não tenho medo de me mostrar. Mas, se não quiser, ninguém me obriga a abrir a boca.
25) Um dia, quero ter um filho. E vou tentar ao máximo não obrigá-lo a ser igual a mim.
26) Gostei disso. Vou fazer novamente outro dia.
Postado por Lu às 9:25 PM 0 quilo(s)
janeiro 20, 2006
Diálogo de fim de tarde, terminando o trabalho, em período pré-férias, clima melancólico...
- Bah, Sassá. Vou fazer 29 anos em março.
- Te incomoda isso, Lu?
- Não. Mas daqui algum tempo, vou dizer: Bah, Sassá, vou fazer 50 anos em março.
- E eu vou dizer: te incomoda isso?
Tá bem, Sassá. Venceste. É a vida.
Postado por Lu às 6:31 PM 0 quilo(s)
janeiro 19, 2006
ATENÇÃO POETAS!!!
QUARTA EDIÇÃO DO PRÊMIO CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA
No ano do Centenário do poeta Mario Quintana, a Casa de Cultura Mario Quintana promove o 4º Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana - Edição 2006. Este concurso de abrangência nacional, cuja primeira edição ocorreu em 2003, terá uma edição especial. Em homenagem ao 100 anos de Mario Quintana, o concurso vai contemplar a categoria POESIA, com duas modalidades (Poesia para adultos e Poesia para Jovens).
O concurso é aberto a qualquer escritor brasileiro, residente ou não no Brasil. Abaixo seguem as características de cada premiação:
POESIA PARA ADULTOS: Esta modalidade será patrocinada pela Construtora Sultepa S.A. Cada autor deve enviar originais em poesia com no máximo 150 (cento e cinqüenta) páginas. O prêmio concedido ao vencedor será um contrato de edição da obra com 1.000 (um mil) exemplares com a Nova Prova Editora, prêmio de R$ 8 mil (oito mil reais) e lançamento na 52ª Feira do Livro de Porto Alegre.
POESIA PARA JOVENS: Esta modalidade será patrocinada pelo Nacional. Cada autor deve enviar originais em poesia com no máximo 80 (oitenta) páginas. O prêmio concedido ao vencedor será um contrato de edição da obra com 1.000 (um mil) exemplares com a Nova Prova Editora, prêmio de R$ 8 mil (oito mil reais) e lançamento na 52ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Os originais devem ser encaminhados à Casa de Cultura Mario Quintana em três vias, com um pseudônimo do autor. Não serão aceitas poesias avulsas. A obra vencedora será escolhida por uma Comissão Julgadora nas duas modalidades, sendo que na Poesia para Jovens haverá um Júri Juvenil, formado por 11 estudantes (ensino fundamental e médio).
As inscrições estão abertas até o dia 16 de maio de 2006.
O regulamento completo do concurso está publicado no site da Casa de Cultura, no endereço www.ccmq.rs.gov.br.
Em 2005, o concurso premiou a Literatura para Jovens e recebeu 212 originais vindos de 19 Estados do Brasil, além de Nova York, Londres e Berlim. A vencedora foi Eloí Elisabete Bocheco, com a obra Beatriz em Trânsito. Em 2004, o concurso contemplou a categoria conto e recebeu 226 originais, vindos de 15 Estados do Brasil e Uruguai. O vencedor foi o carioca João Paulo Vaz, com a obra A Mão do Chefe. Em 2003, o concurso foi na categoria romance e recebeu 103 originais, vindos de 12 Estados brasileiros. Os vencedores foram o mineiro Edmundo de Novaes Gomes, autor da obra Falar, e o pernambucano Walter Moreira Santos, autor de Um Certo Rumor de Asas.
Postado por Lu às 12:01 AM 0 quilo(s)
janeiro 18, 2006
E se fosse possível voltar no tempo, e mudar alguma coisa. O que você faria? Eu voltava para o dia 08 de dezembro de 2005. E aceitaria o que a vida me ofereceu...
Postado por Lu às 6:43 PM 0 quilo(s)
janeiro 16, 2006
Fim de semana do "e por que não..."
- aproveitar o sábado de ócio e colocar um piercing na orelha direita? Coloquei.
- aproveitar o domingo de sol e ir recarregar as energias no templo budista de Três Coroas? Fomos. Eu, a Mari e o Ricardo. As fotos são dele.

Postado por Lu às 10:09 AM 0 quilo(s)
janeiro 12, 2006
- Por favor, desligue o carro e saia.
Pela cara do policial, pensei que ele iria me mandar colocar as duas mãos sobre o capô.
- Os documentos do veículo e a carteira de motorista.
O asfalto se transformou em gelatina. Ou meus braços e pernas tinham acabado de assumir a forma de uma batedeira. Tremedeira, tremedeira. Não me lembrava se o documento do carro estava na minha bolsa, assim como já esqueci a carteira de motorista várias vezes em casa.
- A senhorita sabe que estava andando com os faróis desligados? São quase nove horas da noite.
- Desculpa -, eu respondi.
Estendi os documentos. O braço direito esticado, balançava muito. Parecia que iria fugir e me deixar ali, em plena Av. Assis Brasil, sozinha.
- Desculpa -, eu falei novamente...
Na tentativa de evitar uma multa, esqueci da tática ensinada pelo pai: ligar a luz alta. Era a única forma de evitar que eles descobrissem que eu estava com o farol direito queimado. Irresponsavelmente queimado há três semanas... No desespero, desliguei tudo...
- Está escuro. A senhorita deve ligar o farol sempre.
Ele falava. Eu olhava a pistola. Ele falava. Eu tentava levantar os olhos, mas não conseguia.
- Ok... Desculpa.
Idiota. Eu não conseguia falar outra coisa. Desculpa, desculpinha, desculpão... Pensei que deveria começar a agir normalmente... Para não ser presa ou levar chumbo... Começava mal minha carreira como "Bandida dos faróis apagados".
- Abra o porta-malas, senhorita.
Abri. Ele prosseguiu:
- O que é isso?
- É um cabo de vassoura. O amortecedor da porta traseira está estragado há um ano. A porta não pára mais sozinha. E eu ainda não consegui trocar. Já bati a cabeça várias vezes...
- E isso aqui?
- É uma sacola. Com um envelope dentro. Eu ia mandar uma carta cor-de-rosa pelo correio. Mas desisti. Acabei esquecendo tudo aí. A pessoa nem fala mais comigo mesmo. Mandei um e-mail na semana passada...
- Ahã. Abra a porta da frente.
Abri.
- Preciso acender a luz?
Ele não me respondeu. Abaixou o corpo e começou a remexer nas coisas que estavam atrás do banco.
- O que é isso?
- Minha mochila do yoga. Faço duas vezes por semana, com uma professora bem bacana e querida. Aí dentro tenho uma calça, daquelas com cintura especial. Sabe? Para todo o alongamento e tal. E uma blusa, bem básica... Fica muito quente quando a gente faz exercício assim no...
- E isso?
- Outra sacola. Mas cheia de coisas... Eu lavei o carro no dia 08 de dezembro, e eles colocaram todas as minhas coisas dentro dessa sacola. Sabe? Brindes, folhetos, santinhos... Eu tenho alguns santinhos no carro. Tem outros dentro do porta-luva. Quer olhar?
- Pode ir embora. Isso tudo é só um procedimento de rotina.
- Mas não quer olhar o banco da frente?
- Pode ir. E não esqueça de ligar os faróis...
Olhei em volta. Meu carro era o único parado na barreira policial. Pensei em todos os assuntos que poderia falar com o pessoal. Música, viagens, literatura... Ainda nem tinha contado para eles que lancei um livro em dezembro.
Mas minha tática de enrolar o policial até as primeiras luzes da manhã não funcionou. Ele me mandou embora uma última vez. Parecia mais zangado do que no momento em que pediu que eu descesse do carro. Então, eu fui. E tive que ligar os faróis na frente de dez guardas... Um farol ligado. O outro desligado. Eu nem liguei. Continuei em transe. Fingindo que nada estava acontecendo. E rezando para que, algum dia, meu corpo parasse de chacoalhar.
Postado por Lu às 11:15 AM 0 quilo(s)
janeiro 11, 2006
Existem empresas e pessoas que utilizam a Internet de forma eficiente, conhecem muito bem seu público-alvo, estudaram noções e efeitos do marketing de precisão e sabem oferecer o produto certo, na hora certa e para o indivíduo certo.
Pois eis o e-mail que eu recebi hoje:
Lu Thomé: quando for comprar peças para empilhadeiras, consulte nossas ofertas.
Como é que eles conseguiram adivinhar que era justamente isso que eu precisava nessa semana?
Postado por Lu às 10:17 PM 0 quilo(s)


