dezembro 06, 2004

Abri a janela para pegar um ventinho. Minha vontade de trabalhar deu um pulo e saiu voando. Deve estar em Cassino a esta hora, na cadeira de praia ao lado da minha inspiração. É a greve do cérebro. E ele, antes de cuidar disto, terá de resolver alguns problemas e problemões. Êta semana que começou bem...

Enquanto isto, me deleitei com as atividades braçais. Arrumei o apê, lavei minha roupa, lavei a louça, guardei as roupas e fiz listas para a minha viagem. Nos intervalos, separei o que vou levar para São Paulo. A convite do Itaú Cultural, vou assistir o Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural. A atividade vai acontecer de 08 a 10 de dezembro. Volto para o Pampa no dia 11 de dezembro. A programação empolga qualquer um que trabalhe com cultura e pode ser consultada no site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br).

Provavelmente, não terei conexão à Internet neste período. E amanhã estarei enlouquecida de trabalhar para terminar tudo o que está pendente (condição para ficar longe da CCMQ por todos estes dias). Então, até a volta.

dezembro 02, 2004

Uma pergunta: alguém vai estar em São Paulo na semana que vem? Me avisem. Vou estar por lá, de quarta a sexta-feira... Uma felicidade só! De verdade!

novembro 30, 2004

O fim da minha segunda-feira foi de tragédia e comédia. Primeiro: tudo bem, joinha... Assisti lotes de MTV. Descansei. Mas assim que saí da casa dos meus pais, as coisas começaram a acontecer. Passei por um super assalto no Banrisul (da Assis Brasil). Vi uma SAMU socorrer um pobre velhinho (no edifício da Déia). Não consegui lugar para estacionar meu carro (na Bordini) e fiquei 50 minutos esperando (só esperando) a oftalmologista me atender.

Tudo bem, tudo bem. Relaxa. Inspiração. Suspiro... ahhhhhhhhhhh...

A médica me atendeu. Fiz os exames. "Melhor esta, ou esta?" "A anterior". "Melhor esta, ou esta outra?" "Esta". Dez minutos depois e duas brincadeiras de mal gosto da médica, eu estava pronta. Para o quê? Ora, dilatar a pupila.

É neste trecho que iniciamos o "Momento Crianças não façam isto em Casa". A doutora perguntou:
- Posso dilatar sua pupila?
- Pode...
- Está de carro?
- Estou.
- Alguém pode vir te buscar?
- Ahã... ahã... Sim!!!!
- Tem certeza?
- Claaaaaaaro!

Claro que não! O Elio estava ocupadérrimo. Não quis incomodar o pai e a mãe. Estou crescida, pôxa. Então, fiquei uma hora e dez minutos dilatando a pupila. Depois de milhões de luzes irritantes contra os meus olhos, eu estava livre. Fui para casa. Quer dizer, tentei. Só para ter uma idéia: não enxerguei o botão do elevador, para apertar TÉRREO. Segui o instinto. E assim foi para localizar meu carro no estacionamento, dirigir até em casa e conseguir colocar a chave na fechadura do apê.

Uma emoção só. Às onze da noite, eu ainda parecia o Sr. Burns, naquele episódio dos Simpsons em que o Homer o confunde com um E.T. da floresta. Claro, sem a aura radiotiva. Mas a doideira estava lá. Com certeza...

novembro 29, 2004

Sempre tive pavor de segundas-feiras. Sentimento precedido, é claro, pela angústia do domingo à noite. Agora, tudo isto faz parte do passado. Algumas pessoas torcem o nariz. Mas a verdade deve ser dita: não trabalho mais às segundas-feiras. Folga é o meu nome do meio nestes dias. Um verdadeiro luxo.

Confesso que isto não foi uma escolha minha. Trabalho nos fins de semana. No entanto, admito que a troca vale a pena. Por exemplo...

Hoje: acordei às 10h. Tomei um banho demorado. Xampu, condicionador, sabonete mais perfumado do mundo. Depois, sessão completa de hidratante, creme no rosto e perfume... Me arrumei, liguei o som e tomei café da manhã, às 11h. Enganei um pouco, arrumei a cama, fiz a lista dos presentes de Natal que precisarei comprar. Dancei um pouco na frente do espelho. Liguei para a mãe: ?Quer uma visita?? Almocei com os meus pais. Fui comprar um pedal para a bateria do Mano. No meio da tarde vou consultar minha oftalmologista. Às 19h30min, farei minha aula de yoga. Às 20h30min, encontrarei o Elio no buteco da Quintino. Ah.... Que dia.

Com licença, vou assistir um pouco de MTV. Meu tema da oficina está feito. Tenho uma hora completa para relaxar.

novembro 22, 2004

Estou sofrendo da pior crise-criativa dos últimos anos. Começando pelo blog. 50kg. Repleto de teias e sujeira por todos os cantos. Terminando pelo meu tema de casa. Estou bloqueada. Paralisada. Congelada. E tudo mais ADA que existe. Na realidade, o tema é simples. A prosposta é um pouco complexa, mas nada que assuste. O problema, com super P mesmo, é que neste serei exposta. Definitivamente. Todos lerão. Até eu. O que pode consistir no meu primeiro verdadeiro fiasco público textual. Por isto, simplesmente, não tenho idéias. Isto. Aquelas coisinhas essenciais para a vida de qualquer ser. O que vamos comer? Vou no yoga hoje? Que filme vamos alugar? Levo os crisântemos para casa? Ou as margaridas? A Isabela, minha personagem, está em coma. E eu sequer sei qual desses botões liga o aparelho de respiração artificial.

"Desista, minha filha. Tente investir no ramo de pastéis".

Volto quando resolver o enigma.

novembro 20, 2004

Bagasexta lotada = ótemo
Dormir até meio-dia = maravilhoso
Almoçar bem = hummm....
Trabalhar no sábado à tarde = êpa!
Lavar quilos e quilos de roupa = hiii...
Limpar a casa = ai, ai, ai
Ter que agüentar três jogos de futebol simultâneos (na TV, no rádio e walkman)...

Vida de casada não tem preço. Para todo o resto, você sabe o quê.

novembro 14, 2004

Nesta semana, conversei com a Elen. Uma das minhas grandes amigas da época da Gazeta Mercantil RS. Foi um papo breve. Dez minutos. Por telefone. Tempo suficiente para que eu fizesse "N" constatações.

A primeira delas (e principal) é de que a Elen não é mais gaúcha. Talvez nunca tenha sido realmente. Morando em SP desde 1999, ela incorporou os hábitos e sotaques paulistas. Perdi a conta de quantas vezes, neste único telefonema, a ouvi dizer "Porra, meu!" Uma coisa inacreditável. Ela é paulista.

A segunda constatação é de que, em comum, conhecemos muita gente. E que a maioria do pessoal nunca mais se encontrou ou trocou e-mails.

- E o Thiago?
- Ele está na ZH.
- E o Pedro? Quem é este tal de Pedro?
- Aquele baixinho, que era da Economia. Também está na ZH.
- E a Moglia?
- Estava em São Paulo. Acho que voltou.
- E a Isabel? E o Rodrigo?
- Estão na ZH.
- E o Gallas?
- Saiu do Terra. Está estudando.
- E o Paulo Rosa?
- Nunca mais ouvi falar.
- E a Adriana?
- Voltou de Londres e está no Correio.
- E o Fernando?
- Saiu no caderno Donna dia desses.
- E a Tica?
- Está em Bruxelas.
- E o Adriano?
- Estava na Assembléia Legislativa. Agora está no Correio.
- E o Daniel?
- Está dando aulas na Unisinos.
- E a Piti faleceu, né?
- Pois é...

Meu Deus. Como o tempo passa.

novembro 08, 2004

Aquele que não sabe, desconhecendo a essência, vagueia nas escrituras procurando a liberação, assim como o pastor distraído que procura no riacho o cordeiro que está sob seu braço.

Amanaska Yoga, II:20

outubro 26, 2004

Outubro está passando como um raio pela minha vida. Os feriados (falsos por sinal) não adiantam. Estou incrementando os momentos de meditação e indo mais longe nos ásanas. Uma nova pessoa. E novos textos saindo do forno toda a semana. Viu? Estou distante, mas estou trabalhando.

Ok. A 50ª Feira do Livro de Porto Alegre está se aproximando. Como o bolso anda apertado, a saída será aproveitar (na medida do possível e se os horários loucos da programação permitirem) os eventos. Já tenho uma pré-lista:

- A partir do dia 30 de outubro: Novas edições do Jogo de Idéias, do Itaú Cultural, no Teatro Carlos Carvalho da CCMQ

- Dia 09 de novembro: Diogo Mainardi em evento no Teatro Bruno Kiefer da CCMQ. Promoção da Copesul.

- Dia 12 de novembro: Sessão de autógrafos de A Mão do Chefe, obra vencedora do 2º Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana. Este livro de contos é do carioca João Paulo Vaz.

Por enquanto é isto. Muita coisa da feira vai acontecer na Casa. Precisarei vencer somente alguns lances de escada. Este é o lance.

setembro 29, 2004

Vivemos uma era de pequenos significantes extremos.

Em que o puxar do gatilho pode acabar com tudo. Um simples movimento do dedo indicador.

Em que um mal-entendido pode acabar com uma amizade de anos. Um simples e-mail de felicitação.

Em que uma assinatura no papel pode acabar com uma família. Um simples sistema de vida injusto demais para quem não tem grana o suficiente. A grana nunca é suficiente.

E as lágrimas podem rolar no rosto. Até secarem. E não há nada que se possa fazer. O tempo está muito rápido. E em segundos torna-se perdido.

E a meditação pode até ajudar. Mas não soluciona. Quando a única vontade que se tem é se atirar de uma ponte.

Porque o ser humano é egoísta. Porque ninguém mais olha para os lados e pergunta: "Você está precisando de ajuda?" Porque efetivamente, ninguém mais olha para ninguém. As pessoas simplesmente apreciam imagens, que podem satisfazer. E que, quando obsoletas, são descartadas. E as criaturas transformam-se em documentos, em fotografias perdidas, em companhias descartáveis, em contas no banco, em impostos e taxas.

Pra que sorrir...

setembro 28, 2004

Shhhhh... Fala baixo. Desse jeito eles vão ouvir...

setembro 26, 2004

- Ouve este blues. Clássico. A música começa, o cara está sentado no fundo do bar, na penumbra. Ele pega um copo com Bourbon, toma um gole e começa a cantar...
- Clichê!
- Como assim? É um clássico.
- Clichê.
- E como seria, então?
- Primeiro, não é um cara. É uma mulher. Perneta. Ela bebe um coquetel de frutas. E, antes de dar o primeiro gole, coloca seu olho de vidro dentro do copo. Ai, ela canta.
- Que violência.
- Ainda não. Ela pode bater no garçom maneta... Então, será violento.

setembro 24, 2004

Estamos aqui. Jogando os nossos cabelos para cima e para baixo. Eu e o Mano. Olhando o DVD do Led Zeppelin. E dançando Rock and Roll.

setembro 23, 2004

- O que aconteceu com o chefe?
- Praticamente nada.
- Como assim? Eu vi ele sangrando!!!
- Não foi nada. Ele reclamou do trabalho atrasado.
- E aí?
- Aí ele bateu a mão na mesa da Nilse e ela cravou a tesoura.
- Bah, que horror!
- É... Respingou um pouco...

setembro 15, 2004

Sempre fui metida. Era a primeira a fuçar no som ou no aparelho de vídeo novo. A primeira a decorar os números novos da casa. Números novos de celulares. Tudo novo. Tudo na ponta da língua.

Eis que a vida começa a pregar peças. Somente hoje... Somente hoje, depois de oito meses morando com o Elio, consegui decorar o CEP do nosso apartamento. Os oito dígitos mais difíceis da vida. E, detalhe sórdido: só consegui decorar pois a disposição dos números apresenta uma leve seqüência, 230-450...

Ai... ai...

setembro 13, 2004

Tenho realizado diversos trabalhos extras. E as coisas têm melhorado. É isto. Novos projetos aparecendo. E esta é a minha primeira semana de inventividade constante. No entanto, tive uma grandiosa decepção no dia de hoje.

Munida de um espírito adolescente de anos atrás, fui ao shopping logo após o almoço com um amigo. No bolso, a grana preta, de um dos últimos serviços.

Além de um cabeção, o resultado foi a gastura de metade da sola do meu sapato e R$ 3,00 a menos na carteira para pagar o estacionamento. Eis que duas possibilidades são possíveis depois da tentativa: ou possuo uma completa e irrestrita incapacidade de comprar coisas lindas e baratas (vulgo pechinchas imperdíveis...) ou as lojas enlouqueceram de vez.

Eu estava com mais do que um salário mínimo no bolso. E poderia comprar duas blusinhas (que, com certeza, seriam inutilizadas após três lavagens) ou um casaco (que era lindo, super na moda, mas que não cobriria o resto do corpo cujo dinheiro não seria suficiente para esconder).

Céus! Eu ainda estou com o dinheiro. E não sei o que fazer. Alguma dica? Envie um e-mail para e50kg@yahoo.com. Juro guardar segredo...

Eu encontrei este texto no meu computador. Abandonado. Acredito que tenha sido produzido no início de julho...

Este é um tempo de constatações. Acabo pensando mais do que externando. Tudo e qualquer coisa. Então, passei dois fins de semana em Gramado. Um deles acabou comigo, me deixou repleta de dúvidas. O outro renovou minhas energias. Mas continuo achando tudo um pouco estranho. Saco cheio mesmo. Por exemplo, estou achando este blog muito ruim. Por isto parei de escrever um tempo. Não consigo encontrar um programa de televisão decente. E quando ligo o aparelho, me deparo com o comercial-surreal de um xampu com extrato de guaraná. Pego um livro e sou tomada por uma crise de sono. Deito na cama e a preguiça vai embora. Durmo tarde. Acordo mais tarde ainda. Chego atrasada. Estou sempre correndo. As pilhas de trabalho se acumulam na minha frente e eu não faço nada. Fico parada. Contando as nuvens, entrando de vez em quando no Orkut, pensando nos amigos que foram e nos que estão voltando. Ó dúvida cruel: serei mais feliz se largar um dos meus empregos e ficar com minha renda mensal encolhida? Terei mais tempo para planejar novos projetos, executar trabalhos extras, estabelecer parcerias. Será que consigo sobreviver com a grana curta? E me mexer? E fazer acontecer?

Tchán, tchán, tchán, tchán!

A verdade é que, no início de setembro, larguei um dos meus empregos. E dois motivos provocaram o meu afastamento do blog. Um deles foi a correria, para acertar todos os trabalhos pendentes e largar meu cargo de jornalista no Conselho de Administração (CRA/RS). O outro motivo é Isabela. Isto, mesmo... uma mulher. Isabela é minha criação, uma personagem que está acompanhando minha trajetória na Oficina de Criação Literária do Assis Brasil. Fui aceita no início de agosto e, desde então, tenho produzido mais textos no mundo real do que no virtual.

Esta é minha primeira semana longe do CRA/RS. E, como a inspiração de Isabela ainda não apareceu, aproveitei para atualizar o 50kg.

Voltei. Agora será com mais freqüência. Estava com saudades dos meus cinco leitores.

setembro 06, 2004

Eu vou voltar.

Aguardem um pouquinho.

agosto 09, 2004

Sim, esta é a verdade...

- como todos os seres, eu cansei do Orkut
- como todos nos últimos tempos, enjoei um pouco do blog
- hoje tentei recuperar uma amizade
- na semana passada eu pedi demissão
- no fim de semana passei frio em Gramado
- ontem fiz o clássico cálculo dos gastos mensais
- semana que vem inicio uma oficina bem bacana
- desde que acordei estou um pouco nervosa
- agora quero ir para o yoga
- depois eu volto
- bons sonhos e até amanhã

agosto 01, 2004

Aguardem.

Mudanças.

Talvez...