abril 24, 2005

A coisa que eu mais odeio neste mundo é a MENTIRA. Em todas as suas formas: OMISSÃO, TRAIÇÃO, FALSIDADE IDEOLÓGICA. Por que o ser humano é assim?

abril 23, 2005

Finalmente desisti. Tenho que colocar para fora. Lugar melhor que o blog não existe. Todas as pessoas que eu amo lêem este pequeno espaço. Estou meio sufocada. Com medo da vida, com medo da morte. É como estar encurralada em ponte de cordas e tábuas. Indiana Jones da realidade. Tenho que decidir qual dos lados é o melhor. Adianta alguma coisa? Fico parada, então. Às vezes sinto que sou um fardo para o Mr. Flag. Ele pode cansar de me carregar nas costas, ou tentar descobrir por que, de vez em quando, começo a chorar um pouquinho. Sem motivo aparente. Eu estou bem. Eu sei. Não vou me atirar pela janela, nem algo parecido com isto. Tenho feito muito yoga, isto está me ajudando. Tenho lido bastante, isto está me relaxando. Mas não consigo dar o próximo passo. Estou paralisada. Então, desisti, este não é o melhor momento de ter um filho. E espero que o destino não seja do contra. Agora que decido que não, ele teima que sim. Acho que vou pedir férias. Descansar um pouco a cabeça, arejar... Hoje à tarde, fiquei horas olhando um pássaro, comendo um mamão na árvore próxima da minha janela. Comia e piava. Ok. Não existe nada de errado com isto. Mas a minha mesa estava atolada de trabalho. Eu nem liguei. Não fiz absolutamente nada. E os prazos já estão consumindo meus calcanhares. Estou menos responsável, muito mais exauta. Sei lá. Acho que estou me cansando de me matar aos poucos, buscando somente ter um trocado a mais no bolso durante o mês. E agora chegamos ao fim de mais um Momento Crise. Obrigada pela audiência e até a próxima...

abril 19, 2005

Quando um chega, todos os outros já se apresentam. Primeiro foi a Giovana, filha da Mari e do Émerson. Depois, a Ana Luísa, filha da Paula e do Gustavo. Aí, o João Henrique, filho da Xanda e do Polenta. Pois hoje foi o dia do Pedro Henrique, filho da Paula e do Carlinhos. E junho anuncia também a chegada de João Pedro, da Clarissa e do Cristiano, e da Maria Luísa, herdeira da Adri e do Marcelo. Todos muito lindos, fofos e cheirosos. Conto para o Mr. Flag que vou parar com a pílula?

abril 18, 2005

A vida é um programa de tevê. Ele pode ser bom ou ruim. Isto, na realidade, não importa muito. E só depende da gente. Inevitável mesmo é o espaço dos comerciais. Na verdade, um intervalo, um break... o encerramento de uma etapa da vida. É neste exato momento em que me encontro. E, agora, os nossos patrocinadores.. O fim de uma fase... Meu Deus, que foi tão boa. Sentada na cadeira da CCMQ, vi a despedida de uma das minhas melhores amigas. Não pude fazer nada. Lutei, me descabelei, me desesperei. Mas tudo quis que o ciclo se fechasse. Depois de um ano trabalhando comigo, a Dany foi embora. A minha amiga, confidente, e (ah!) colega de trabalho. Meu braço direito. Tudo que quero deixar registrado neste blog é que foi um período especial. Sentirei falta do cabelo colorido, dos penteados alternativos, da roupa fashion, do sorriso espontâneo, e da luz que acompanha esta menina muito especial.

Tudo de bom, Dany. Toda a sorte do mundo pra ti! Fica bem, florzinha...

abril 07, 2005

Em que prateleira do super eu encontro aqueles saquinhos que têm doses diárias de criatividade? Aqueles... Cada um com uma cor e um formato. Será que saiu de linha? Pararam de fabricar? Putz.

abril 05, 2005

Na segunda-feira, viajei bate-volta até Bento Gonçalves. Fui (como convidada, e isto é uma maravilha) acompanhar a solenidade de posse do Napp como patrono da 20ª Feira do Livro da cidade. Um friozinho tão bom. Até a minha jaqueta de couro saiu do armário. Hoje, tinha três vezes mais trabalho, castigo pela boa vida de ontem. A correria foi tanta que eu não sabia o que fazer primeiro. Decidi o importante, e deixei o resto para o destino. Mas, às 22h30min de hoje, estarei na minha cama. A coisa toda ainda não acabou. Amanhã tenho compromisso marcado às 5h30min no aeroporto. Não, eu não vou viajar. Os outros é que irão. Vida de escrava, pois.

abril 03, 2005

Tenho uma colega que, além de trabalhar na CCMQ, elabora mapas astrológicos e todo este tipo de previsão. No ano passado, ela me entregou um mapa completo, informando qual seriam os períodos de alta e baixa do relacionamento entre eu e meu namorido Mr. Flag. Acertou em muito coisa.

Enfim, gostaria de deixar claro que não pedi para que minha amiga fizesse o primeiro mapa astral. Embora acredite em astrologia. O fato é que fiquei um pouco assustada na última semana.

Em uma típica conversa de corredor (do tipo: E aí tudo bem? Tudo! Trabalhando muito? Bastante!), ela me revela: havia feito novamente meu mapa astral. Uma semana antes. Perguntei: E???? O que deu?. Calmamente, ela responde:

A pílula vai falhar em agosto. Vais ficar grávida.

Ainda em choque pergunto: já devo procurar um advogado para processar o laboratório?

abril 02, 2005

Estava de plantão na Casa de Cultura hoje à tarde. Um dos seguranças, radinho no ouvido, chegou perto do balcão da Central de Informações e perguntou:

Estão ouvindo este sino? O Papa morreu há 10 minutos.

Ficamos em silêncio. Eu tinha pouco mais de um ano de idade quando ele foi escolhido Papa.

abril 01, 2005

As novas idéias estão surgindo. E o trabalho, finalmente, parece assumir um conceito e uma forma distantes do pavor que foram os dois últimos meses. Prometi e voltarei com mais freqüência.

março 31, 2005

E o inferno astral parece que passou. Fiquei cinco dias gripada. MUITO GRIPADA. Sem parar de trabalhar, me arrastei pelas vielas de Porto Alegre e pedi (PEDI MUITO) para que tudo acabasse. O último resquício desta renovação ainda aconteceu no meu jantar de aniversário. Restaurante novo, cardápio recém-descoberto. Eis que procuro o prato da casa. Certamente, em 90% dos casos estes são os mais elaborados e requintados. Afinal, é o nome do restaurante que está em jogo. Não foi o caso. Atingida pelos 10%, restou consumir um prato assustador. Pela quantidade de comida e pela combinação. Não recomendo. Bem-vinda, nova idade.

março 27, 2005

I say don't you know
You say you don't know
I say... take me out

março 26, 2005

Sumi do blog. Tanto tempo que até esqueci a senha. Fiquei doente. Tão doente que até agora estou dopada. Vou voltar. A velha promessa. Mas o que fazer? Estão ameaçando cancelar minha conta gratuita de comentários. "Mais de 40 dias sem receber comentários sinaliza que seu blog está inativo." Obrigada, senhor. Segunda-feira é meu aniversário. 28 no dia 28. Beijos e até!

janeiro 17, 2005

Maior perigo de todos os tempos:

Estar com o pé enfaixado; pulando da sala para a cozinha, para a sala, para o quarto; ter crise de faxina e limpar toda a casa; jantar no sofá mudando de canal e acabar vendo Velozes e Furiosos; ficar pensando; ficar deprimida; pensar tanta bobagem que vocês nunca saberão um milésimo sequer delas - não vou deixar; ficar mais quietinha ainda; desistir da tevê; pensar como as pessoas são fdp; mas como existem algumas muito bacanas; achar que o tempo está acabando; não saber o que fará depois que realmente acabar; ficar com medo; apagar as luzes do apê; fechar os olhos bem devagar; prometer que não iria chorar; e quando estivesse pronta para embarcar...

Ouvir o MSN. Alguém me chamando. Voltar para a terra e aceitar: crise de TPM é realmente assustador.

janeiro 13, 2005

Aula de yoga.

Segunda-feira.

Calor, muito calor.

Saudação ao sol.

Cinco séries - disse a nossa professora.

Ai, ai - eu pensava.

Daí subia, descia, subia de novo, e descia.

Quase terminando - eu sonhava.

E o calor. Meu Deus, o calor.

Puxei a perna.

Ôpa, quase caí - exclamei me equilibrando.

Ué, que dor no meu dedinho - refleti, bem quietinha.

E aquela dorzinha continuou.

Na segunda à noite, nada.

Na terça pela manhã, o dedo estava vermelho.

Cor de cereja.

À noite, quase não dormi.

Na quarta pela manhã, o dedinho estava roxo.

Dor, dor, dor.

Será, hein?

Trabalhei com dor a tarde toda.

Está inchado isto - exclamou o médico.

Vai para o Raio-X - ordenou o assistente.

É isto. Quebrado - sentenciaram.

Saí de lá. Com o pé enfaixado.

10 dias com a espica.

Ainda não sei o que é isto.

E remédios.

Sem yoga.

E que calor.

Meu pé parece que vai pegar fogo com este curativo.

janeiro 12, 2005

Para os amigos escritores...

TERCEIRA EDIÇÃO DO PRÊMIO CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA

No mês de janeiro, a Casa de Cultura Mario Quintana faz o lançamento oficial do 3º Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana / Edição 2005. Este concurso de abrangência nacional, cuja primeira edição ocorreu em 2003, vai premiar obra inédita em uma modalidade literária. Em 2005, a categoria escolhida é LITERATURA JUVENIL (literatura produzida PARA jovens).

O concurso é aberto a qualquer escritor brasileiro, residente ou não no Brasil. Cada autor deve enviar originais em prosa com no máximo 200 (duzentas) páginas.

O prêmio concedido ao vencedor será um contrato de edição da obra com 1.000 (mil) exemplares, prêmio de R$ 3 mil (três mil reais) concedido pelo Banrisul e lançamento na 51ª Feira do Livro de Porto Alegre. A edição do livro será feita pela Nova Prova Editora, que novamente entra como parceira neste projeto, e as inscrições podem ser feitas até 30 de abril de 2005. A previsão é de que o resultado do prêmio seja divulgado no mês de julho de 2005.

Os originais devem ser encaminhados à Casa de Cultura Mario Quintana em três vias, com um pseudônimo do autor. A obra vencedora será escolhida por três membros ligados à área da literatura, indicados pela direção da CCMQ e da Nova Prova Editora.

O regulamento completo do concurso está publicado no site da Casa de Cultura, no endereço www.ccmq.rs.gov.br. Interessados podem obter outras informações pelos fones (51) 3221-7147 ou 3221-7083.

Em sua próxima edição, o Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana premiará obras de poesia (em 2006 / Ano do Centenário do poeta Mario Quintana). Em 2004, o concurso contemplou a categoria conto e recebeu 226 originais, vindos de 15 Estados do Brasil e Uruguai. O vencedor foi o carioca João Paulo Vaz, com a obra A Mão do Chefe. Em 2003, o concurso foi na categoria romance e recebeu 103 originais, vindos de 12 Estados brasileiros. Os vencedores foram o mineiro Edmundo de Novaes Gomes, autor da obra Falar, e o pernambucano Walter Moreira Santos, autor de Um Certo Rumor de Asas.

janeiro 01, 2005

Vamos eleger 2005 o ano das primeiras coisas. Ou da volta às antigas. Brinque bastante. Sorria. Solte várias gargalhadas. Role na grama. Levante as pernas para o ar. Sorria mais um pouco. Dance na lama. Espere as ondas do mar atingí-lo. Escale as montanhas. Ria muito mais. Beije seus pais. Diga que os ama. Curta seus irmãos. Abrace forte os amigos. A vida está aí.

Feliz Ano Novo! Maravilhoso 2005!

dezembro 29, 2004

No mundo moderno, as pessoas maximizam todas as coisas. No mundo atual, um simples desvio de olhar pode representar um tapa na cara. Um simples desvio do olhar / igual / tapa na cara. Parece fácil dizer e desdizer. Até mentir ficou natural para todos. Hey! Eu odeio mentiras! Mas fácil, fácil mesmo, é ligar para os bombeiros. E lá vem o escândalo: vizinhos se amontoavam na entrada do estacionamento do prédio. Eu e Mr. Flag quase fomos linchados por tentar passar. "Com licença, com licença"... ia dizendo o Palio. Vizinhos apontavam para a janela. Eu olhava e não enxergava nada. Mr. Flag nem ligou. E até mesmo brincou comigo quando eu avisei que estava ouvindo sirenes: "Tá pensando o quê? Que agora um caminhão vai subir na contramão? Da Silva Jardim?" Eis amigos, que olho pela janela, e avisto um caminhão dos bombeiros, com milhares de sirenes desesperadamente gritantes e cinco homens absolutamente parametados, subindo a Silva Jardim... Na contramão. Pararam na frente do meu prédio. Desceram com pose de heróis. Os vizinhos quase batendo palmas. Apontaram para a janela. Eu pensei: "Estou salva, mas nem sei do quê". Eles subiram pelas escadas. E milagrosamente, um minuto depois, desceram todos. Pela cara do bombeiro vi que a coisa estava feia. Sim, para a vizinha que os chamou. Pelo movimento dos lábios, pude entender duas palavras: Jimo gás. Realmente: chamar os bombeiros para salvar baratas é o fim da picada.

dezembro 28, 2004

A coisa toda funciona assim: ainda não é ano novo. Mas praticamente, reformulei minha vida toda. Uma atitude prática e eficiente por dois motivos. 1) o ano novo está aí. Será interessante entrar 2005 com um pé diferente. Um deles pelo menos. 2) Faremos (eu e Mr. Flag) mudanças substanciais em nossa vida. Algumas nuvens se aproximam. E, como sempre estive mais para formiga do que para cigarra, comecei as reestruturações antes que as primeiras gotas alcancem o topo da minha cabeça. Comecei pelo armário. Isto, amigos. Aquelas prateleiras que todo mundo olhava e falava: Nossa! Mas pensava: Que bagunça! Ataquei!!!! Ataquei! Sem dó nem piedade. Foram mais de seis horas selecionando e rasgando papéis. Lendo e triturando folhas. Olhando e aniquilando com tudo. Certo, arquivei algumas coisas. 10% da bagunça. Fui eleita a colecionadora oficial de papéis inúteis da minha casa. A competição incluía somente eu e Mr. Flag. Mas vale ressaltar que também ganhei no quesito faxina mais rápida e responsável. Bem, as coisas irão mudar. Tenho uma pilha de livros para ler. E tenho outras três pilhas para estudar. Me inscrevi em dois concursos que estão caindo de maduro. Entrei de cabeça. A novidade triste é que o blog deverá ser relegado a um quarto plano. Levem em consideração que, além dos estudos, voltarei a ter um segundo emprego. É, mais uma vez a formiguinha se manifestando. A novidade boa é que muitas leituras sempre provocam reações animadoras em mim. Viro uma espécie de escritora compulsiva. Se não conseguir, peço para alguém atualizar o blog a partir dos meus rascunhos ilegíveis. Volto com a mensagem de fim de ano. Assim espero.

dezembro 24, 2004

Das coisas mais simples é que podemos ver o verdadeiro sentimento das pessoas. Hoje trabalhei no período da manhã na Casa de Cultura. Atucanada, como sempre, tentava fazer o máximo possível de coisas, para amenizar o longo tempo de afastamento. Volto a trabalhar somente na terça-feira. Eis que surgiu na porta da minha sala o Seu Vitor. Ele é um senhor humilde, e é responsável por toda a manutenção da CCMQ, de elétrica a hidráulica, do céu aos subterrâneos. Ele me disse: quero te entregar uma lembrança de Natal. Peguei o envelope e lhe dei um abraço. Ao abrir, me deparei com um cartão, com mensagens de fim de ano. E a frase:

"Por você passar por mim todos os dias e me cumprimentar. Vitor."

Vocês não imaginam como eu fiquei emocionada.

Então, é assim, com todo este carinho, humildade e sentimento verdadeiro, que quero desejar a todos, um ótimo Natal e um 2005 incrível. Como todos nós, pessoas de bem, merecemos.

Um grande beijo!

dezembro 12, 2004

Voltei. Empolgada com minha viagem, com a participação no seminário e com os contatos que fiz pelos arredores da Av. Paulista. Tenho várias novidades. Mas não vou contar nada. O trabalho está muito atrasado. Tenho textos para produzir e um artigo sobre o seminário para finalizar. Nestas horas, preciso concordar com o Elio. Faz falta um laptop. Cheguei ontem. Acordei às 5h da manhã, para pegar o vôo das 6h43min e chegar em Porto Alegre às 8h15min. Loucura? Não tive escolha. Precisava comparecer ao meu plantão na CCMQ. O resultado foi que, exatamente às 19h31min, virei a bela adormecida. E nem mesmo meu príncipe encantado foi capaz de me tirar do leito real. Amanhã termino de organizar as anotações, e conto os detalhes da jornada.