março 23, 2010

É. Eu fiquei devendo este texto para o Codevilla. Acho que, na realidade, enquanto o cursor do Word não pula em prol do 50 kg, é difícil nascer um texto subjetivo. E aqui estou eu... Atendendo a pedidos para falar de Franz Ferdinand. O que pode significar um show que te deixou sem voz e com o corpo em frangalhos no dia seguinte, de tanto pular, gritar, dançar e agitar os braços? Tudo. Para mim, FF é a síntese do que o rock pode representar: pulso, carisma, batida, pés incontroláveis e, simplesmente, a incapacidade de ficar alheio quando a banda sobe ao palco. Foi isso que eu vivi na décima potência quando assisti à estreia do Franz no Brasil, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, em 2006. Eu e algumas centenas de pessoas, muito de perto... Foi isso que, mesmo em maior escala, eu fiquei eufórica de rever em Porto Alegre neste ano. Franz Ferdinand, de 2004, me fez descobrir uma nova Lu. Sem mentira. O riff pegajoso e inconfundível de Take me out mudou a minha vida. Foi a partir disso que eu descobri novas bandas e um estilo de música que eu curtia de verdade. Take me out é um hino, uma loucura. E eu nunca tinha sentido o chão do Pepsi on Stage balançar tanto como quando esta música tocou, e 5 mil pessoas enlouqueceram. You could have it so much better consolidou a minha preferência nacional pela banda. No Circo Voador, eles tocaram todas as músicas dos dois CDs. E se emocionaram com a plateia cantando tudo. Literalmente. Claro, agora algumas coisas mudaram. Em Porto Alegre, o setlist mesclou clássicas dos CDs anteriores e novas músicas do excelente Tonight. Eles estão mais conhecidos, possuem mais público. Mas, ao mesmo tempo, a apresentação mostrou que a banda está amadurecendo, sem perder o que eles têm de mais legal: música + atitude. O show de 2006 continua a ser o mais inesquecível e marcante da minha vida. E isso é comum de se ouvir de muitas pessoas que têm a chance de conferir os escoceses descolados e queridos de perto. E é por isso que FF é uma banda feita para dividir. Quanto mais gente estiver ao nosso lado, curtindo e se divertindo, como a Moni, o Gui, a Emi e o Jubs (além da galera da retaguarda – só cuidando da louca pulando sem parar – Mr. Flag, Code e Déia), é isso que vale. Alex Kapranos, e seu cada vez mais estiloso “português”, Nick McCarthy, Paul Thomson e Bob Hardy sabem fazer uma festa. E isso foi o que significou o 18 de março de 2010: mais uma festa memorável, na melhor companhia com a melhor banda. EVER.

5 comentários:

fábio codevilla disse...

sou o primeiro quilo a pesar neste post!
sei como é esta sensação da banda te emocionar... é tão raro.

beijo

Smee disse...

Foi o melhor show que já fui!!!

andreia disse...

lindo texto, lulu! e que baita show.

beijos.

Dany Darko disse...

Ainda nao consegui ir num show do FF por aqui, mas nao desistirei! (:
Uma coisa que me faz muita falta nos shows daqui é a animaçao do publico. Os europeus sao tri parados durante os shows, tem gente que chega a reclamar se alguém canta alto, acreditas? Entao quando tu falas que o grupo se emocionou com a plateia, podes ter certeza que é verdadeiro.
Lindo post, adorei!

Lu Thomé disse...

Codevilla: é raro. Mas é tãããão bom quando acontece.

Gui: baita companheiro de pista! :-)

Déia: baaaaaaita show!

Dany: eu seria presa num show na Europa, então. hehehe

Beijos!