maio 28, 2007

Sábado pela manhã. Primeiro, o ar começou a faltar. Depois, com a fraqueza das pernas, uma náusea desceu do peito e se instalou na parte mais baixa da barriga. Nocaute. Dor, dor, dor. Uma sensação de mal-estar. Descontrole. Incontrolável, por mais que eu tentasse. Para minimizar a queda da pressão, abri as janelas. E deixei o frio encostar nas minhas costas até doerem também. Mr. Flag me deu dois comprimidos de Buscopan e um copo d’água. Tomei. Não conseguia falar. Não consegui pedir que não fosse ao futebol. Chorei de vergonha, de medo, de decepção. Lembro de falar com a mãe no telefone. Ela estava preocupada, pois dificilmente meu celular está desligado ao meio-dia. "Não deu tempo, mãe." Mr. Flag foi jogar. E eu fiquei sozinha. Debaixo do edredom. Torcendo para melhorar, apertando a barriga. Adormeci. Acordei com o telefone, e meu pai dizendo: vim te buscar. "Vai passar mal na nossa casa, e não aqui sozinha." Voltei a ter sete anos de idade, de cabelos loiros claros bem lisos, e bochechas rosadas. E adorei. Passei o sábado recebendo carinhos. Até o horário da janta... Se fosse possível, transformava esse carinho em pílulas. Cura tudo. Remédio mais eficaz e santo que esse não existe.

4 comentários:

Moni Thomé disse...

Nossa... queria um pouco disso também... essa semana começou punk... tá foda...

Um beijo...

Lu Thomé disse...

Semana punk? Nada que uma Mana Moicana não dê jeito! Prende o grito aí que eu tapeio quem for preciso. Ok?

Beijos!

Mari Thomé disse...

Eu ajudei a cuidar!
Toh orgulhosa da tua melhora :)

Queria poder fazer mais do que isso... Sabes o que quero dizer...
:(

Lu Thomé disse...

Mana Moicana agradece!!!!

E tu está bem hoje? Me avisa qualquer coisa.

Beijos