outubro 24, 2008

Quero contar sobre o meu moinho. Por quase uma semana, fiquei parecendo aquelas criaturas lunáticas, que gritam coisas que os outros não entendem, se comunicam com seres invisíveis ou falam línguas do além-mundo. A minha busca era genuína. Incompreensível por muitos (todos...), mas absolutamente genuína.

Contei para o Mr. Flag sobre ela. E questionei sobre o que poderia ser o meu moinho.

Não entendeu? Assim: eu preciso de algo extraordinário para mover a história do meu livro. O que eu tenho agora não é suficiente. Pensa que o mundo é o rio. E as pás do moinho são a representação dos capítulos do meu livro. Eu não quero e nem posso pegar toda a água do rio. Mas, quando os dois se encontrarem, e as pás colherem um pouco da água, a movimentação vai começar, tenho o livro... Eis meu moinho.

Mr. Flag não me falou nada. Nem expliquei de novo.

Perguntei para outras pessoas. Muitas pessoas... E no momento da questão, parecia que a palavra moinho era substituída por santo graal, ET, triângulo das bermudas.

Esqueci. Não, melhor: tudo que fiz foi não esquecer. Pensei na questão por dias e dias sem me concentrar nela. Mas ela estava ali.

E, sim, meu moinho veio na minha direção. Terça-feira à noite. Se apresentou, na realidade, ao meio-dia. Não me dei conta. Foram duas frases que o Mr. Flag falou, às dez da noite, que despertaram um dos maiores insights que já tive.

Coloquei o pijama correndo. E fui para cama. O resultado foram oito páginas de um planejamento alucinante, que vai precisar de muito suor e lágrimas para ficar pronto. Mas que se concretizar um terço do que previ, vai ficar bacana. E diferente. Vamos ver...

5 comentários:

Moni Thomé disse...

Hehehehe... que bom....

Adorei o lance de moinho... acho muito apropriado!!!

Outro dia me aconteceu isto preparando uma aula... como ficou MUITO boa, aproveitei e fiz o back up na hora!!! Hehehehehe

Beijos...

PS: nos encontramos domingo para cumprir as obrigações eleitorais no mesmo horário e local??
Beijos...

Omar Garido disse...

Achei que, no final, tu iria te tornar o Dom Quixote...

O Sancho Pança já tem... HAHAHAHAHAHAHAHA!!!

Sem graça.

Anônimo disse...

Lurdes, que fantástico. Só podia ser o meu guru pra este insigth. Curioso morre de curiosidade. Verei se aguento até amanhã. Tenho medo mortal da concorrência. Paul Auster.

Mari Thomé disse...

Curiosa++

:D

Lu Thomé disse...

Moni: sim... depois todo mundo entendeu a história. Estou amadurecendo o moinho. A cor da madeira parece linda.

Omar: total sem graça. HAHAHAHAHAHA! Deixa pra gente rir pessoalmente.

Paul Napp: não temas. Já te contei tudo. Só tu e o Samir sabem do enredo do livro. hehehehehe

Mari: mais um pouco. Aguarda mais um pouco.

Beijos!