outubro 07, 2007

Eis que andava estressada. Por demais estressada. Cheguei ao limite de me estressar com o fato de ter que comer, ter que sair do escritório para almoçar. Sim... Estava faltando ao yoga, tendo tremores por todo o corpo quando meu celular tocava e resumindo meu dia ao estresse de lembrar tudo o que precisava fazer antes do pôr-do-sol, ou antes da janta, ou antes de dormir... E cansei. Tinha esquecido meus livros, minha vida. Onde estava minha vida? E, pela primeira vez (primeira vez mesmo... as outras eu tinha somente ameaçado...) eu tive vontade de reformular a minha vida. Depois de um maravilhoso fim de semana corporativo em Gramado, resolvi mudar. Eu gosto do meu trabalho, gosto dos meus projetos, mas não posso me tornar uma escrava deles. Retomei minhas listas de tarefas. E primeira coisa: impus limites a um cliente que já passou dos limites. E decidi que é a última vez que vou atendê-los. Faz tempos que sinto falta de ir à praça somente como visitante. Cancelei (temporariamente...) o yoga. As obras do entorno Cristóvão / Dr. Timóteo acabaram com o trânsito e a minha paciência. Prometi para a Mari e a Márcia que volto em dezembro ou janeiro. Enquanto isso, vou seguir o conselho do meu endócrino e fazer um pouco de pilates. A dez passos do escritório... Comecei na quarta-feira passada. E, por falar nisso, resolvi me comportar novamente... Os amigos sabiam, a família torcia o nariz. A verdade é que os remédios estavam me deixando mal. Mas, se eu parar completamente, a osteoporose vai me pegar. Então, voltei a tomar os remédios. Ainda em outubro, vou refazer todos os exames de sangue. Me comportar. Quarta-feira, comemorei 8 anos (oficiais) de namoro/relacionamento com Mr. Flag. Parece que foi ontem. Ainda jantei com as meninas jornalistas para conhecer o apê da Marrie, fofocar com a Fer e ficar encantada com o tamanho do barrigão da So. O Pedro chega no fim desse mês, ou antes. É verdade que essa foi uma semana tensa. Mas fiquei impressionada por não ter enlouquecido. Fiquei triste com coisas que aconteceram, mas me dei conta que isso vai gerar outros fatos tão bons que, no fim, eu e minha equipe lucraremos com novos e desafiadores projetos. Além de que é sempre uma boa comemoração o fato de voltar a escrever coisas legais... Pelo menos cinco projetos editoriais vêm por aí. De resto, dormi até tarde no sábado, eu e Mr. Flag fomos ao churrasco da minha turma de pós-graduação e ainda jantamos em casa e assistimos o ótimo Obrigado por Fumar. E o domingão rendeu trabalho e carinho da família. Enfim... As saudades enormes do Napp continuam. E esse post foi mais para me justificar aos que me perguntam por onde ando. A faxina da minha vida está quase acabando. Mais um mês, eu acho... E daí vou querer curtir um pouco. Fiquei impressionada quando, no domingo passado, Verissimo fez uma brincadeira na sua coluna, para justificar porque todos merecemos um porre. A vida é só uma, ele disse. E é verdade. E acho que sempre é hora de fazer diferente.

3 comentários:

Moni Thomé disse...

Huhuhuhuhu...

Luka's... muita saudade!!! Sinto falta das nossas conversas!!!

Muitos beijos...

sergio napp disse...

Lurdes, fiquei impressionado. Pensei que isto acontecesse só aqui em casa onde a caliça da reforma quase nos mata e a culpa por não escrever mais me aflige e não me deixa dormir.
Impressionado mesmo: que cinco projetos editorais são esses?
De qualquer forma, amiga, há, por aqui, um ombro sempre disposto a receber queixas, prantos e gostosas risadas. Como dizia minha irmão nas horas mais críticas"um dia tomaremos champanhe ao sol da piscina". Quem sabe? abraços.

Moni disse...

nem me fale em reformas. mal fiz uma reforma em minha vida, agora é meu apartamento que entrará em obras. banheiro e cozinha, quem é que consegue viver em estes dois? ó céus, ó vida... mas é necessário, né? tudo! inclusive os porres.