junho 23, 2008

Eu não consegui responder, né? Eu sequer consegui pronunciar palavra que fosse. Esse silêncio que está incrustado em mim, parecendo armadura. Mas que, à primeira palavra tua, caiu feito papel no chão. Difícil responder a tua pergunta. Difícil saber o que era para responder. Pois eu continuei em calada. Mas, do momento em que acordei até agora, tudo isso faz barulho na minha cabeça, martelando, martelando sem cessar. Eles me dizem que ainda estão por aqui, esses pensamentos, e que eu devo parar de ser medrosa, de uma vez por todas, e enfrentar. Dor de cabeça, de tudo... Parece dor de existir, sabe? Segunda-feira cinza, estranha, demorada. Sei que não falei nada. Como tu também não falaste depois. Alguns silêncios ferem. E outros são especiais. Porque são esses que dizem: eu estou aqui, sabia? E isso é bom. Isso é muito bom. Tu és uma flor especial na vida de muita gente. Incluindo a minha. E foi assim que terminou esse dia de hoje: como um sorriso e uma gérbera vermelha, trazendo um pouco de cor e de calor para esse meu coração meio torto. Obrigada, Natália. Por estares perto e pelo presente. Gosto muito de ti. De verdade.

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