maio 23, 2008

Não sei o que dói mais nessa vida. Mas, numa semana, em que várias conversas coincidentes com pessoas distintas circulavam no tema "garota-adolescente-que-morre-chorando-depois-de-terminar-um-namoro-de-vinte-dias", confesso que a dor que senti era infinitamente maior do que as pequenas cicatrizes das minhas desilusões amorosas da adolescência. Porque o corpo cresce e as dores crescem também. Essa cresceu sem controle, sem precedentes e sem trégua. E tem coisas que só aprendemos mesmo com a experiência. Pedi socorro aos meus pais. E, véspera de feriado, enquanto Mr. Flag aproveitava uma viagem ao Uruguai, eu curtia uma noite interminável no plantão dentário 24 horas da Avenida Assis Brasil. Não ria. A dor de dente é citada em qualquer pesquisa básica do Google como uma das dez piores dores do mundo. E, mais do que impressionada, eu estava petrificada com a possibilidade daquela dor nunca mais deixar o meu corpo. Mal agüentei uma hora de dor profunda (doía o tampo da cabeça, o ouvido, a gengiva, a parede da garganta e o pobre do meu gogó – até o gogó...). Então, o dentista de plantão (novinho, tentando ser engraçado enquanto eu fazia malabarismos com a bochecha a cada fincada) fez o raio X e disse: "Temos que tirar o nervo agora. Uma parte dele morreu. Olha aqui.Tem que fazer tratamento de canal". E eu olhei uma parte mais apagada de um traço no meio do osso. Claro, eu respondi. Já vou avisando: anestesias não pegam em mim. Xilocaína, uma anestesia, pezinhos se contorcendo, mãos se apertando, mais uma anestesia depois e uma broca que insistia em não funcionar (com direito a velocidade câmera lenta e banho de água na minha camiseta do Laranja Mecânica), eu acompanhei a retirada do nervo e a colocação de um curativo. "Tudo provisório. Tem que procurar tua dentista agora." Hummmmm... Sim: o processo todo levou mais de uma hora. Eu, camiseta molhada, maquiagem borrada, cara/língua/bochecha/quilos-de-pele anestesiada e olhos vermelhos de tanto chorar, estava definitivamente pronta para o feriado...

2 comentários:

Anita disse...

beeei , te direi q dor de dente, em véspera de feriado é a pior dor q tem mesmo....mais forte q dor de parto!!! e eu sou solidária à ti: já passei pela meeeeesma situação! tratamento de canal, em véspera de feriado, de madruga...num 24 hs odontológico....


afffffffffffffffffffffffe....
ma força na peruca q isso passa!!!

hauhauhahuha
bjoka!
:*********

Lu Thomé disse...

Obrigada, Anita! Estou melhor agora. Amanhã começa a maratona "vamos arrumar esse dente, então"... hehehehehe

Beijos!