dezembro 13, 2008

Fui tão ágil quanto meu corpo permitiu. E rápida: antes de pensar tinha feito. Abri a janela da área de serviço. Estiquei o braço e, facilmente, empurrei a janela do apartamento vizinho. Com cuidado. Com atenção. Não chovia, nem ventava. Tudo estava silencioso. Terceiro andar do prédio. Analisei o espaço: uma queda e tanto. Apoiei o pé direito no bujão de gás e me agarrei na esquadria da janela. Agora, os dois pés na janela. Girei o corpo, fiquei de costas para a rua. Mão esquerda no vizinho. Pé esquerdo. Mão direita. Pé direito. De um salto, aterrissei na outra área de serviço. Apartamento estranho. Objetos desconhecidos. Atmosfera nunca explorada. Cruzei toda a cozinha. Chegando ao corredor, avistei a pequena sala à esquerda. Televisão, DVD, sofá, abajur. E a porta principal do apartamento do outro lado. Peguei o molho de chaves, encaixei uma e girei a fechadura. Ao abrir a porta, devagar, fui recebida pelos gritos da vizinha. Com os braços ao alto, agradecia a minha peripécia de pular pela janela e tentar abrir a porta pelo lado de dentro. A senhora já estava exausta no corredor do prédio há quase duas horas por conta da porta emperrada. Me diz aí: nada como ter uma vizinha aventureira como eu, hein? Só não contem pros meus pais que eu fiz isso. Mesmo trintona, tenho certeza que a tunda de laço ia sobrar por aqui.

4 comentários:

Nanah disse...

Fico triste de não poder ouvir todos os dias os teus causos que tanto amo...mas feliz por existir teu blog e me deliciar com tuas aventuras! ^^
beijos, Lu! E com saudade dessa pequeninha mas também gigante!

Nessita! disse...

Nada como um pouco de risco inesperado para o dia valer a pena.:)

Lu Thomé disse...

Nanah, querida: agora que não tenho mais para quem contar, só resta o blog. E que com que tu me acompanha! Adorei a tua presença aqui. Saudades!!!

Nessita: a vizinha virou minha fã. Acho que vou receber a "Chave do Bairro"! hehehehehhehehe

Beijos!

Mariana Baierle Soares disse...

Gostei dessa história e tb do teu blog!!!! beijo