março 13, 2008

Mas, se um gênio tivesse surgido à mesa para realizar o desejo mais urgente de Edward, ele não teria pedido nenhuma praia no mundo. Tudo o que queria, tudo em que podia pensar era em deitar com Florence, os dois juntos e nus, na cama do quarto adjacente, confrontados por fim com a experiência aterradora que parecia tão distante do dia-a-dia quanto a visão de um êxtase religioso, ou até da própria morte. A perspectiva - será que ia de fato acontecer? com ele? - mais uma vez lhe deu um frio na barriga, e ele teve a sensação momentânea de que pudesse desmaiar, o que disfarçou com um suspiro de satisfação.

Na praia, de Ian McEwan

2 comentários:

Gustavo Faraon disse...

Baita livro.

Lu Thomé disse...

Li o fim de um fôlego só. E tenho que discutir esse livro com alguém. Se te habilitar...

Emendei no mesmo dia o Animal Agonizante, do Roth. E estou gostando bastante...

Beijos!