janeiro 17, 2008

Em dias de vento e chuva, me lembro da sacada da minha antiga sala da CCMQ. Principalmente, em semanas nas quais as pessoas me falam da Casa. Dali, apoiada na grade, eu via o rio revolto, como se quisesse se soltar do vento. E o vento, como que irritado, vindo na direção dos prédios, levando tudo adiante. Cabelos voavam, folhas disparavam, lixo bailava na calçada, e as cadeiras e mesas de plástico do Café dos Cataventos eram projetadas para Rua dos Andradas. Peças brancas, de quatro pernas, voando até cinco metros de distância, sem encostar no chão. E quando os pingos começavam, entrávamos e, de portas e janelas fechadas, acompanhávamos o mundo sendo lavado. Controlando a vontade de correr para a rua e lavar a alma também...

A chuva não é mais a mesma.

Nem eu.

2 comentários:

Moni Thomé disse...

E trabalhar que é bom???

Hehehehehehehehehe!!!!

Beijos!!!

Lu Thomé disse...

hehehehehehehe... Eu já tinha trabalhado. Quase sempre, isso era no fim da tarde, quando não tinhamos vontade de ir embora... E continuávamos no trabalho... hehehehehe.

Beijos!